{"id":32568,"date":"2026-04-19T20:29:38","date_gmt":"2026-04-19T19:29:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tournride.com\/?p=32568"},"modified":"2026-04-19T20:29:39","modified_gmt":"2026-04-19T19:29:39","slug":"de-melide-a-santiago-de-compostela-de-bicicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-melide-a-santiago-de-compostela-de-bicicleta\/","title":{"rendered":"Etapa 14: De Melide a Santiago de Compostela de bicicleta"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados t\u00e9cnicos da etapa<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia at\u00e9 Santiago: <\/b><\/span>51 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia da etapa: <\/b><\/span>51 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Tempo estimado: <\/b><\/span>5-6 horas<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00ednima: <\/b><\/span>250 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00e1xima:<\/b><\/span> 470 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dificuldade:<\/b> <\/span>M\u00e9dia<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Lugares de interesse:<\/b> <\/span>Melide, Lavacolla, Monte do Gozo, Santiago de Compostela<\/li>\n\n\n\n<li><b><span style=\"color: #308ec5;\">Itiner\u00e1rio no Google Maps: <\/span><\/b>Para ver o percurso no Google Maps clique <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 14: De Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/@42.8929092,-8.4424423,55400m\/data=!3m1!1e3!4m2!6m1!1s12-fv03POq0fX0QbFbxmmii2PFG4?hl=es-ES\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-melide-a-santiago-de-compostela-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E14-Melide-Santiago.jpg\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3437\" height=\"2145\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E14-Melide-Santiago.jpg\" alt=\"Mapa da etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta no Caminho Franc\u00eas\" class=\"wp-image-2526\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E14-Melide-Santiago.jpg 3437w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E14-Melide-Santiago-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E14-Melide-Santiago-768x479.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E14-Melide-Santiago-1024x639.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3437px) 100vw, 3437px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>De Melide a Santiago de Compostela de bicicleta \u00e9 a etapa final do Caminho Franc\u00eas, e o que mais marca nela \u00e9 a mistura de emo\u00e7\u00f5es ao sentir que a chegada est\u00e1 pr\u00f3xima. <b>A ansiedade de saber que o objetivo jacobeu vai se cumprir nos d\u00e1 for\u00e7as para enfrentar as mudan\u00e7as cont\u00ednuas de inclina\u00e7\u00e3o e de piso,<\/b> al\u00e9m da \u00faltima subida do Caminho Franc\u00eas, em Monte do Gozo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de sair de Melide, a gente passa a maior parte do tempo por trilhas e <i>corredoiras<\/i> no monte. A partir de Salceda (km 25), a N-547 come\u00e7a a se cruzar com a rota o tempo todo, e o caminho segue paralelo a ela em alguns trechos. De Salceda em diante falta pouco: contornamos o aeroporto e, a partir de Lavacolla (km 42), n\u00e3o voltamos ao monte nem a trilhas de terra. Subimos a Monte do Gozo (km 48) por asfalto e, de l\u00e1, descemos at\u00e9 o vale onde fica a catedral jacobeia: o \u201cCampo das Estrelas\u201d do ap\u00f3stolo (<i>Campus Stellae<\/i>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/catedral-santiago-de-compostela.jpg\" alt=\"Catedral de Santiago de Compostela, fim da etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2527\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/catedral-santiago-de-compostela.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/catedral-santiago-de-compostela-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/catedral-santiago-de-compostela-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Catedral de Santiago de Compostela (Foto cedida por Mario S\u00e1nchez Prada no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Perfil e rota principal da etapa<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><b>Esta etapa come\u00e7a por longos trechos de trilhas florestais entre \u00e1rvores, com paradas em pequenos povoados. A N-547 vai estar sempre por perto<\/b>, cruzando de vez em quando, mas <b>a partir de Salceda (km 25) ela se interp\u00f5e cada vez mais no nosso caminho.<\/b> De Salceda a O Amenal (km 36,7) a estrada cruza a trilha umas dez vezes, <b>cinco delas sem passagem pedonal segura<\/b>, ent\u00e3o \u00e9 preciso ter muito cuidado. Mesmo assim, entre os cruzamentos a gente continua avan\u00e7ando entre \u00e1rvores, o que traz uma sensa\u00e7\u00e3o de tranquilidade rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de passar O Amenal (km 36,7) come\u00e7amos a subida em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cerca do aeroporto, que contornamos pelo norte para seguir a Lavacolla (km 42). <b>De Lavacolla encaramos a \u00faltima rampa do Caminho Franc\u00eas: a subida a Monte do Gozo (km 48)<\/b>, o primeiro ponto de onde a gente vai ver as torres da catedral.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Al\u00e9m dessa, h\u00e1 outras subidas que a gente precisa enfrentar no percurso<\/b>: de Casta\u00f1eda (km 8) at\u00e9 o ponto mais alto da N-547, e a que fica entre O Amenal (km 36,7) e Cimadevila (km 37), que continua at\u00e9 chegar ao aeroporto \u2014 embora termine mais suave. <b>De qualquer forma, a rampa mais forte \u2014 junto com a subida a Monte do Gozo \u2014 \u00e9 a que a gente encontra na sa\u00edda de Ribadiso de Abaixo (km 11)<\/b>, com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 8%, que nos leva ao acostamento da estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora estas sejam as maiores diferen\u00e7as de n\u00edvel, n\u00e3o podemos esquecer que seguimos na Gal\u00edcia, o que significa que a topografia muda o tempo todo e as estradas s\u00e3o o prot\u00f3tipo de rota <i>quebra-pernas<\/i>. <b>Daqui at\u00e9 A Peroxa (km 17,3) o caminho \u00e9 uma sucess\u00e3o de subidas e descidas, mais ou menos pronunciadas.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1367\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/a-peroxa.jpg\" alt=\"A Peroxa na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2529\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/a-peroxa.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/a-peroxa-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/a-peroxa-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/a-peroxa-1024x684.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Peroxa (Foto cedida por Alexander Schimmeck no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>De qualquer forma, a principal dificuldade que a gente pode encontrar \u00e9, sem d\u00favida, o barro<\/b>. Muitas das trilhas t\u00eam um piso bem macio e, por isso, quando chove, viram um atoleiro. Se j\u00e1 \u00e9 desconfort\u00e1vel para quem caminha, para quem est\u00e1 de bike pode ser um supl\u00edcio. <b>A verdade \u00e9 que, na \u00e9poca de chuva, a \u00fanica alternativa seria pegar a N-547, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 estradas secund\u00e1rias ou provinciais que sigam o mesmo tra\u00e7ado.<\/b> Ir pela nacional \u00e9 uma pena, porque voc\u00ea n\u00e3o passaria por quase nenhuma localidade jacobeia e perderia a \u00faltima imers\u00e3o rural do Caminho Franc\u00eas. Por isso, <b>na Tournride a nossa recomenda\u00e7\u00e3o para esta etapa \u00e9 seguir pela trilha pedonal durante todo o percurso.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>De Lavacolla em diante a gente s\u00f3 anda por asfalto<\/b> \u2014 ou por rua empedrada \u2014 at\u00e9 a catedral. <b>At\u00e9 l\u00e1, a maior parte do piso \u00e9 de terra<\/b> quando passa por entre os montes, <b>ou de cascalho<\/b> quando chega aos pequenos povoados.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A gente tamb\u00e9m precisa levar em conta que nesta etapa muitos c\u00f3rregos, riachos e rios se cruzam.<\/b> A Gal\u00edcia \u00e9 verde justamente pela quantidade de \u00e1gua que tem! Em geral, n\u00e3o vai ser dif\u00edcil atravess\u00e1-los; a \u00fanica vez em que a gente precisa colocar as habilidades \u00e0 prova \u00e9 na passagem do rio Ra\u00eddo (km 2,5), quase na sa\u00edda de Santa Mar\u00eda de Melide. Uma passarela estreita de granito, pela qual \u00e9 preciso passar em fila indiana, ajuda a vencer a correnteza.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Por fim, a entrada em Santiago pode confundir um pouco, porque \u00e9 uma zona urbana grande que precisamos atravessar<\/b>. Na sa\u00edda de Monte do Gozo (km 48) a gente pega a N-634 depois de evitar algumas escadas. Pela cal\u00e7ada da esquerda, ou pelo acostamento da direita, entramos em Santiago pelo bairro de San L\u00e1zaro, cruzamos v\u00e1rias rotat\u00f3rias e, na terceira, viramos em diagonal \u00e0 esquerda. J\u00e1 na entrada da rua Concheiros, seguimos em linha reta pela rua pedonal de San Pedro e, depois de uma faixa de pedestres, finalmente entramos na zona monumental de Compostela\u2026 <b>Chegamos ao fim do nosso Caminho!<\/b><\/p>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-melide-a-santiago-de-compostela-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Conselhos pr\u00e1ticos<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>Recomenda\u00e7\u00e3o de itiner\u00e1rio<\/b>: nesta etapa n\u00e3o h\u00e1 estradas secund\u00e1rias ou provinciais que sigam o tra\u00e7ado da rota. As \u00fanicas op\u00e7\u00f5es s\u00e3o ir pela N-547 ou seguir pela trilha pedonal. <b>Na Tournride recomendamos seguir as indica\u00e7\u00f5es jacobeias pela trilha pedonal.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Na \u00e9poca de chuva a gente pode encontrar a <b>principal dificuldade deste trecho: o barro<\/b>. Muitas trilhas florestais t\u00eam um piso bem macio e, por isso, o esfor\u00e7o para avan\u00e7ar dobra; voc\u00ea vai precisar usar uma <b>marcha curta<\/b>!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>Os primeiros 17 km at\u00e9 A Peroxa s\u00e3o um verdadeiro trecho <i>quebra-pernas<\/i><\/b>. A partir da\u00ed o piso muda o tempo todo, mas as varia\u00e7\u00f5es costumam ser menos bruscas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>Muito cuidado com os cruzamentos da N-547 com as trilhas pedonais \u2014 \u00e0s vezes s\u00e3o perigosos<\/b>. No mapa da etapa a gente marca com sinais os cruzamentos em que \u00e9 preciso redobrar a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>Em Santiago de Compostela h\u00e1 tr\u00eas escrit\u00f3rios que voc\u00ea n\u00e3o pode deixar de visitar:<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>1) O Escrit\u00f3rio do Peregrino.<\/b> Ao lado da Praza do Obradoiro, na rua Carretas, n\u00ba 33, fica o <a aria-label=\"Visite o site Goo.gl para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/goo.gl\/maps\/Xx7zGkyzzqj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escrit\u00f3rio de acolhimento ao peregrino<\/a>. Aqui a sua credencial vai ser carimbada pela \u00faltima vez e voc\u00ea vai receber gratuitamente a Compostela, o documento com o seu nome e sobrenomes \u2014 em latim \u2014 que certifica o cumprimento da peregrina\u00e7\u00e3o jacobeia. Tamb\u00e9m h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de obter um <i>Certificado de Dist\u00e2ncia<\/i> (3 \u20ac), que mostra por onde e quando voc\u00ea passou, al\u00e9m dos quil\u00f4metros percorridos. Aqui vendem tubos para guardar os pap\u00e9is (2 \u20ac), mas d\u00e1 para encontr\u00e1-los tamb\u00e9m em muitas das lojas de lembrancinhas da cidade, geralmente por um pre\u00e7o bem mais baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hor\u00e1rio: aberto todos os dias, exceto 25 de dezembro e 1 de janeiro. De 1 de novembro a 31 de mar\u00e7o, das 10h \u00e0s 19h. Na P\u00e1scoa e no resto do ano, das 8h \u00e0s 21h.<\/p>\n\n\n\n<p><b>2) O escrit\u00f3rio da Tournride.<\/b> Se voc\u00ea vier at\u00e9 o nosso escrit\u00f3rio depois de retirar sua Compostela \u2014 fica a 5 minutos da catedral \u2014, a gente <b>recolhe a sua bicicleta<\/b> para voc\u00ea n\u00e3o precisar se preocupar mais com ela e <b>entrega a bagagem que ficou guardada com a gente<\/b>, se voc\u00ea optou por usar o <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Transferencia De Bagagem\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/gestao-de-reservas\/transferencia-de-bagagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nosso servi\u00e7o de transporte de bagagem<\/a>. Al\u00e9m disso\u2026 a gente sempre gosta que voc\u00ea passe um tempinho por ali para contar sobre a sua experi\u00eancia!<\/p>\n\n\n\n<p>A gente espera voc\u00ea na <a aria-label=\"Visite o site Goo.gl para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/goo.gl\/maps\/MxUURRWu8P62\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rua Laverde Ruiz, n\u00ba 5<\/a>, de segunda a sexta, das 10h \u00e0s 14h e das 16h30 \u00e0s 19h30; no fim de semana tamb\u00e9m tem gente da equipe indo ao escrit\u00f3rio para te atender. A gente s\u00f3 pede que voc\u00ea avise a que horas vai chegar, para n\u00e3o precisarmos esperar no escrit\u00f3rio em dia de feriado. Voc\u00ea pode escrever no dia anterior para info@tournride.com ou ligar para o +34 981 936 616 durante a semana; nesse n\u00famero tamb\u00e9m d\u00e1 para escolher a op\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia Completa Tournride.<\/p>\n\n\n\n<p><b>3) O escrit\u00f3rio de turismo.<\/b> Embora, como sempre, na Tournride a gente proponha um passeio para conhecer a cidade que \u00e9 fim de etapa e meta da peregrina\u00e7\u00e3o, nunca \u00e9 demais saber mais. O <a aria-label=\"Visite o site Goo.gl para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/goo.gl\/maps\/iA76EwfhyNP2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escrit\u00f3rio de turismo da Gal\u00edcia<\/a> fica na R\u00faa do Vilar, 30-32, e na mesma rua, no n\u00famero 63, fica o escrit\u00f3rio de turismo da Prefeitura de Santiago de Compostela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>Para sair de Santiago existem v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de conex\u00e3o<\/b>, dado o grande n\u00famero de turistas que a cidade recebe, sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e a condi\u00e7\u00e3o de capital da comunidade. <b>Alugar bicicletas com a Tournride facilita a log\u00edstica da sua partida, porque voc\u00ea n\u00e3o precisa se preocupar com a embalagem nem com o custo extra de mandar suas pr\u00f3prias bikes de volta para casa.<\/b> Assim, carregando s\u00f3 a sua mala, voc\u00ea pode sair de Santiago\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>De avi\u00e3o. O aeroporto de Lavacolla recebe cada vez mais voos diretos, tanto para diferentes partes da Espanha (Alicante, Barcelona, Bilbao, Ibiza, Madri, etc.) quanto para outros lugares do mundo (Dublin, Genebra, Londres, etc.). Na p\u00e1gina da <a aria-label=\"Visite o site Aena para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.aena.es\/es\/aeropuerto-santiago\/destinos-aeropuerto.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Aena<\/a> d\u00e1 para ver todos. Na Gal\u00edcia tamb\u00e9m h\u00e1 aeroporto em <a aria-label=\"Visite o site Aena para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.aena.es\/es\/aeropuerto-a-coruna\/destinos-aeropuerto.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Coru\u00f1a<\/a> e em <a aria-label=\"Visite o site Aena para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.aena.es\/es\/aeropuerto-vigo\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vigo<\/a>, cidades que ficam a menos de 45 minutos de trem e onde d\u00e1 para encontrar muito mais conex\u00f5es. Al\u00e9m disso, para voos internacionais pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o verificar as conex\u00f5es do <a aria-label=\"Visite o site Aeroportoporto.pt para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.aeroportoporto.pt\/es\/opo\/vuelos-y-destinos\/companias-aereas\/companias-aereas-y-destinos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aeroporto do Porto<\/a> (Portugal), onde \u00e0s vezes aparecem passagens a um bom pre\u00e7o, e de Santiago d\u00e1 para ir direto at\u00e9 l\u00e1 de \u00f4nibus com a <a aria-label=\"Visite o site Alsa para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.alsa.es\/rutas\/santiago-compostela-oporto.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alsa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>De \u00f4nibus. Da esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Santiago, ao norte da cidade, h\u00e1 conex\u00f5es com o <a aria-label=\"Visite o site Monbus para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.monbus.es\/es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">resto das cidades galegas<\/a> ou da <a aria-label=\"Visite o site Alsa para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.alsa.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Espanha<\/a>, al\u00e9m de algumas com <a aria-label=\"Visite o site Eurolines para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.eurolines.es\/es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">outros pontos da Europa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>De trem. A esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria n\u00e3o fica longe do centro e, no site da <a aria-label=\"Visite o site Renfe para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.renfe.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renfe<\/a>, d\u00e1 para ver todas as op\u00e7\u00f5es de destino oferecidas, que s\u00e3o muitas!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Itiner\u00e1rio detalhado e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-art\u00edstico<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Hoje vai ser um dia para guardar na mem\u00f3ria\u2026 A gente vai conhecer a catedral de Santiago! <b>Al\u00e9m do templo e da cidade velha de Compostela, os dois Patrim\u00f4nio da Humanidade, a gente vai ter a oportunidade de se imergir pela \u00faltima vez no campo galego<\/b>, passando entre \u00e1rvores nativas e outras vindas dos ant\u00edpodas \u2014 como o eucalipto.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente tamb\u00e9m vai visitar patrim\u00f4nio religioso, alguns deles com restos bem curiosos e representativos, como na igreja de Santa Mar\u00eda, na sa\u00edda de Melide.<\/p>\n\n\n\n<p><b>E, al\u00e9m do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico, a boca vai salivar com o patrim\u00f4nio gastron\u00f4mico<\/b>; especialmente em Arz\u00faa. Aqui <b>d\u00e1 para experimentar outro produto com Denomina\u00e7\u00e3o de Origem na Gal\u00edcia, o queijo Arz\u00faa-Ulloa<\/b>, que combina perfeitamente com o mel produzido na regi\u00e3o ou com o delicioso marmelo caseiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme nos aproximamos de Santiago, a gente entra num ambiente cada vez mais urbano, e tudo culmina com a primeira vis\u00e3o das torres da catedral em Monte do Gozo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, acima de tudo, <b>hoje vai ser um dia de emo\u00e7\u00f5es misturadas, em que a gente vai perceber como a alegria de chegar a Santiago se junta \u00e0 tristeza de alcan\u00e7ar o \u00faltimo ponto \u2014 n\u00e3o o fim \u2014 do nosso Caminho<\/b>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-santiago-melide.jpg\" alt=\"Caminho de Santiago a partir de Melide na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2531\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-santiago-melide.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-santiago-melide-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-santiago-melide-768x513.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caminho de Santiago a partir de Melide (Foto cedida por Miriam Mezzera no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Arz\u00faa a Salceda num constante \u201csobe e desce\u201d<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda de Melide \u00e9 simples, nada a ver com outras que a gente j\u00e1 enfrentou em grandes cidades. <b>A partir da rotat\u00f3ria central da vila precisamos ir em dire\u00e7\u00e3o ao norte, seguindo as indica\u00e7\u00f5es para o \u201cMuseo Terra de Melide\u201d.<\/b> Passando para o lado esquerdo da rua, a gente segue em dire\u00e7\u00e3o ao <i>Concello<\/i> (prefeitura). Depois da prefeitura, viramos \u00e0 esquerda e depois \u00e0 direita e subimos uma rampa pequena, mas intensa, na rua Principal. As setas indicam uma trilha de terra e cascalho com muita vegeta\u00e7\u00e3o dos dois lados, que deixa a gente na N-547.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de cruzar a estrada, v\u00e1rias placas indicam o caminho para a igreja de Santa Mar\u00eda de Melide (km 1,1)<\/b>. Este povoado sempre se configurou como uma entidade distinta de Melide, embora hoje praticamente pare\u00e7a parte da vila principal. A igreja, que aparece \u00e0 direita da estrada, \u00e9 de origem rom\u00e2nica e est\u00e1 cheia de pequenos detalhes que merecem aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A maior parte dos elementos construtivos da igreja de Santa Mar\u00eda de Melide \u00e9 decorada<\/b>. Nas arquivoltas a gente v\u00ea padr\u00f5es quadriculados ou pequenos ret\u00e2ngulos, al\u00e9m de motivos geom\u00e9tricos ou formas que lembram antigos s\u00edmbolos celtas \u2014 triskeles, su\u00e1sticas, espirais, etc. Os capit\u00e9is tamb\u00e9m est\u00e3o cheios de pe\u00e7as esculpidas: d\u00e1 para ver le\u00f5es e bestas \u2014 cujo significado de prote\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a a gente comentou na <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 13: De Sarria a Melide de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-sarria-a-melide-de-bicicleta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">etapa anterior<\/a> \u2014 e formas vegetais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-santa-maria.jpg\" alt=\"Igreja de Santa Mar\u00eda de Melide na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2533\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-santa-maria.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-santa-maria-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-santa-maria-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Santa Mar\u00eda de Melide (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Dentro da igreja h\u00e1 dois elementos excepcionais: um altar rom\u00e2nico<\/b>, decorado com pequenos arcos sob os quais se conserva pintura de cores variadas; <b>e uma grade de metal do s\u00e9culo XII<\/b>, guardada na sacristia moderna do templo.<\/p>\n\n\n\n<p>E voc\u00ea pode se perguntar\u2026 Uma grade? Que valor pode ter uma grade? <b>Bom, embora voc\u00ea pense que o valor da grade de Santa Mar\u00eda esteja nos aspectos art\u00edsticos das belas espirais que a formam, o maior valor \u00e9 hist\u00f3rico e sociol\u00f3gico<\/b>, porque, se a gente a situa no seu tempo, ela conta coisas sobre a sociedade medieval e seu modo de ver a vida.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na Alta Idade M\u00e9dia (at\u00e9 o s\u00e9culo XII) a igreja era o ponto de encontro social mais importante. O templo representava em si mesmo a hierarquia social e, por isso, cada pessoa tinha seu espa\u00e7o delimitado conforme g\u00eanero, estamento e progresso no cumprimento dos sacramentos.<\/b> A parte mais sagrada era a \u00e1bside, voltada para o leste, o lugar onde o sol nasce e que representa a luz e o divino. Nessa \u00e1rea s\u00f3 podiam ficar os padres, aqueles que se \u201cuniram\u201d para toda a vida a Deus. Nas naves, os mais ricos ficavam na frente e, muitas vezes, mulheres e homens eram separados. No p\u00e9 da igreja, na entrada, ficavam os que ainda n\u00e3o tinham sido batizados \u2014 por isso a pia batismal ficava ali; sem ser batizado, voc\u00ea n\u00e3o podia pisar nas naves.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Por isso, caminhar da entrada da igreja at\u00e9 a \u00e1bside era uma representa\u00e7\u00e3o do caminho rumo a Deus<\/b>. Cada sacramento permitia que voc\u00ea entrasse em uma parte diferente e marcava os momentos importantes da vida, do nascimento (batismo) at\u00e9 a morte (extrema-un\u00e7\u00e3o). Na verdade, sem documento de identidade ou passaporte, o registro social eram os livros das par\u00f3quias!<\/p>\n\n\n\n<p>Ser batizado ou n\u00e3o te colocava dentro ou fora da vida social e tamb\u00e9m impedia o acesso a alguns of\u00edcios ou \u00e0 possibilidade de morar em certas regi\u00f5es \u2014 os judeus, por exemplo, moravam em bairros diferentes. O lugar em que voc\u00ea se sentava na missa indicava em que ponto da sua vida e da sociedade voc\u00ea estava. Para refor\u00e7ar isso, <b>muitas vezes os espa\u00e7os eram delimitados fisicamente com grades ou estruturas de madeira.<\/b> Tamb\u00e9m eram usadas para \u201cesconder\u201d da assembleia alguns dos momentos mais sagrados, como a transubstancia\u00e7\u00e3o. Na Igreja Ortodoxa isso ainda \u00e9 feito, separando espa\u00e7os com grandes estruturas de madeira com <i>\u00edcones<\/i> (pinturas religiosas). Na Igreja Cat\u00f3lica a separa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os come\u00e7ou a se dissolver no g\u00f3tico, quando a luz entrou no templo e sua concep\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica mudou por completo. <b>Os elementos separadores foram retirados, prova das mudan\u00e7as sociais que acompanharam o surgimento das cidades e da burguesia. A maior parte dessas grades ou estruturas, que foram testemunhas do que era viver em uma sociedade de estamentos, se perdeu. Mas n\u00e3o esta grade de Santa Mar\u00eda, que \u00e9 a \u00fanica que se conserva em toda a Gal\u00edcia.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Depois dessa visita curiosa, deixamos o empedrado de Santa Mar\u00eda e seguimos por uma trilha de cascalho que, em poucos metros, se embrenha em um bosque denso. A gente continua por essa trilha de terra num sobe e desce cont\u00ednuo entre carvalhos, castanheiros, pinheiros e eucaliptos. <b>Conforme avan\u00e7amos em dire\u00e7\u00e3o a Santiago \u2014 e sobretudo se depois a gente for a Mux\u00eda ou Fisterra \u2014 vamos perceber como o eucalipto, \u00e1rvore de origem australiana, est\u00e1 deslocando as esp\u00e9cies nativas galegas.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Isso, em geral, est\u00e1 relacionado a essa forma de dividir o campo em minif\u00fandios \u2014 herdados entre todos os filhos \u2014 que \u00e9 t\u00edpica da Gal\u00edcia.<\/b> Desde os anos 1980, muita gente que morava na cidade herdou peda\u00e7os de floresta e cedeu os direitos de explora\u00e7\u00e3o das suas terras \u00e0s empresas galegas de celulose e papel. O eucalipto \u00e9 uma \u00e1rvore de crescimento extrarr\u00e1pido que funciona bem para a ind\u00fastria de papel, mas que seca muito o solo e expande e coloniza o terreno ao redor. <b>Aos poucos, o eucalipto foi substituindo as esp\u00e9cies atl\u00e2nticas e de beira-rio, t\u00edpicas da Gal\u00edcia, que precisam de muito mais \u00e1gua e crescem bem mais devagar, como o carvalho ou o castanheiro.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Hoje muita gente v\u00ea o eucalipto como uma praga e um dos maiores problemas ambientais galegos, enquanto outras pessoas o defendem como motor econ\u00f4mico e dinamizador da ind\u00fastria.<\/b> A verdade \u00e9 que, embora o governo galego continue renovando as autoriza\u00e7\u00f5es \u00e0s ind\u00fastrias de celulose e madeira, as planta\u00e7\u00f5es de eucalipto est\u00e3o se estendendo em algumas \u00e1reas da Gal\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/senda-eucaliptos.jpg\" alt=\"Trilha entre eucaliptos na prov\u00edncia de A Coru\u00f1a, etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2534\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/senda-eucaliptos.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/senda-eucaliptos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/senda-eucaliptos-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trilha entre eucaliptos na prov\u00edncia de A Coru\u00f1a (Foto cedida por Roi Arias no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre \u00e1rvores cruzamos um riacho por uma passarela simples de granito e <b>chegamos \u00e0 altitude m\u00e1xima da etapa (470 m), na regi\u00e3o de Parabispo<\/b>. Sa\u00edmos da floresta para tocar o acostamento da N-547 em Ra\u00eddo (km 3,5) e entramos novamente entre as \u00e1rvores. <b>Num sobe e desce cont\u00ednuo atravessamos outro trecho de floresta at\u00e9 Boente (km 5,7), povoado dividido em dois pela estrada nacional.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Antes de cruzar a estrada a gente vai ver um <i>cruceiro<\/i> e uma fonte, chamada \u201cde la Saleta\u201d<\/b>, da qual se diz que a \u00e1gua tem propriedades ben\u00e9ficas para a sa\u00fade. Do outro lado da nacional fica a <b>igreja de Santiago<\/b>, de origem rom\u00e2nica, mas bastante reformada no s\u00e9culo XIX \u2014 s\u00f3 restam uma janela e dois capit\u00e9is do s\u00e9culo XII. A imagem do Santiago Peregrino, conservada no ret\u00e1bulo-mor, chama aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixamos Boente pela sua rua empedrada at\u00e9 chegar a uma trilha que, de novo, fica coberta pelas folhas densas das \u00e1rvores. Nesse caminho <i>quebra-pernas<\/i> cruzamos a N-547 por um t\u00fanel, seguimos pelo monte e logo pegamos uma trilha que come\u00e7a a ganhar altura paralela \u00e0 estrada nacional. Na parte de cima ela vira \u00e0 esquerda para entrar em Casta\u00f1eda (km 7,9).<\/p>\n\n\n\n<p><b>Os peregrinos medievais levavam at\u00e9 Casta\u00f1eda uma pedra que recolhiam em Triacastela, para ser processada nos seus fornos e ajudar a construir o templo do ap\u00f3stolo<\/b>. Saindo do povoado, descemos por uma trilha entre pastos, primeiro por asfalto e depois por estrada de terra, depois de um cruzamento com outra pista. O perfil \u00e9 favor\u00e1vel at\u00e9 a gente cruzar um c\u00f3rrego e come\u00e7ar uma subida at\u00e9 uma trilha superior \u00e0 N-547.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de passar a estrada nacional, o perfil volta a ser de descida at\u00e9 entrar em Ribadiso da Baixo (km 11). Como o nome explica, esta pequena localidade fica na margem do <b><i>rio Iso<\/i><\/b>, atravessado por uma ponte simples de um \u00fanico arco, onde a vegeta\u00e7\u00e3o colonizou o espa\u00e7o da pedra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ribadiso.jpg\" alt=\"Ribadiso na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2535\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ribadiso.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ribadiso-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ribadiso-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ribadiso-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ribadiso (Foto cedida por Hans-Jakob Weinz no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma \u00fanica rua configura o povoado, com os servi\u00e7os \u2014 bares e albergues \u2014 dos dois lados. O albergue p\u00fablico da localidade fica na margem do rio, logo depois de cruzar a ponte, e ocupa o espa\u00e7o de um antigo hospital reabilitado.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de Ribadiso a rua come\u00e7a a subir at\u00e9 virar uma rampa bem forte, que termina em um t\u00fanel sob a N-547.<\/b> Uma pista asfaltada segue ent\u00e3o o tra\u00e7ado da estrada e acaba se transformando numa trilha paralela ao lado esquerdo da nacional, que leva direto a Arz\u00faa (km 14).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"612\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/queso-arzua-ulloa.jpg\" alt=\"Queijo Arz\u00faa-Ulloa na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2536\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/queso-arzua-ulloa.jpg 612w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/queso-arzua-ulloa-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/queso-arzua-ulloa-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Queijo Arz\u00faa-Ulloa (Foto cedida por Roger Casas-Alatriste no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Em Arz\u00faa se juntam os peregrinos vindos de Ir\u00fan pelo Caminho do Norte,<\/b> uma rota que era usada na Idade M\u00e9dia, quando ainda se recuperava territ\u00f3rio dos \u00e1rabes e muitas regi\u00f5es por onde passava o Caminho Franc\u00eas estavam na linha de batalha.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Arz\u00faa \u00e9 uma vila que, apesar da sua hist\u00f3ria milenar ligada ao Caminho de Santiago, n\u00e3o conserva muitos pr\u00e9dios antigos.<\/b> A maior parte das constru\u00e7\u00f5es \u00e9 moderna, at\u00e9 mesmo a sua igreja paroquial de Santiago, de meados do s\u00e9culo XX. Do templo chamam aten\u00e7\u00e3o as duas talhas do ap\u00f3stolo, como peregrino e como matamoros \u2014 uma iconografia da qual a gente j\u00e1 falou antes. A capela da Magdalena \u00e9 o \u00fanico resqu\u00edcio medieval que d\u00e1 para encontrar. Fazia parte de um antigo convento do s\u00e9culo XIV.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o tenha um grande patrim\u00f4nio art\u00edstico, Arz\u00faa pode virar a parada ideal. Depois de percorrer estes primeiros 14 km de rota, a gente vai ficar bem agradecido em sentar e provar o queijo local, que pode ser comido regado com o mel tamb\u00e9m produzido na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A Gal\u00edcia tem quatro Denomina\u00e7\u00f5es de Origem Protegidas de queijos, embora, claro, na comunidade se produzam muitos outros tipos. Em O Cebreiro a gente j\u00e1 teve a chance de experimentar um ao entrar no territ\u00f3rio e, agora, nesta regi\u00e3o, d\u00e1 para provar o Arz\u00faa-Ulloa<\/b>, um queijo gordo de vaca que geralmente \u00e9 consumido pouco curado, bem fresco. Na Gal\u00edcia costumam dizer que ele \u201cse espalha\u201d pelo prato, porque, se voc\u00ea o corta, n\u00e3o mant\u00e9m a forma e escorre para fora. <b>Al\u00e9m destas D.O.P., os outros dois queijos galegos s\u00e3o o Tetilla e o San Sim\u00f3n, este \u00faltimo defumado.<\/b><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Arz\u00faa a Pedrouzo, duas localidades modernas com a N-547 como eixo principal<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Depois dessa deliciosa parada, a gente sai de Arz\u00faa deixando a rua principal \u00e0 esquerda, pela rua empedrada de Cima do Lugar. Num perfil favor\u00e1vel, essa rua acaba virando uma trilha de cascalho que leva a uma <b>zona chamada bosque de As Barrosas, porque, quando chove, se forma muita lama\u2026 Ent\u00e3o, na \u00e9poca de chuva, \u00e9 preciso usar marcha curta!<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>A gente passa por uma capela dedicada a San L\u00e1zaro, uma devo\u00e7\u00e3o que j\u00e1 vimos no Caminho em outros lugares remotos, j\u00e1 que muitas pessoas com doen\u00e7as infecciosas vagavam na esperan\u00e7a de curar-se e eram atendidas em <i>lazaretos<\/i>.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de cruzar um rio, come\u00e7amos a subir esta trilha florestal \u00famida at\u00e9 voltar ao asfalto na entrada de <b>Pregonto\u00f1o (km 16,2), um pequeno povoado rural onde d\u00e1 para ver a capela do s\u00e9culo XVIII dedicada a San Paio<\/b>, com um enorme p\u00f3rtico externo quase do tamanho do pr\u00f3prio templo. Por asfalto, passamos por um t\u00fanel sob a N-547 e seguimos por uma trilha reta entre pastos, que leva a A Peroxa (km 17,3).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de A Peroxa voltamos para uma trilha florestal com perfil, em geral, favor\u00e1vel. Muitas das \u00e1rvores \u2014 cada vez mais eucaliptos \u2014 desta regi\u00e3o s\u00e3o decoradas pelos peregrinos, que as enchem de pap\u00e9is com mensagens em todos os idiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de cruzar um c\u00f3rrego subimos at\u00e9 um pequeno povoado chamado Taberna Vella. Logo depois, uma grande ponte leva a gente a passar sobre as obras fara\u00f4nicas da autovia A-54, uma rota cuja inten\u00e7\u00e3o \u00e9 comunicar Lugo com Santiago, abrindo um pouco a comunica\u00e7\u00e3o do interior da Gal\u00edcia com o lado atl\u00e2ntico \u2014 embora leve muitos anos em constru\u00e7\u00e3o por sucessivos adiamentos e atrasos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de cruzar as obras, entramos no povoado de A Calzada (km 19,8), que fica na fronteira entre o <i>concello<\/i> de Arz\u00faa e o de O Pino<\/b>. Na sa\u00edda do povoado, o asfalto vira cascalho e depois volta a ser uma trilha florestal entre montes, embora em geral o perfil seja simples \u2014 e vai continuar assim at\u00e9 O Amenal (km 36,7).<\/p>\n\n\n\n<p><b>Entramos no lugarejo de Calle (km 21,8)<\/b>, com piso pavimentado, cujo nome vem do latim <i>callis<\/i>, que significa \u201ccaminho\u201d, e sua topon\u00edmia provavelmente revela a liga\u00e7\u00e3o antiga com o Caminho de Santiago. <b>Na rua principal do povoado a gente encontra um h\u00f3rreo original, colocado como um arco sobre a estrada.<\/b> A gente passa por baixo dele e, ao deixar o povoado, se depara com alguns <i>milladoiros<\/i> \u2014 mont\u00edculos de pedra deixados como oferenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguimos por trilhas florestais entre o entorno rural pitoresco, uma rota para curtir. O \u00fanico problema que pode aparecer, de novo, \u00e9 o barro na \u00e9poca de chuva. <b>Chegamos a Boavista (km 23,2) e, pouco depois, ao lado direito da N-547 em A Salceda (km 25), de onde a din\u00e2mica da etapa vai mudar bastante: a estrada nacional vai cruzar o nosso caminho o tempo todo e a imers\u00e3o no entorno rural tranquilo n\u00e3o vai ser t\u00e3o intensa como at\u00e9 agora.<\/b><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Salceda ao aeroporto de Santiago: entramos nas proximidades de Compostela<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>As placas jacobeias nos fazem deixar Salceda por uma trilha de cascalho no acostamento direito, onde come\u00e7amos a subir levemente. Passamos por uma placa em homenagem a um peregrino belga que faleceu quase tocando Compostela, junto com outras lembran\u00e7as deixadas em sua honra; em apenas 1 km precisamos cruzar a estrada nacional num cruzamento de n\u00edvel, ent\u00e3o \u00e9 recomendado ter muito cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A gente entra numa trilha entre eucaliptos e chega a O Xen (km 26,3) e As Ras (km 27), pequenos povoados formados por um conjunto de casas.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Cruzamos a estrada nacional de novo, embora desta vez d\u00ea para passar por um t\u00fanel inferior. J\u00e1 no acostamento direito, deixamos uma trilha de cascalho que leva a A Brea (km 27,6), uma localidade com op\u00e7\u00f5es de hospedagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A trilha nos leva de volta ao lado direito da estrada nacional, que a gente precisa cruzar de um jeito um pouco perigoso para passar \u00e0 cal\u00e7ada do acostamento esquerdo, onde h\u00e1 bancos e um lugar para se abrigar em caso de chuva. <b>Continuamos por uma trilha de cascalho no acostamento esquerdo at\u00e9 chegar a O Empalme (km 29,3), onde precisamos mudar de lado em um cruzamento perigoso.<\/b> Os carros aqui costumam ir mais devagar, mas o ponto coincide com uma mudan\u00e7a de inclina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do cruzamento, chegamos a uma trilha que alterna cascalho e terra e entra entre \u00e1rvores, passando perto do acostamento direito da estrada, mas em n\u00edvel diferente. <b>Descendo, chegamos a um t\u00fanel sob a N-547 que leva a Santa Irene (km 30,3). Aqui d\u00e1 para ver a capela de Santa Irene<\/b>, uma constru\u00e7\u00e3o simples do s\u00e9culo XVIII que ganha muito charme gra\u00e7as aos carvalhos que a cercam, alguns de grande porte. <b>Perto da capela h\u00e1 uma fonte que, segundo dizem, mant\u00e9m jovem quem se lava com sua \u00e1gua regularmente.<\/b> Pena que n\u00e3o d\u00e1 para levar para casa!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-de-santa-irene.jpg\" alt=\"Capela de Santa Irene na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2537\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-de-santa-irene.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-de-santa-irene-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-de-santa-irene-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capela de Santa Irene (Foto cedida por walter no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Precisamos cruzar a N-547 sem passagem pedonal segura para chegar ao acostamento direito, onde h\u00e1 uma \u00e1rea de descanso com uma grande fonte que tem uma vieira esculpida. <b>Depois de um trecho pelo acostamento, entramos numa trilha entre eucaliptos que leva a uma passagem inferior, e depois seguimos por cascalho at\u00e9 A R\u00faa (km 31,7).<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>A R\u00faa \u00e9 uma pequena localidade de uma \u00fanica rua \u2014 e \u00e9 isso que o nome significa \u2014 com bastante charme; transmite muita tranquilidade.<\/b> Tem hospedagens para passar a noite e lugares para descansar num ambiente rural calmo, e fica muito perto de Pedrouzo, onde h\u00e1 todos os servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Para chegar a O Pedrouzo (km 33) s\u00f3 \u00e9 preciso subir para o acostamento esquerdo da N-547<\/b>, porque a estrada atravessa o povoado pelo meio. Nesta localidade \u00e9 onde a maior parte dos caminhantes decide passar a \u00faltima noite de peregrina\u00e7\u00e3o, embora a dist\u00e2ncia que falta seja bem curta\u2026 <b>Em apenas 18 km vamos estar em Santiago!<\/b> Em O Pedrouzo d\u00e1 para encontrar todos os servi\u00e7os necess\u00e1rios e pode ser um bom lugar para descansar, tomar alguma coisa, comer e depois curtir tudo em Monte do Gozo, que fica a apenas 15 km e oferece uma vista imbat\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de seguir pela estrada, que \u00e9 a via principal de O Pedrouzo, cruzamos para o outro lado em uma faixa de pedestres e subimos uma rua com inclina\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel at\u00e9 chegar \u00e0s instala\u00e7\u00f5es de uma escola. Ali viramos \u00e0 esquerda e <b>seguimos por uma trilha florestal at\u00e9 San Ant\u00f3n (km 34)<\/b>, um pequeno povoado onde descemos por uma pista pavimentada de apenas 100 m.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente entra numa trilha que alterna cascalho e asfalto entre <i>carballos<\/i> (carvalhos). Durante 1 km, avan\u00e7amos tranquilamente enquanto o sol se filtra entre as copas densas, at\u00e9 sair \u00e0 luz do dia em um caminho entre fazendas cultivadas que, depois de virar \u00e0 esquerda e \u00e0 direita, deixa a gente em <b>O Amenal (km 36,7), localizado dos dois lados da estrada nacional. Economizamos o percurso por uma passagem inferior e entramos no \u00faltimo trecho de floresta da nossa peregrina\u00e7\u00e3o<\/b>. Mais do que um passeio pitoresco, vai virar uma prova de esfor\u00e7o, porque \u00e9 percorrido em subida permanente, com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 5% at\u00e9 Cimadevila e de 3% no quil\u00f4metro e meio seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de chegar ao ponto mais alto, a 363 m, o terreno se nivela e \u00e0s vezes tem descidas leves. <b>Chegamos \u00e0 borda leste do aeroporto, constru\u00eddo no meio dos caminhos que antes levavam a Santiago.<\/b> Por isso precisamos contorn\u00e1-lo, rodeando-o pelo norte em trilhas de terra ao lado da cerca met\u00e1lica do aer\u00f3dromo, onde muitos peregrinos penduram cruzes ou lembran\u00e7as. <b>Esta parte do caminho costuma ficar muito barrenta quando chove<\/b>, o que pode ser um grande contratempo. Passamos ao lado de um grande marco que, junto com os s\u00edmbolos jacobeus, anuncia a entrada em Santiago.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>\u00daltimo trecho at\u00e9 a catedral: subida a Monte do Gozo e descida pela zona urbana at\u00e9 o centro de Compostela<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>No lado oeste do aeroporto vamos at\u00e9 San Paio (km 40,6), um pequeno povoado com uma igreja no centro, e sa\u00edmos por uma trilha de cascalho entre \u00e1rvores, que termina descendo para cruzar o t\u00fanel da SC-21.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de cruzar a SC-21, um marco mili\u00e1rio indica seguir por uma trilha de cascalho e depois descer por asfalto at\u00e9 Lavacolla (km 42)<\/b>, um povoado cujo nome se relaciona com uma tradi\u00e7\u00e3o jacobeia. Segundo o Codex Calixtinus, os peregrinos se lavavam no rio Sionlla do povoado para chegar limpos a Santiago. <b>Seu nome viria de \u201c<i>lava-collus<\/i>\u201d, ou seja, \u201clavar o pesco\u00e7o\u201d.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Essa tradi\u00e7\u00e3o de se limpar antes de entrar em Santiago e na catedral tinha um simbolismo importante, mas tamb\u00e9m um peso higi\u00eanico \u00f3bvio.<\/b> Tratava-se de deixar para tr\u00e1s toda a sujeira, que simbolicamente representa os pecados, para entrar \u201climpo\u201d para ver o ap\u00f3stolo e receber a indulg\u00eancia plena; mas tamb\u00e9m\u2026 imagine como os peregrinos medievais podiam cheirar depois de meses andando e dormindo ao relento! <b>Na verdade, antes da porta da catedral os peregrinos se despiam e se lavavam de novo na chamada \u201cFonte do Para\u00edso\u201d, e tamb\u00e9m queimavam suas roupas diante da chamada \u201ccruz dos <i>farrapos<\/i>\u201d<\/b> \u2014 <i>farrapo<\/i> \u00e9 \u201croupa velha\u201d em galego. J\u00e1 limpos e com roupas novas, entravam para ver o Ap\u00f3stolo, tendo conquistado o C\u00e9u. Depois da visita, muitos dormiam na catedral, e mesmo assim o ambiente devia ser denso o bastante para se inventar o <i>botafumeiro<\/i>\u2026 um tur\u00edbulo que pode queimar at\u00e9 40 kg de incenso!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-antes-de-lavacolla.jpg\" alt=\"Caminho antes de Lavacolla na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2539\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-antes-de-lavacolla.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-antes-de-lavacolla-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/camino-antes-de-lavacolla-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caminho antes de Lavacolla (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Em Lavacolla a gente passa em frente a um belo coreto, uma constru\u00e7\u00e3o que na Gal\u00edcia do final do s\u00e9culo XIX era um verdadeiro centro de rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/b> Dada a climatologia chuvosa, essas estruturas a meio caminho entre mobili\u00e1rio urbano e pr\u00e9dio permitiam curtir m\u00fasica e dan\u00e7a em qualquer situa\u00e7\u00e3o, com uma vis\u00e3o perfeita da orquestra.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Para sair de Lavacolla a gente cruza a N-634 e segue por uma pista asfaltada que, depois de passar o rio, vira uma rampa cont\u00ednua.<\/b> A inclina\u00e7\u00e3o s\u00f3 se nivela em Vilamaior (km 43,3), pequeno povoado que atravessamos de leste a oeste para continuar, sempre por asfalto, em dire\u00e7\u00e3o a Santiago.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em terreno plano, passamos em frente \u00e0 sede da Televisi\u00f3n de Galicia (TVG) e do centro territorial da TVE, e subimos uma rua de leve inclina\u00e7\u00e3o positiva para entrar em San Marcos (km 47,2). <b>Ao deixar San Marcos, \u00e0 direita, encontramos a capela de San Marcos e um grande monumento dedicado a Jo\u00e3o Paulo II\u2026 Estamos no Monte do Gozo!<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"750\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monte-do-gozo.jpg\" alt=\"Monte do Gozo na etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2540\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monte-do-gozo.jpg 1000w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monte-do-gozo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monte-do-gozo-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monte do Gozo (Foto cedida por Isidro Cea no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Monte do Gozo (km 48) antigamente se chamava \u201cSan Marcos\u201d, porque aqui o bispo de Santiago mandou construir, no s\u00e9culo XII, uma capela em homenagem a este santo.<\/b> Conta a lenda que a capela foi, na verdade, constru\u00edda pelo pr\u00f3prio S\u00e3o Marcos, porque, quando vinha para Santiago e estava quase chegando \u00e0 meta, perguntou a um alem\u00e3o quanto faltava para chegar, e ele mentiu, dizendo que faltavam milhares de quil\u00f4metros. Ele fez isso porque, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, quem chegasse primeiro ao topo e visse a catedral era o \u201crei\u201d da peregrina\u00e7\u00e3o; o alem\u00e3o n\u00e3o queria que S\u00e3o Marcos tirasse essa honra dele. O santo, desanimado, decidiu que n\u00e3o conseguia seguir e mandou construir naquele lugar uma capela.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa capela as pessoas pararam de rezar at\u00e9 o s\u00e9culo XVIII, quando foi abandonada \u2014 o que a gente v\u00ea hoje \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o nova. <b>O monte foi ficando conhecido cada vez mais com o nome de \u201co gozo\u201d, pela emo\u00e7\u00e3o que invade os peregrinos ao ver pela primeira vez as torres da catedral aos seus p\u00e9s,<\/b> no vale onde fica Compostela.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado da capela h\u00e1 um caminho que leva a uma grande esplanada com um <b>monumento constru\u00eddo em 1989, quando o Papa Jo\u00e3o Paulo II veio a Santiago para presidir a Jornada Mundial da Juventude.<\/b> Centenas de peregrinos viajaram a Compostela e se constru\u00edram grandes instala\u00e7\u00f5es neste monte para receber o evento. Elas ainda s\u00e3o mantidas hoje e incluem um grande anfiteatro \u2014 onde j\u00e1 tocaram artistas como os Rolling Stones e Bruce Springsteen \u2014, hotel, caf\u00e9s, etc. <b>No mirante da colina, de onde a gente v\u00ea a catedral pela primeira vez, h\u00e1 duas esculturas inconfund\u00edveis do artista Jos\u00e9 Mar\u00eda Acu\u00f1a L\u00f3pez<\/b> \u2014 o mesmo que retratou um caminhante medieval no alto San Roque \u2014 representando peregrinos olhando em dire\u00e7\u00e3o a Compostela com a m\u00e3o direita levantada.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Voltamos \u00e0 rua asfaltada pela qual viemos e descemos at\u00e9 um ponto onde uma placa indica uma pequena escadaria que leva a uma cal\u00e7ada na N-634.<\/b> D\u00e1 para evitar as escadas seguindo pela pista \u00e0 direita, porque em poucos metros ela tamb\u00e9m termina na estrada.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Chegamos a uma rotat\u00f3ria na entrada do bairro de San L\u00e1zaro<\/b>, onde letras vermelhas de metal formam a palavra \u201cSantiago de Compostela\u201d de um dos lados da rotat\u00f3ria, embora a placa normal de entrada na cidade, cheia de adesivos de peregrinos, tenha um charme pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A gente pode escolher ir pelo lado direito com os carros ou pela cal\u00e7ada da esquerda<\/b>. No come\u00e7o as cal\u00e7adas s\u00e3o largas, mas depois ficam cada vez mais estreitas e desconfort\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguimos em linha reta e, <b>duas rotat\u00f3rias adiante, viramos em diagonal \u00e0 esquerda por uma rua que termina numa mercearia<\/b> no cruzamento com a N-550. <b>A gente precisa atravessar para o outro lado e continuar pela rua Concheiros, assim chamada porque antigamente era o bairro fora da muralha onde os artes\u00e3os faziam vieiras<\/b> \u2014 normalmente de lat\u00e3o \u2014 usadas como s\u00edmbolo de conclus\u00e3o da peregrina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Hoje a rua se conecta \u00e0 de San Pedro, um bairro que ficava junto a uma das sete portas da muralha<\/b>. Na verdade, a rua, hoje pedonal e cheia de pequenos com\u00e9rcios, <b>termina no cruzamento da Porta do Caminho<\/b>, onde ficava a muralha com a entrada pela qual passavam todos os peregrinos. No ch\u00e3o a gente v\u00ea uma inscri\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios idiomas que diz \u201c<i>A Europa peregrinou a Compostela<\/i>\u201d, em refer\u00eancia a como esta rota ajudou a forjar os la\u00e7os da identidade europeia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de atravessar a faixa de pedestres, entramos no empedrado da cidade velha de Santiago, que desde 1985 \u00e9 Patrim\u00f4nio da Humanidade<\/b>. Nela se preservam uma multid\u00e3o de monumentos rom\u00e2nicos, g\u00f3ticos e barrocos entre casas com galerias, p\u00f3rticos ou pequenas sacadas.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Subindo a rua Casas Reais, chegamos \u00e0 Praza de Cervantes<\/b>, que tem uma fonte no meio e um lado com p\u00f3rticos. Aqui antes ficava a prefeitura de Santiago, at\u00e9 que, no s\u00e9culo XX, ela se mudou para o imponente pr\u00e9dio neocl\u00e1ssico que fica em frente \u00e0 catedral, na Praza do Obradoiro.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguimos pela fileira com p\u00f3rticos na pra\u00e7a e descemos a rua at\u00e9 encontrar, \u00e0 nossa esquerda, finalmente, a porta da Azabacher\u00eda da catedral de Santiago<\/b>. Aqui ficava a citada Fonte do Para\u00edso e, por esta porta \u2014 que n\u00e3o conserva sua decora\u00e7\u00e3o original \u2014, entravam todos os peregrinos para ver o ap\u00f3stolo. <b>Hoje muitos preferem subir as escadas at\u00e9 a Praza do Obradoiro e ver a fachada imponente no espa\u00e7o aberto antes de entrar no templo.<\/b> D\u00e1 para caminhar pelas escadas que passam ao lado de San Mart\u00edn Pinario, um antigo mosteiro que hoje tem v\u00e1rios usos e \u00e9 o segundo maior conjunto religioso da Espanha \u2014 depois do Escorial.<\/p>\n\n\n\n<p><b>J\u00e1 na Praza do Obradoiro podemos, finalmente, descer da bike e curtir essa mistura de alegria e tristeza que se sente ao final da peregrina\u00e7\u00e3o.<\/b> A gente vai esquecer o esfor\u00e7o feito nas centenas de quil\u00f4metros percorridos assim que descer da bike, mas as experi\u00eancias e os momentos que o nosso Caminho de Melide a Santiago de Compostela nos deu v\u00e3o ficar gravados na mem\u00f3ria\u2026 <b>A partir de agora, uma parte da gente sempre vai querer voltar a Compostela!<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/plaza-del-obradoiro.jpg\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"632\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/plaza-del-obradoiro.jpg\" alt=\"Catedral de Santiago de Compostela na Praza do Obradoiro, fim da etapa de Melide a Santiago de Compostela de bicicleta\" class=\"wp-image-2542\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/plaza-del-obradoiro.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/plaza-del-obradoiro-300x148.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/plaza-del-obradoiro-768x379.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/plaza-del-obradoiro-1024x506.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-melide-a-santiago-de-compostela-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Etapas do Caminho Franc\u00eas de bicicleta<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 1: Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/saint-jean-pied-de-port-a-roncesvalles-de-bicicleta\/\">De Saint Jean Pied de Port a Roncesvalles de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 2: De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-roncesvalles-a-pamplona-de-bicicleta\/\">De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 3: De Pamplona a Estella de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-pamplona-a-estella-de-bicicleta\/\">De Pamplona a Estella de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 4: De Estella a Logro\u00f1o de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-estella-a-logrono-de-bicicleta\/\">De Estella a Logro\u00f1o de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 5: De Logro\u00f1o a Santo Domingo de la Calzada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-logrono-a-santo-domingo-de-la-calzada-de-bicicleta\/\">De Logro\u00f1o a Santo Domingo de la Calzada de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 6: De Santo Domingo de la Calzada a Burgos de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-santo-domingo-de-la-calzada-a-burgos-de-bicicleta\/\">De Santo Domingo de la Calzada a Burgos de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 7: De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-burgos-a-carrion-de-los-condes-de-bicicleta\/\">De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 8: De Carri\u00f3n de los Condes a Le\u00f3n de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-carrion-de-los-condes-a-leon-de-bicicleta\/\">De Carri\u00f3n de los Condes a Le\u00f3n de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 9: De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-leon-a-astorga-de-bicicleta\/\">De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 10: De Astorga a Ponferrada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta\/\">De Astorga a Ponferrada de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 11: De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta\/\">De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 12: De O Cebreiro a Sarria de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-o-cebreiro-a-sarria-de-bicicleta\/\">De O Cebreiro a Sarria de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 13: De Sarria a Melide de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-sarria-a-melide-de-bicicleta\/\">De Sarria a Melide de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><b>De Melide a Santiago de Compostela de bicicleta<\/b><\/li>\n<\/ol>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados t\u00e9cnicos da etapa De Melide a Santiago de Compostela de bicicleta \u00e9 a etapa final do Caminho Franc\u00eas, e o que mais marca nela \u00e9 a mistura de emo\u00e7\u00f5es ao sentir que a chegada est\u00e1 pr\u00f3xima. 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