{"id":32553,"date":"2026-04-19T20:13:09","date_gmt":"2026-04-19T19:13:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tournride.com\/?p=32553"},"modified":"2026-04-19T20:13:10","modified_gmt":"2026-04-19T19:13:10","slug":"de-sarria-a-melide-de-bicicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-sarria-a-melide-de-bicicleta\/","title":{"rendered":"Etapa 13: De Sarria a Melide de bicicleta"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados t\u00e9cnicos da etapa<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia at\u00e9 Santiago: <\/b><\/span>111 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia da etapa: <\/b><\/span>60 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Tempo estimado: <\/b><\/span>6 horas<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00ednima: <\/b><\/span>360 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00e1xima:<\/b><\/span> 730 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dificuldade:<\/b> <\/span>M\u00e9dia &#8211; Alta<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Lugares de interesse:<\/b> <\/span>Portomar\u00edn, Palas de Rei, Melide<\/li>\n\n\n\n<li><b><span style=\"color: #308ec5;\">Itiner\u00e1rio no Google Maps: <\/span><\/b>Para ver o percurso no Google Maps clique <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 13: De Sarria a Melide de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.8810509,-7.9943569,26930m\/data=!3m1!1e3!4m2!6m1!1s11rbq2VMkvojbxq0sK6x4S13Bcig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-sarria-a-melide-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E13-Sarria-Melide.jpg\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3332\" height=\"2395\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E13-Sarria-Melide.jpg\" alt=\"Mapa da etapa de Sarria a Melide de bicicleta no Caminho Franc\u00eas\" class=\"wp-image-2447\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E13-Sarria-Melide.jpg 3332w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E13-Sarria-Melide-300x216.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E13-Sarria-Melide-768x552.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/E13-Sarria-Melide-1024x736.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3332px) 100vw, 3332px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>De Sarria a Melide de bicicleta \u00e9 uma etapa com tr\u00eas partes bem diferentes. <b>O trecho de Sarria a Portomar\u00edn (km 22) vai exigir as suas melhores habilidades t\u00e9cnicas,<\/b> porque passa por trilhas e <i>corredoiras<\/i> que, sobretudo na \u00e9poca de chuva, ficam barrentas e alagam com os riachos que correm ao lado.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de cruzar o Mi\u00f1o e entrar em Portomar\u00edn, a din\u00e2mica muda totalmente, j\u00e1 que at\u00e9 Palas de Rei (km 47)<\/b> o Caminho jacobeu segue sempre pela LU-633 ou por uma estrada asfaltada praticamente sem tr\u00e1fego. <b>D\u00e1 para avan\u00e7ar muito mais r\u00e1pido e a dist\u00e2ncia entre povoa\u00e7\u00f5es fica um pouco maior.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>De Palas a Melide (km 60) a gente alterna trechos pela N-547 com outros pelo bosque,<\/b> o que volta a complicar o caminho, mas traz vistas lindas do entorno.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Em geral, \u00e9 uma etapa variada e \u201cquebra-pernas\u201d<\/b>, mas que permite em cada um dos seus trechos diferenciados conhecer aspectos distintos da cultura galega: desde a arquitetura popular \u2014 como h\u00f3rreos e cruceiros \u2014 at\u00e9 o modo de vida no rural e um grande patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-art\u00edstico, com igrejas rom\u00e2nicas, castelos e algumas das suas grandes vilas, todas com forte presen\u00e7a jacobea.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente espera que voc\u00ea curte muito esta imers\u00e3o no rural de Sarria a Melide!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1536\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1.jpg\" alt=\"Paisagem galega na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2453\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De Sarria a Melide (Foto cedida por tunante80 no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Perfil e rota principal da etapa<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><b>De Sarria a Portomar\u00edn a estrada n\u00e3o passa pelas localidades jacobeias, ent\u00e3o, se voc\u00ea quiser visit\u00e1-las, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o \u00e9 ir pela trilha pedonal, que alterna <i>corredoiras<\/i> e pistas estreitas de concreto entre bosques e fazendas de gado.<\/b> Em geral, d\u00e1 para pedalar, apesar de ser <i>quebra-pernas<\/i>, porque a inclina\u00e7\u00e3o muda o tempo todo e, em pontos bem concretos, o piso pode ficar bastante complicado. <b>As op\u00e7\u00f5es em cada trecho s\u00e3o estas:<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>De Sarria a Portomar\u00edn (km 22):<\/b> ou voc\u00ea vai pela trilha pedonal ou segue pela LU-633, que vira para o sul na sa\u00edda de Sarria e n\u00e3o volta a cruzar o tra\u00e7ado jacobeu at\u00e9 Portomar\u00edn. N\u00e3o passa por nenhuma localidade, mas atravessa Paradela, uma das maiores vilas da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>&#8211; De Portomar\u00edn a O Hospital (km 33,8):<\/b> a trilha pedonal corre paralela \u00e0 LU-633, ent\u00e3o d\u00e1 para escolher a pista de terra\/cascalho ou o acostamento da estrada. S\u00f3 se separam depois de passar por Gonzar, onde as setas amarelas indicam caminhos para passar por Castromaior e pelos restos do seu antigo castro celta.<\/p>\n\n\n\n<p><b>&#8211; De O Hospital a Palas de Rei (km 47):<\/b> depois de passar por O Hospital voc\u00ea precisa cruzar um cruzamento de estradas por um viaduto. Todas as nacionais se afastam da nossa rota, mas a gente pega uma trilha asfaltada \u2014 feita para os peregrinos \u2014 onde os caminhantes t\u00eam cal\u00e7ada pr\u00f3pria e o tr\u00e1fego de carros \u00e9 m\u00ednimo. D\u00e1 para avan\u00e7ar com conforto at\u00e9 um pouco antes de Palas, onde ela termina na N-547.<\/p>\n\n\n\n<p><b>&#8211; De Palas a Melide (km 60):<\/b> voc\u00ea pode seguir pela N-547, mas depois de passar por Palas a gente vira para o norte at\u00e9 pouco antes de entrar no fim da etapa, sem passar pelas localidades do Caminho. Se seguirmos as indica\u00e7\u00f5es jacobeias, entramos no bosque na maior parte do percurso, com alguns trechos de piso complicado \u2014 barro ou rocha que pode ficar escorregadia \u2014 e outros de trilha asfaltada.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Em geral, \u00e9 mais l\u00f3gico fazer toda esta etapa pela trilha pedonal, seguindo as indica\u00e7\u00f5es jacobeias.<\/b> Para isso voc\u00ea precisa ter boas bicicletas de montanha, porque o piso e a inclina\u00e7\u00e3o mudam muito. Mesmo assim, no mapa em PDF e no <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 13: De Sarria a Melide de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.8810509,-7.9943569,26930m\/data=!3m1!1e3!4m2!6m1!1s11rbq2VMkvojbxq0sK6x4S13Bcig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Google Maps<\/a> a gente marca os pontos conflitivos e sugere desvios recomendados, especialmente na \u00e9poca de chuva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide.jpg\" alt=\"Trilha entre Sarria e Portomar\u00edn na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2451\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trilha entre Sarria e Portomar\u00edn (Foto cedida por Dani Latorre no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Em rela\u00e7\u00e3o ao perfil, resumimos aqui a tend\u00eancia geral de cada trecho, embora v\u00e1 haver \u201cpulos\u201d e mudan\u00e7as de inclina\u00e7\u00e3o constantes que transformam esta etapa num exemplo perfeito de rota <i>quebra-pernas<\/i>.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Durante os primeiros 8,5 km, de Sarria a Peruscallo, o perfil \u00e9 de subida,<\/b> sendo especialmente dura a primeira rampa de menos de 1 km com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 10%. <b>A partir de Peruscallo o terreno \u201cse estabiliza\u201d por 6 km,<\/b> at\u00e9 Couto, onde come\u00e7a <b>uma descida que fica bem mais pronunciada a partir de A Parrocha<\/b>. Assim a gente chega \u00e0 beira do rio Mi\u00f1o, altitude m\u00ednima da etapa (360 m). Cruzamos a ponte para ver <b>Portomar\u00edn, e da\u00ed at\u00e9 Ventas de Nar\u00f3n (710 m de altitude) s\u00e3o 13 km de subida<\/b>, com inclina\u00e7\u00f5es m\u00e9dias de 2-5%, embora com \u201cpulos\u201d cont\u00ednuos e um trecho final de subida at\u00e9 Castromaior onde a rampa fica mais exigente. <b>De Ventas de Nar\u00f3n a Melide faltam 27 km em que o perfil \u00e9 de mudan\u00e7as constantes de inclina\u00e7\u00e3o<\/b>, embora haja mais descidas do que rampas de subida.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Quanto ao tra\u00e7ado da trilha pedonal nesta etapa, d\u00e1 para dizer que \u00e9 uma sucess\u00e3o cont\u00ednua de povoados ou, melhor dizendo, de pequenas aldeias formadas pelo conjunto de tr\u00eas ou mais casas com gado.<\/b> Entre elas h\u00e1 uma multid\u00e3o de pequenos caminhos e <i>corredoiras<\/i> que alternam tipos diferentes de piso o tempo todo. <b>O Caminho cruza diversos riachos e pontes, algumas por constru\u00e7\u00f5es antigas bem feitas e outras por pequenas passarelas improvisadas.<\/b> \u00c9 um itiner\u00e1rio que vai nos reconectar com a natureza e pode ser mais exigente do que outros que j\u00e1 fizemos antes, mas que traz um monte de emo\u00e7\u00f5es. A gente n\u00e3o se entedia em nenhum momento!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pista-o-hospital-palas.jpg\" alt=\"Pista asfaltada entre O Hospital e Palas na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2455\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pista-o-hospital-palas.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pista-o-hospital-palas-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pista-o-hospital-palas-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pista asfaltada entre O Hospital e Palas (Foto cedida por Dani Latorre no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-sarria-a-melide-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Conselhos pr\u00e1ticos<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>&#8211; Como acontece em O Cebreiro, Sarria n\u00e3o tem dist\u00e2ncia suficiente at\u00e9 Santiago para que a gente, ciclista, receba a Compostela. Mesmo assim, a peregrina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de certificados e por isso <b>vamos te contar, como sempre, como chegar a Sarria se voc\u00ea quiser come\u00e7ar a pedalar por ali.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Como muitos peregrinos a p\u00e9 come\u00e7am em Sarria, esta localidade tem boas conex\u00f5es, embora quase todas passem por Lugo. D\u00e1 para chegar a Lugo de \u00f4nibus vindo de muitos pontos da pen\u00ednsula, sobretudo pelas conex\u00f5es oferecidas pela <a aria-label=\"Visite o site Alsa para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.alsa.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alsa<\/a>, e, de l\u00e1, pegar uma das rotas que a <a aria-label=\"Visite o site Monbus para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.monbus.es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Monb\u00fas<\/a> faz a cada 1-2 horas at\u00e9 Sarria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 uma m\u00e9dia de 6 a 8 trens chegando em Sarria desde Lugo por dia. Se voc\u00ea quiser ir direto, de Barcelona e Madri chegam de um a tr\u00eas trens por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, voc\u00ea j\u00e1 sabe que na Tournride <b>deixamos as bikes no dia anterior ao in\u00edcio da sua viagem<\/b>, no alojamento que voc\u00ea escolher em Sarria. Tamb\u00e9m podemos <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Transferencia De Bagagem\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/gestao-de-reservas\/transferencia-de-bagagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">levar sua bagagem extra at\u00e9 o final do Caminho<\/a>, para voc\u00ea n\u00e3o ter que carregar peso a mais!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>Esta \u00e9 uma <i>etapa quebra-pernas<\/i>,<\/b> ent\u00e3o \u00e9 preciso ajustar coroas e cassete o tempo todo para n\u00e3o for\u00e7ar o ritmo constantemente. A paisagem compensa o esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>A gente encontra povoados o tempo todo.<\/b> Nem todos t\u00eam servi\u00e7os, mas voc\u00ea n\u00e3o vai ter dificuldade para se abastecer de \u00e1gua ou comida, ent\u00e3o n\u00e3o precisa carregar peso desnecess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <b>No inverno ou em per\u00edodos de chuva forte, na Tournride recomendamos evitar alguns trechos da trilha pedonal, porque o piso fica barrento e complicado demais. Trechos que recomendamos evitar:<\/b><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Trecho Peruscallo (km 9,2) &#8211; Lavandeira (km 10,5) &#8211; A Brea (km 11,4). Passa por uma trilha estreita de pedra\/terra\/grama ao lado de um riacho. Se tiver muita aflu\u00eancia de peregrinos ou se choveu, voc\u00ea vai ter que parar o tempo todo para n\u00e3o cair na \u00e1gua. Propomos um desvio antes de Peruscallo que segue um pouco ao sul por pista de terra e estrada asfaltada.<\/li>\n\n\n\n<li>Trecho As Rozas (km 14,5) &#8211; Moimentos (km 16). O caminho passa por uma <i>corredoira<\/i> que, quando chove, vira uma po\u00e7a de barro com muitas pedras. D\u00e1 para evitar seguindo pela pista asfaltada e depois pela LU-4203.<\/li>\n\n\n\n<li>Trecho Portomar\u00edn (km 22) &#8211; cruzamento com a LU-633 (km 24). Na sa\u00edda de Portomar\u00edn as placas indicam o cruzamento do rio para seguir durante 2 km por uma trilha de piso complicado, estreita e com pedras grandes. Sobretudo se choveu, a gente recomenda ir pela LU-633.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Itiner\u00e1rio detalhado e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-art\u00edstico<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Nesta etapa a gente vai descobrir o entorno natural de Lugo e, depois de passar por Palas de Rei, entrar na prov\u00edncia onde fica a grande casa do ap\u00f3stolo: A Coru\u00f1a. <b>Ao longo destes 60 km, proponho que voc\u00ea abra os olhos para interpretar tudo o que a paisagem rural, com sua configura\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00f5es t\u00e3o particulares, conta sobre a cultura galega tradicional.<\/b> Entre dezenas de pequenos povoados \u2014 vamos passar por mais de 60 localidades \u2014 voc\u00ea vai ver o mosaico de fincas divididas por <i>marcos<\/i>, em que os vizinhos trabalham o campo de forma sustent\u00e1vel e cuidam das <i>frisonas<\/i> e das <i>rubias gallegas<\/i>, as vacas da comunidade. A gente vai entender a import\u00e2ncia simb\u00f3lica dos h\u00f3rreos e atravessar <i>corredoiras<\/i> entre <i>carballos<\/i> centen\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Imersos nesse cen\u00e1rio impressionante, num choque de verde clorofila com o azul do c\u00e9u no horizonte, a gente vai se deparar o tempo todo com joias maravilhosas do rom\u00e2nico rural, cercadas por cemit\u00e9rios cheios de flores coloridas. <b>E esta etapa faz parte da Ribeira Sacra, uma regi\u00e3o que, al\u00e9m de ser uma maravilha geol\u00f3gica e natural, ainda guarda a maior concentra\u00e7\u00e3o de arte rom\u00e2nica de todo o continente.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e1 para pedir mais?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"571\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-mi\u00f1o-en-portomarin.jpg\" alt=\"Rio Mi\u00f1o em Portomar\u00edn na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2456\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-mi\u00f1o-en-portomarin.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-mi\u00f1o-en-portomarin-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-mi\u00f1o-en-portomarin-768x428.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rio Mi\u00f1o em Portomar\u00edn (Foto cedida por 6MPasos no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Sarria a Barbadelo: pontes medievais e bestas esculpidas em pedra<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Sa\u00edmos de Sarria seguindo pela sua rua Maior, onde ontem descobrimos grande parte dos principais monumentos da vila no nosso passeio cultural de fim de etapa.<\/b> Como comentamos, essa rua foi a primeira a surgir nesta vila que nasceu para atender aos peregrinos, ent\u00e3o concentra os servi\u00e7os principais. Passamos pelo <i>Concello<\/i> (prefeitura) e subimos at\u00e9 a pequena capela rom\u00e2nico-g\u00f3tica do Salvador, onde as setas amarelas indicam que a gente vira \u00e0 direita.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguindo pela rua, damos uma \u00faltima olhada em Sarria desde o mirante da Pris\u00e3o, que oferece uma vista imbat\u00edvel do entorno.<\/b> Daqui continuamos at\u00e9 o Mosteiro da Magdalena e deixamos Sarria descendo a ladeira que aparece em frente ao convento.<\/p>\n\n\n\n<p>A descida nos deixa numa pista asfaltada que, em apenas 200 metros, leva a uma ponte. <b><i>A Ponte da \u00c1spera<\/i><\/b> foi constru\u00edda na \u00e9poca medieval, quando surgiu Vilanova de Sarria, para ajudar os peregrinos a deixarem a vila cruzando o rio Celeiro. A obra atual conserva grande parte da original, com tr\u00eas arcos de meio-ponto em sillar de granito e a parte superior em alvenaria de ard\u00f3sia, entre a qual brota uma enorme quantidade de ervas e vegeta\u00e7\u00e3o \u2014 o que d\u00e1 um toque bem pitoresco, mas dificulta a conserva\u00e7\u00e3o do monumento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Ponte_da_Aspera.jpg\" alt=\"Ponte da \u00c1spera na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2457\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Ponte_da_Aspera.jpg 1600w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Ponte_da_Aspera-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Ponte_da_Aspera-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Ponte_da_Aspera-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ponte da \u00c1spera (Foto cedida por Miguel Pereiro no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A ponte leva a uma trilha de terra com algumas pedras que segue ao lado dos trilhos do trem. Em cerca de 500 metros o caminho cruza os trilhos, o que certamente vai obrigar a gente a descer da bike.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de atravessar os trilhos, nos vemos mergulhados numa enorme <i>carballeira<\/i> (bosque de carvalhos), onde enfrentamos a subida mais exigente do dia: uma rampa de 600 metros com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 10%,<\/b> com piso de pedras soltas. As grandes ra\u00edzes das \u00e1rvores, que brotam da terra reivindicando seu espa\u00e7o, tamb\u00e9m v\u00e3o dificultar o avan\u00e7o. Se choveu, a subida fica mais complicada, porque se formam po\u00e7as e o piso vira barro.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de uma curva final vertiginosa, as \u00e1rvores desaparecem e a gente volta a ver o c\u00e9u em cima da cabe\u00e7a, antes escondido atr\u00e1s das grandes folhas dos <i>carballos<\/i>. Atravessamos por uma trilha de terra entre pastos, pela qual chegamos a As Paredes e Vilei (km 3,7). Em Vilei d\u00e1 para encontrar todos os servi\u00e7os, ent\u00e3o pode ser um bom lugar para quem ainda n\u00e3o comeu nada tomar um bom caf\u00e9 da manh\u00e3. Com certeza a rampa inicial abriu o seu apetite!<\/p>\n\n\n\n<p><b>Sa\u00edmos de Vilei por uma pista asfaltada numa leve subida que, a 450 metros, vira num \u00e2ngulo reto quase perfeito \u00e0 direita. Nesse ponto h\u00e1 um caminho que leva \u00e0 igreja de Santiago de Barbadelo, declarada \u201cBem de Interesse Cultural\u201d.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>A igreja de Santiago \u00e9 uma joia do rom\u00e2nico entre grandes bosques e \u00e1reas de pasto.<\/b> Faz parte do imenso patrim\u00f4nio rom\u00e2nico rural que a Gal\u00edcia tem. Na verdade, <b>a maior concentra\u00e7\u00e3o de arquitetura rom\u00e2nica de toda a Europa est\u00e1 muito perto de onde estamos, na Ribeira Sacra<\/b>. Para entender por que fica justamente aqui, precisamos voltar ao s\u00e9culo VII, quando muitos monges se estabeleceram nos c\u00e2nions do Mi\u00f1o e do Sil em busca de uma vida asc\u00e9tica e contemplativa num lugar natural inexpugn\u00e1vel. Formaram comunidades que cresceram e, durante o auge do rom\u00e2nico nos s\u00e9culos XII e XIII, constru\u00edram enormes mosteiros e igrejas que ainda hoje maravilham quem visita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"760\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ermita-en-la-ribeira-sacra.jpg\" alt=\"Capela na Ribeira Sacra, etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2458\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ermita-en-la-ribeira-sacra.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ermita-en-la-ribeira-sacra-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ermita-en-la-ribeira-sacra-768x570.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capela na Ribeira Sacra, no Ca\u00f1\u00f3n del Sil (Foto cedida por \u00d3scar no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Durante o percurso de hoje a gente vai ter a oportunidade de ver muitos exemplos de arquitetura rom\u00e2nica<\/b> que, como esta igreja de Barbadelo, atravessaram os s\u00e9culos impass\u00edveis, apesar de o desenvolvimento hist\u00f3rico ou a pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua conserva\u00e7\u00e3o terem amea\u00e7ado \u2014 e ainda amea\u00e7arem \u2014 destruir muitos deles.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Originalmente, a igreja de Barbadelo fazia parte de um mosteiro dependente de Samos, do qual hoje s\u00f3 restam ru\u00ednas.<\/b> A igreja foi constru\u00edda no s\u00e9culo XII, mas atualmente n\u00e3o est\u00e1 na sua forma original, porque no s\u00e9culo XVIII a \u00e1bside foi modificada. <b>Entre as partes mais marcantes do templo est\u00e3o a torre \u2014 que alguns acreditam ter sido feita como uma esp\u00e9cie de lanterna para guiar os peregrinos \u2014 e, sobretudo, sua iconografia curiosa.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Do in\u00edcio rom\u00e2nico, o que melhor se preservou \u00e9 o muro norte e a fachada ocidental \u2014 a principal \u2014, que ainda mostram a decora\u00e7\u00e3o original esculpida em capit\u00e9is e elementos construtivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Idade M\u00e9dia existia uma esp\u00e9cie de seres antropomorfos ou fant\u00e1sticos, carregados de significados negativos e ligados \u00e0 parte mais obscura do ser humano, \u00e0 baixeza terrena. Eles formavam o besti\u00e1rio, que inclu\u00eda basiliscos, centauros ou drag\u00f5es. Nas igrejas eles costumavam aparecer como um \u201clembrete\u201d \u2014 ou, melhor, uma amea\u00e7a \u2014 de como era importante seguir o caminho de Deus na vida para depois ser recompensado com o para\u00edso. Por isso, nesta igreja de Santiago a gente v\u00ea, por exemplo, um drag\u00e3o no capitel da porta norte e da porta principal. Os drag\u00f5es eram os inimigos mais conhecidos do Bem e, naquela \u00e9poca, n\u00e3o eram imaginados exatamente como hoje: o corpo deles se parecia com o de uma serpente \u2014 animal ligado ao pecado.<\/p>\n\n\n\n<p><b>\u00c9 preciso levar em conta que, embora hoje vejamos essas imagens e as entendamos como uma <i>representa\u00e7\u00e3o<\/i> do mal, para a sociedade medieval esses animais <i>existiam de verdade<\/i>.<\/b> Muitos apareciam na B\u00edblia, o livro que, para eles, representava toda a Verdade \u2014 com letra mai\u00fascula \u2014, e de outros se dizia que existiam, mas viviam em partes distantes do Oriente. <b>Eles eram uma amea\u00e7a <i>real<\/i> que as pessoas achavam que talvez tivessem de enfrentar, da\u00ed uma iconografia t\u00e3o eficaz para a Igreja controlar a vida social no campesinato.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m animais ou <i>bestas<\/i> considerados protetores, como a \u00e1guia ou o le\u00e3o, ligados \u00e0 for\u00e7a e \u00e0 nobreza. Esses animais tamb\u00e9m eram esculpidos nas entradas dos templos, como guardi\u00f5es, avisando que ali se passava de um lugar profano para um sagrado. Na porta norte da igreja de Barbadelo, enfrentando os drag\u00f5es, a gente tamb\u00e9m encontra um le\u00e3o feroz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-de-barbadelo.jpg\" alt=\"Porta norte da igreja de Santiago de Barbadelo na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2459\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-de-barbadelo.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-de-barbadelo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-de-barbadelo-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Porta norte da igreja de Santiago de Barbadelo (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Entre h\u00f3rreos, cruzamos o quil\u00f4metro jacobeu n\u00famero 100<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Depois dessa visita curiosa, seguimos o nosso caminho por uma pista asfaltada que leva a Rente em menos de 1 km e, poucos metros depois, cruza a LU-5709 em Mercado da Serra, onde h\u00e1 uma taverna \u00e0 beira da estrada. O nome do povoado vem de uma grande feira comercial que se fazia no mesmo lugar na Idade M\u00e9dia, que, dizem, atra\u00eda at\u00e9 os hoteleiros de Santiago para comprar e vender produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de cruzar a estrada, seguimos por um caminho de terra entre \u00e1rvores e, depois de virar \u00e0 esquerda, encontramos um cruzamento prec\u00e1rio de riacho. Foram colocadas lajes para que os caminhantes pudessem passar por cima da \u00e1gua, mas \u00e9 dif\u00edcil atravessar sem se molhar, mais ainda na \u00e9poca de chuva, quando o terreno fica barrento!<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio quil\u00f4metro cruzamos outra estrada, dessa vez a LU-633, e por uma pista asfaltada que segue reta passamos por A Pena (km 8,5) e depois por Peruscallo (km 9,2). <b>Nesta regi\u00e3o h\u00e1 muitos h\u00f3rreos constru\u00eddos ao lado da pista, uma constru\u00e7\u00e3o que costuma chamar muito a aten\u00e7\u00e3o dos estrangeiros.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>O h\u00f3rreo \u00e9 uma estrutura de armazenamento elevada do ch\u00e3o, pensada para guardar o gr\u00e3o.<\/b> Na Gal\u00edcia eles come\u00e7aram a ganhar muita import\u00e2ncia a partir da conquista da Am\u00e9rica, quando chegaram dois alimentos que revolucionaram a vida dos camponeses: a batata e o milho. Esses alimentos podem durar bastante tempo at\u00e9 serem consumidos, mas precisam ficar num lugar adequado, sem umidade excessiva, ventilado e protegido de animais ou roedores. As casas rurais galegas n\u00e3o tinham esse espa\u00e7o e, por isso, foram constru\u00eddos os h\u00f3rreos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/h\u00f3rreo.jpg\" alt=\"H\u00f3rreo galego na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2460\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/h\u00f3rreo.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/h\u00f3rreo-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/h\u00f3rreo-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">H\u00f3rreo (Foto cedida por Javier Pais no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os h\u00f3rreos sempre t\u00eam tr\u00eas partes. <b>Os p\u00e9s (<i>p\u00e9s<\/i> em galego) erguem uma caixa superior onde a comida fica guardada, para evitar a umidade do solo.<\/b> A caixa n\u00e3o \u00e9 fechada: costuma ter grades para o ar circular e ventilar o interior. <b>A pe\u00e7a redonda que fica entre as pernas e a caixa, como um grande disco de pedra, se chama <i>tornarrato<\/i>.<\/b> Traduzido, vira \u201cafugenta-rato\u201d, um nome que explica bem a sua fun\u00e7\u00e3o. Para subir \u00e0 caixa e pegar a comida, usava-se ou uma escada auxiliar ou uma escada sem fim, para impedir os ratos de chegar aos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A constru\u00e7\u00e3o dos h\u00f3rreos foi ganhando cada vez mais import\u00e2ncia a partir do s\u00e9culo XVI e acabou desenvolvendo todo um simbolismo social ao seu redor.<\/b> O racioc\u00ednio \u00e9 simples: se existe um lugar que serve para guardar comida, quanto maior e mais bonito, mais f\u00e1cil fica para as pessoas perceberem que algu\u00e9m \u00e9 rico e tem grandes reservas alimentares \u2014 com a sutileza de que o pr\u00f3prio rico n\u00e3o precisa dizer nada, voc\u00ea j\u00e1 tira essa conclus\u00e3o sozinho. O mesmo valia para as chamin\u00e9s, cujo n\u00famero na casa indicava quantos c\u00f4modos eram aquecidos \u2014 e por isso elas eram ameiadas e decoradas no topo, para chamar aten\u00e7\u00e3o. Os h\u00f3rreos, por sua vez, deixaram de ser feitos de madeira para passarem a ser de sillar de granito, decorados com a cruz crist\u00e3 e, em muitos casos, tornando-se enormes. Em geral, os maiores pertenciam a nobres ou a mosteiros. Na Gal\u00edcia existem alguns que t\u00eam mais de 35 metros de comprimento!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1536\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/horreo-carnota.jpg\" alt=\"H\u00f3rreo de Carnota, um dos maiores da Gal\u00edcia, na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2461\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/horreo-carnota.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/horreo-carnota-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/horreo-carnota-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/horreo-carnota-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">H\u00f3rreo de Carnota, um dos mais compridos da Gal\u00edcia (Foto cedida por juantiagues no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Al\u00e9m disso, de acordo com a cultura e a climatologia das diferentes zonas da Gal\u00edcia, os h\u00f3rreos ganharam formatos distintos.<\/b> Na regi\u00e3o dos Ancares e do Courel s\u00e3o redondos, de madeira e com telhado de colmo, como as pallozas. No resto da Gal\u00edcia h\u00e1 modelos em forma de L, que misturam pedra e madeira, com pares ou trios de <i>p\u00e9s<\/i>, etc. <b>Pelo nosso caminho a gente vai ver muitos formatos diferentes de h\u00f3rreo, ent\u00e3o, na Tournride, recomendamos abrir os olhos para descobrir essa curiosa arquitetura popular galega.<\/b> Nas Ast\u00farias e em partes do norte de Portugal tamb\u00e9m h\u00e1 h\u00f3rreos, mas o lugar onde se concentram mais \u00e9, sem d\u00favida, a Gal\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Ao sair de Peruscallo, entramos numa <i>corredoira<\/i> que, em poucos metros, se estreita e vira uma trilha que acompanha um riacho.<\/b> Em alguns trechos o piso tem muitas pedras e, em outros, \u00e9 de terra, mas, em geral, \u00e9 bem estreita. <b>Em momentos de muita aflu\u00eancia de peregrinos, atravessar por aqui pode virar uma eternidade, porque a gente vai ter que pedir licen\u00e7a para passar ou parar o tempo todo.<\/b> Por isso, na Tournride propomos uma alternativa <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 13: De Sarria a Melide de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.8810509,-7.9943569,26930m\/data=!3m1!1e3!4m2!6m1!1s11rbq2VMkvojbxq0sK6x4S13Bcig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no nosso mapa da etapa<\/a>: d\u00e1 para desviar \u00e0 esquerda antes de entrar em Peruscallo e fazer todo esse trecho por uma pista asfaltada e de terra um pouco mais ao sul, voltando \u00e0 rota jacobea em A Brea. Se voc\u00ea for por aqui, tamb\u00e9m d\u00e1 para visitar dois templos rom\u00e2nicos bem preservados: a igreja de Santa Mar\u00eda de Belante e a igreja de San Miguel de Biville.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-miguel-biville.jpg\" alt=\"Igreja de San Miguel de Biville na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2462\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-miguel-biville.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-miguel-biville-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-miguel-biville-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de San Miguel de Biville (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea for pela pr\u00f3pria rota jacobea, vai passar por Lavandeira e continuar alternando trechos de <i>corredoiras<\/i> com cal\u00e7adas paralelas ao riacho at\u00e9 chegar a A Brea. Nesse povoado a gente vai ver um marco indicando que faltam s\u00f3 100 km para Santiago, mas esse marco \u00e9 falso. <b>O marco real dos 100 km aparece um pouco depois, numa pista asfaltada entre A Brea e Morgade.<\/b> Esse lugar \u00e9 simbolicamente importante porque, a partir dele, a Igreja considera que um caminhante ou ciclista j\u00e1 peregrinou como tal at\u00e9 Santiago e pode obter a Compostela.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Atravessamos o munic\u00edpio de Paradela: bebemos de fontes demon\u00edacas, conhecemos o vinho da Ribeira Sacra e entendemos a paisagem rural galega<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Depois desse trecho de pista a gente chega a Morgade (km 12), onde h\u00e1 um bar bacana que serve refei\u00e7\u00f5es. Uma pintura branca com o Pelegr\u00edn \u2014 mascote do Xacobeo 1993 \u2014 avisa que a gente precisa deixar a localidade por uma trilha, ao lado da qual fica uma fonte. <b>Dizem que essa Fonte do Diabo ou <i>Fonte do Demo<\/i> deixava de jorrar \u00e1gua se algu\u00e9m livre de pecado tentasse beber, porque era dominada pelo diabo, e o diabo s\u00f3 matava a sede dos pecadores.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>A <i>corredoira<\/i> por onde sa\u00edmos de Morgade se estreita e, em algumas partes, \u00e9 invadida por um riacho, polvilhado com lajes de pedra para ajudar a passagem. Tudo bem prec\u00e1rio para n\u00f3s, ciclistas, ent\u00e3o \u00e9 preciso ter paci\u00eancia e, se necess\u00e1rio, descer da bike.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Esse trecho dif\u00edcil \u00e9 curto, cerca de 800 metros, depois dos quais chegamos a Ferreiros (km 13,1).<\/b> O povoado se chama assim porque, antigamente, havia muitas <i>ferrer\u00edas<\/i> (ferrarias) onde artes\u00e3os jacobeus arrumavam as ferraduras dos cavalos e tamb\u00e9m consertavam o cal\u00e7ado dos peregrinos. A localidade \u00e9 uma esp\u00e9cie de fronteira entre o munic\u00edpio de Sarria e o de Paradela.<\/p>\n\n\n\n<p><b>O munic\u00edpio de Paradela se estende pela margem leste do Mi\u00f1o. Vamos seguir por uns 9 km nessa dire\u00e7\u00e3o oeste, at\u00e9 chegar \u00e0 beira do rio e atravess\u00e1-lo entrando no munic\u00edpio de Chantada por Portomar\u00edn.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Essas duas regi\u00f5es na beira do Mi\u00f1o fazem parte da Ribeira Sacra (\u201cmargem sagrada\u201d),<\/b> aquela \u00e1rea em que a gente contou que se estabeleceram comunidades de monges e onde est\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o de rom\u00e2nico de toda a Europa. Quando chegaram ali, os monges come\u00e7aram a produzir vinho em socalcos nas encostas dos c\u00e2nions do rio, como os romanos tinham feito antes. <b>Esse vinho ainda \u00e9 produzido hoje sob a D.O. Ribeira Sacra, e seus produtores s\u00e3o conhecidos como os \u201cvinicultores heroicos\u201d pela dureza do cultivo e da colheita em terrenos com inclina\u00e7\u00f5es de mais de 60%.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-ribeira-sacra.jpg\" alt=\"Vinhedos nos c\u00e2nions da Ribeira Sacra na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2463\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-ribeira-sacra.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-ribeira-sacra-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-ribeira-sacra-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-ribeira-sacra-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vinhedos nos c\u00e2nions da Ribeira Sacra (Foto cedida por Santi Villamar\u00edn no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Vamos ter a chance de ver esses c\u00e2nions em Portomar\u00edn, mas, por enquanto, precisamos deixar Ferreiros descendo uma rampa forte por uma pista asfaltada de 300 m. Chegamos \u00e0 <b>igreja de Santa Mar\u00eda de Ferreiros<\/b>, um templo rom\u00e2nico simples mas muito bem preservado, que foi movido pedra por pedra desde um ponto pr\u00f3ximo para ser reposicionado \u00e0 beira do Caminho Franc\u00eas, porque queriam que ele funcionasse como hospital para peregrinos. O campan\u00e1rio de espadana \u00e9 barroco.<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar \u00e0 igreja a gente precisa cruzar um caminho que passa pelo cemit\u00e9rio local. <b>Na Gal\u00edcia, a uni\u00e3o da igreja com o cemit\u00e9rio \u00e9 o mais normal no meio rural.<\/b> Essa configura\u00e7\u00e3o \u00e9 um legado da Idade M\u00e9dia, quando a igreja era o ponto de encontro social mais importante e, depois da missa, as pessoas ficavam nos arredores do templo, honrando seus mortos e cuidando dos enterros. Depois apareceram as tabernas e os costumes mudaram um pouco!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-ferreiros.jpg\" alt=\"Entrada da igreja de Santa Mar\u00eda de Ferreiros na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2464\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-ferreiros.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-ferreiros-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-ferreiros-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Entrada da igreja de Santa Mar\u00eda de Ferreiros (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Depois de passar pela igreja, as setas amarelas indicam um desvio para uma trilha de terra com rochas que desce um pouco abruptamente e depois volta a subir no final at\u00e9 A Pena. Pela pista asfaltada por onde a gente passa tamb\u00e9m d\u00e1 para chegar ao povoado, e o piso \u00e9 mais favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez em A Pena (km 14), continuamos por uma pista asfaltada at\u00e9 As Rozas (km 14,5), onde a pista se perde ao sul e alguns marcos com setas amarelas indicam que estamos numa <i>corredoira<\/i> entre as \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A <i>corredoira<\/i> de 1,5 km que vai de As Rozas a Moimentos \u00e9 impratic\u00e1vel na \u00e9poca de chuva.<\/b> O solo vira um atoleiro com grandes pedras cravadas. Os caminhantes evitam passando por um prado mais alto, mas para a gente fica mais dif\u00edcil de evitar. <b>Por isso, na Tournride sugerimos que, se choveu, voc\u00ea continue reto pela pista asfaltada e pegue o primeiro desvio \u00e0 direita para chegar a Moimentos pela LU-4203.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>De Moimentos (km 16) a Vilach\u00e1 vamos por caminhos que alternam piso de terra, cascalho ou asfalto num perfil de descida suave, com alguns \u201cpulos\u201d. Vamos passar por Mercadoiro (km 16,8), A Parrocha (km 18,7) e, finalmente, por Vilach\u00e1 (km 20).<\/p>\n\n\n\n<p><b>Pedalando nesse trecho, d\u00e1 para perceber a grande quantidade de pequenas fincas por onde passamos, muitas de floresta, outras de pasto e algumas cultivadas como horta.<\/b> Elas s\u00e3o divididas por muros baixos de pedra ou, \u00e0s vezes, apenas delimitadas por paus fincados no ch\u00e3o, que na Gal\u00edcia se chamam <i>marcos<\/i> \u2014 embora esse m\u00e9todo seja o menos usado, porque, tradicionalmente, era alvo de disputas entre vizinhos: os paus, misteriosamente, se deslocavam \u201csozinhos\u201d durante a noite, e de repente um propriet\u00e1rio perdia terreno em favor do vizinho. <b>Nada a ver, essas pequenas parcelas, com as enormes fazendas de cereais que encontramos em Castilla ou com as grandes planta\u00e7\u00f5es de vegetais e vinho de Navarra e La Rioja.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Essa divis\u00e3o da terra indica outra das caracter\u00edsticas sociais galegas: o minifundismo agr\u00e1rio.<\/b> Tradicionalmente, na Gal\u00edcia existia \u2014 e ainda existe \u2014 um grande apego \u00e0 propriedade da terra, que era dividida entre todos os filhos ap\u00f3s a morte do propriet\u00e1rio, em vez de ser herdada pelo primog\u00eanito, como acontecia em outras partes da Espanha. <b>Se a gente soma a dispers\u00e3o populacional, refletida no n\u00famero de povoados por onde passamos, entende esse mosaico de pequenas parcelas diante dos olhos.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Essa fragmenta\u00e7\u00e3o complica a mecaniza\u00e7\u00e3o da atividade agr\u00e1ria, impedindo a industrializa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m favorece um tipo de agricultura muito mais sustent\u00e1vel, do ponto de vista ambiental e social. O solo \u00e9 muito mais cuidado e o produto fica menos exposto a contaminantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vaca-rubia-gallega.jpg\" alt=\"Vaca da ra\u00e7a \u201cRubia gallega\u201d na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2465\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vaca-rubia-gallega.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vaca-rubia-gallega-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vaca-rubia-gallega-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vaca da ra\u00e7a \u201cRubia gallega\u201d (Foto cedida por IES Manuel Garc\u00eda Barros no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Mesmo assim, a gente tamb\u00e9m vai perceber que, por aqui, o que mais se v\u00ea n\u00e3o s\u00e3o hortas, e sim fazendas ocupadas por vacas tranquilas que observam a gente passar desde seus pastos calmos.<\/b> Antigamente a pecu\u00e1ria era um complemento da agricultura \u2014 as vacas eram usadas para puxar carros ou para fornecer esterco \u2014, mas aos poucos virou uma atividade mais rent\u00e1vel e acabou deslocando a agricultura. As duas ra\u00e7as que a gente mais v\u00ea s\u00e3o a preta e branca, chamada \u201cFrisona\u201d, que d\u00e1 leite, e a \u201cRubia gallega\u201d, cuja carne \u00e9 comercializada sob a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica Protegida \u201cTernera Gallega\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Neste ponto, estamos em Vilach\u00e1 (km 20), de onde come\u00e7amos uma descida bem abrupta por asfalto que nos deixa na margem do rio Mi\u00f1o.<\/b> Uma ponte se ergue acima do seu grande volume e, na margem oposta, a gente v\u00ea o povoado de Portomar\u00edn, situado num ponto mais elevado, junto aos c\u00e2nions do rio galego mais conhecido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/miliario-portomarin.jpg\" alt=\"Marco mili\u00e1rio em Portomar\u00edn na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2466\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/miliario-portomarin.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/miliario-portomarin-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marco mili\u00e1rio em Portomar\u00edn (Foto cedida por David Hunkins no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-sarria-a-melide-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Portomar\u00edn a Castromaior, ou o mesmo que dizer: de grandes obras de engenharia do s\u00e9culo XX a arquitetura castreja do s\u00e9culo VI a.C.<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>O rio Mi\u00f1o \u00e9 o mais longo da Gal\u00edcia e, desde a sua uni\u00e3o com o Sil at\u00e9 sua foz no Oceano Atl\u00e2ntico, tamb\u00e9m \u00e9 o mais caudaloso.<\/b> A grande quantidade de quil\u00f4metros que ele percorre fez com que, desde o nascimento da peregrina\u00e7\u00e3o, fosse preciso atravess\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa necessidade de vencer o curso do rio levou os romanos, no s\u00e9culo II d.C., a decidirem construir uma ponte primitiva no ponto onde estamos agora. Quando a peregrina\u00e7\u00e3o a Santiago surgiu, Dona Urraca mandou construir, no s\u00e9culo XI, uma ponte maior no mesmo lugar, para ajudar os caminhantes jacobeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa ponte sobreviveu \u00e0 passagem dos s\u00e9culos at\u00e9 que, um dia, em 1963, Franco mandou construir o que ainda \u00e9 hoje a maior represa da Gal\u00edcia: a represa de Belesar, de onde se obt\u00e9m uma grande quantidade de energia hidroel\u00e9trica. <b>Um muro de concreto com 135 metros de altura e 350 metros de comprimento represou o rio Mi\u00f1o 32 km ao sul de Portomar\u00edn, criando um reservat\u00f3rio gigantesco que inundou tudo que estava nas margens do rio.<\/b> Castros de cultura pr\u00e9-romana, vinhedos, moinhos, adegas e povoados inteiros agora jazem sob as \u00e1guas do Mi\u00f1o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/encoro-de-belesar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/encoro-de-belesar.jpg\" alt=\"Represa de Belesar na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2467\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/encoro-de-belesar.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/encoro-de-belesar-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/encoro-de-belesar-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Represa de Belesar (Foto cedida por El Jim no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Em Portomar\u00edn<\/b>, que na \u00e9poca era um povoado com um importante patrim\u00f4nio medieval na beira do rio, <b>os vizinhos decidiram se mudar para uma eleva\u00e7\u00e3o maior, na margem oeste, levando com eles \u2014 pedra por pedra, marcada com paci\u00eancia \u2014 os seus monumentos mais importantes.<\/b> \u00c9 esse o Portomar\u00edn que vemos hoje, que depois de cruzarmos a ponte moderna nos recebe com um arco em cujas laterais foram instaladas escadas \u2014 nada mais que um trecho da antiga ponte medieval. Mas, em alguns dias, a gente tamb\u00e9m consegue ver o velho Portomar\u00edn, em forma de estruturas de pedra que brotam da \u00e1gua reivindicando o espa\u00e7o natural que lhes foi tirado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1185\" height=\"797\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portomarin-antiguamente.jpg\" alt=\"Antigo povoado de Portomar\u00edn antes de ser transferido, etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2468\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portomarin-antiguamente.jpg 1185w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portomarin-antiguamente-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portomarin-antiguamente-768x517.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portomarin-antiguamente-1024x689.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1185px) 100vw, 1185px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O antigo povoado de Portomar\u00edn antes de ser transferido (Foto cedida por MPereiro no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Na parte alta do povoado encontramos a igreja de San Nicol\u00e1s, um templo rom\u00e2nico promovido pela ordem de San Juan,<\/b> cavaleiros armados que protegiam os peregrinos. <b>\u00c9 um dos monumentos rom\u00e2nicos mais importantes da Gal\u00edcia,<\/b> com uma configura\u00e7\u00e3o bem especial pela altura dos seus muros grossos com ameias na parte superior \u2014 uma robustez que contrasta com a delicadeza da escultura nas suas portas e com sua imponente ros\u00e1cea.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o, o templo ficava perto da antiga ponte, na <i>primeira<\/i> Portomar\u00edn. Da\u00ed vem a apar\u00eancia de forte militar \u2014 era ponto de encontro de uma ordem que defendia a ponte e os peregrinos. <b>Quando o povoado foi inundado pela constru\u00e7\u00e3o da represa, as pedras foram marcadas com tinta vermelha, uma a uma, e transferidas para o topo do povoado, com uma restaura\u00e7\u00e3o da igreja tamb\u00e9m em curso.<\/b> Ainda hoje d\u00e1 para ver as marcas vermelhas nas pedras, junto \u00e0s marcas dos canteiros que esculpiram os sillares no s\u00e9culo XII.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-nicol\u00e1s.jpg\" alt=\"Igreja de San Nicol\u00e1s em Portomar\u00edn na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2469\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-nicol\u00e1s.jpg 720w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-nicol\u00e1s-240x300.jpg 240w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de San Nicol\u00e1s (Foto cedida por HombreDHojalata no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Depois da visita a Portomar\u00edn, sa\u00edmos do povoado pela mesma Avenida Chantada pela qual entramos. A estrada se desvia \u00e0 direita, mas uma placa jacobea vertical indica que a gente cruza a ponte sobre o rio para entrar numa trilha que volta a cruzar a rodovia em 2 km. Neste trecho o piso \u00e9 muito irregular, com muitos \u201cpulos\u201d e pedras soltas, ent\u00e3o vale a pena considerar seguir direto pela LU-633 sem cruzar o rio.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Do ponto em que a trilha encontra a estrada \u2014 2 km depois de deixar Portomar\u00edn \u2014 at\u00e9 Hospital da Cruz (km 34), a trilha pedonal corre paralela \u00e0 LU-633 em forma de pista de terra.<\/b> Depois de avan\u00e7ar 3 km chegamos a Toxib\u00f3 (km 27) e, em mais tr\u00eas, a Gonzar (km 30), onde d\u00e1 para ver a igreja de Santa Mar\u00eda de Gonzar, em estilo barroco. No altar-mor da igreja est\u00e1 o t\u00famulo de uma mulher que, segundo a lenda local, passou cerca de 30 anos sem comer nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de Gonzar, o Caminho jacobeu se afasta da beira da estrada em dire\u00e7\u00e3o a Castromaior. A gente recomenda seguir pela trilha pedonal, porque depois de passar pelo povoado vamos atravessar um lugar muito especial do Caminho Franc\u00eas, um dos castros mais bem preservados da Gal\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Por uma pista asfaltada e um solo escuro come\u00e7amos a ganhar inclina\u00e7\u00e3o e, em 600 metros, coroamos a colina de Castromaior.<\/b> \u00c0 nossa direita, a vista do entorno \u00e9 de tirar o f\u00f4lego e, \u00e0 nossa esquerda, <b>um dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos mais importantes da pen\u00ednsula, que foi habitado do s\u00e9culo VI a.C. ao s\u00e9culo I d.C.<\/b> Tinha uma configura\u00e7\u00e3o urbana complexa, com um recinto circular amuralhado no topo da colina. Ao redor, em plataformas delimitadas por muros e fossos, havia outros assentamentos. Como nada foi constru\u00eddo nesse lugar desde o seu abandono, tudo ficou enterrado sob a colina num bom estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Vistas_Castromaior.jpg\" alt=\"Vistas desde Castromaior na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2489\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Vistas_Castromaior.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Vistas_Castromaior-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Vistas_Castromaior-768x514.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vistas desde Castromaior (Foto cedida por bulb_socket no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora, por muitos s\u00e9culos, se tenha achado que a chegada dos romanos \u00e0 Gal\u00edcia tinha acabado de forma violenta e fulminante com a cultura de ra\u00edzes celtas que vivia neste territ\u00f3rio \u2014 cuja express\u00e3o m\u00e1xima dessa opress\u00e3o seria a m\u00edtica batalha do Monte Medulio, com o suic\u00eddio dos \u00faltimos guerreiros galegos antes da necessidade de se render ao conquistador \u2014, <b>a realidade arqueol\u00f3gica mostra que, quando os romanos chegaram no s\u00e9culo II a.C., houve uma sinergia cultural, al\u00e9m de um sincretismo religioso.<\/b> Este assentamento continuou habitado por mais de dois s\u00e9culos ap\u00f3s a conquista, e havia outros que foram povoados at\u00e9 o s\u00e9culo III ou IV d.C., ent\u00e3o o modo de vida anterior \u00e0 invas\u00e3o romana foi mantido.<\/p>\n\n\n\n<p>A descida da colina nos deixa novamente no trajeto da LU-633 e, em apenas 1,5 km, chegamos a Hospital da Cruz. Chamado assim porque um dia abrigou um lugar de atendimento ao peregrino, hoje fica no cruzamento com a N-540, que a gente precisa atravessar por um viaduto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Entendemos o significado oculto dos <i>cruceiros<\/i> e chegamos a Palas de Rei<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Durante os pr\u00f3ximos 11 km, de Hospital da Cruz a A Brea, onde cruzamos a N-547, a gente vai pedalar o tempo todo por uma estrada asfaltada com pouco tr\u00e1fego, na qual os peregrinos a p\u00e9 t\u00eam espa\u00e7o pr\u00f3prio no acostamento.<\/b> O perfil segue em subida, como vinha fazendo desde Portomar\u00edn, at\u00e9 Vendas de Nar\u00f3n. De l\u00e1 ser\u00e1 descida com \u201cpulos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de cruzar a N-540 enfrentamos uma \u00faltima rampa asfaltada e chegamos a Vendas de Nar\u00f3n (km 35,3), de onde come\u00e7amos a descer at\u00e9 alcan\u00e7ar A Prebisa (km 37,3). <b>Depois de passar por A Prebisa a gente v\u00ea, no lado esquerdo da estrada, um muro com degraus e, no alto, o <i>cruceiro<\/i> mais famoso do Caminho Franc\u00eas: o <i>Cruceiro<\/i> de Lameiro.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"225\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-lameiro-225x300.jpg\" alt=\"Cruceiro de Lameiro na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2491\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-lameiro-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-lameiro.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cruceiro de Lameiro (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>O <i>cruceiro<\/i> \u00e9, junto com o h\u00f3rreo, uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais t\u00edpicas da arquitetura popular da Gal\u00edcia.<\/b> Sua origem vem de tempos pr\u00e9-romanos, daquela cultura castreja polite\u00edsta que vivia em povoados como o que acabamos de ver em Castromaior. <b>Para a cultura castreja, os caminhos e seus cruzamentos eram lugares muito importantes.<\/b> Acreditavam que, depois da morte, a alma vagava pelos caminhos e que, nos cruzamentos, existia uma s\u00e9rie de deuses que podiam \u201ccompr\u00e1-la\u201d. <b>Por isso, os familiares do falecido faziam nos cruzamentos uma s\u00e9rie de rituais, deixando tamb\u00e9m oferendas aos deuses.<\/b> \u00c0s vezes, essas oferendas eram pedras, o que deu origem aos chamados <i>milladoiros<\/i> \u2014 ac\u00famulos de pedras \u2014, como o que vimos na Cruz de Ferro de Foncebad\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Quando os romanos conquistaram este territ\u00f3rio, houve um sincretismo que fundiu os deuses das duas culturas.<\/b> Os rituais nos cruzamentos continuaram a ser feitos, mas, em vez de pedir prote\u00e7\u00e3o a Lugh (celta), falava-se com Merc\u00fario (romano). Al\u00e9m disso, os romanos viam os cruzamentos de caminhos como representa\u00e7\u00f5es entre o ordenado (<i>logos<\/i>) e a natureza como caos, por isso eram simbolicamente muito importantes. <b>\u00c9 por isso que em muitos moinhos romanos encontrados no que era a <i>Gallaecia<\/i> h\u00e1 inscri\u00e7\u00f5es dedicadas a esses deuses dos caminhos, chamados <i>viais<\/i>.<\/b> Na verdade, entre os 36 moinhos encontrados com epigrafia de lares viais em todo o territ\u00f3rio do Imp\u00e9rio Romano, 28 foram encontrados aqui. S\u00e3o quase 77%!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"785\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-o-h\u00edo.jpg\" alt=\"Cruceiro de O H\u00edo, etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2490\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-o-h\u00edo.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-o-h\u00edo-300x230.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cruceiro-o-h\u00edo-768x589.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cruceiro de O H\u00edo, em estilo barroco, um dos mais famosos da Gal\u00edcia (Foto cedida por Jose Luis Cernadas no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Quando o cristianismo foi estabelecido como religi\u00e3o oficial, as tradi\u00e7\u00f5es que tinham se perpetuado por s\u00e9culos n\u00e3o mudaram da noite para o dia<\/b> \u2014 a hist\u00f3ria mostra que a tradi\u00e7\u00e3o popular n\u00e3o muda por decreto! <b>Para desespero da Igreja, o povo continuava indo \u00e0s cruzes para fazer seus rituais \u201cpag\u00e3os\u201d.<\/b> S\u00f3 havia duas op\u00e7\u00f5es: proibir e punir ou, como se acabou fazendo, adotar uma solu\u00e7\u00e3o que hoje pode lembrar a formula\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria da cat\u00e1strofe pol\u00edtica: \u201cSe queremos que tudo mude, precisamos que tudo continue como est\u00e1\u201d. <b>Os pontos pag\u00e3os foram cristianizados com uma cruz e os rituais continuaram sendo permitidos, mas, pouco a pouco, as pessoas deixaram de se dedicar ou aos seus filhos a Merc\u00fario, e passaram a rezar para a Virgem ou Jesus.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Hoje se estima que na Gal\u00edcia existam mais de 12.000 <i>cruceiros<\/i>.<\/b> Em geral eles s\u00e3o formados por uma base, uma coluna e uma cruz no topo. Na maior parte das vezes est\u00e1 esculpido Jesus na cruz. Em povoados pesqueiros, a Virgem tamb\u00e9m costuma ser colocada no lado da cruz olhando para o mar, porque \u00e9 a protetora dos marinheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a maioria dos <i>cruceiros<\/i> seja dos s\u00e9culos XVIII ao XX, h\u00e1 alguns que pertencem ao s\u00e9culo XIV e outros que s\u00e3o verdadeiras obras de arte, com m\u00faltiplas representa\u00e7\u00f5es. <b>O <i>cruceiro<\/i> de Lameiros, que vemos ao lado de A Prebisa, data de 1670 e mostra Jesus crucificado no topo.<\/b> O desgaste da pedra apagou grande parte do detalhe escult\u00f3rico, mas, do outro lado da cruz, com certeza havia a Virgem ou uma representa\u00e7\u00e3o da maternidade. Na base, foram esculpidos elementos da Paix\u00e3o de Cristo: alicates, pregos, uma escada, a coroa de espinhos e, por fim, uma caveira com ossos representando o triunfo eterno sobre a morte. Ao lado do <i>cruceiro<\/i> h\u00e1 um antigo cemit\u00e9rio de peregrinos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de passar pela cruz chegamos a Ligonde (km 38,5), que \u00e9 uma povoa\u00e7\u00e3o maior do que as anteriores.<\/b> Em seguida, a pista asfaltada faz uma curva dupla um pouco abrupta e as setas amarelas indicam um atalho por uma trilha interna. Esse atalho \u00e9 uma rampa \u00edngreme de 100 m e o piso \u00e9 meio irregular. Na Tournride recomendamos descer pela estrada se choveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da curva, cruzamos um riacho e chegamos a Airexe (km 39,4) e, pela mesma pista, a Portos (km 41). Entramos no munic\u00edpio de Palas de Rei, onde vamos seguir por Lestedo (km 42), Os Valos (km 42,6) e A Brea (km 44). Em A Brea a gente cruza a N-547, que passa por Palas de Rei. O Caminho jacobeu segue por pouco mais de 1 km por uma trilha no acostamento esquerdo da estrada e, depois, desvia para entrar em Palas mais ao sul, por uma pista inc\u00f4moda com muitas pedras para ciclistas, que depois vira cascalho.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Uma vez em Palas de Rei (km 47), d\u00e1 para decidir fazer uma \u00faltima parada antes de come\u00e7ar os \u00faltimos 13 km at\u00e9 Melide. Esta localidade foi a \u00faltima parada que Aymeric Picaud registrou no seu Codex Calixtino<\/b> antes de chegar a Santiago, e dizem que o nome vem da \u00e9poca visigoda, porque o \u201c<i>pal\u00e1cio<\/i>\u201d do rei visigodo Witiza ficava aqui. <b>Com a chegada da peregrina\u00e7\u00e3o jacobea, a vila come\u00e7ou a ganhar import\u00e2ncia e se tornou, durante a Idade M\u00e9dia e a Idade Moderna, um lugar relevante para a nobreza, que construiu grandes fortalezas e <i>pazos<\/i> (pal\u00e1cios) na regi\u00e3o.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Castillo-de-Pambe.jpg\" alt=\"Castelo de Pambre em Palas de Rei na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2493\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Castillo-de-Pambe.jpg 1200w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Castillo-de-Pambe-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Castillo-de-Pambe-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Castillo-de-Pambe-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Castelo de Pambre, em Palas de Rei (Foto cedida por amaianos no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Na verdade, perto de Palas de Rei est\u00e1 o Castelo de Pambre, um dos poucos castelos que sobreviveram \u00e0 Revolta Irmandi\u00f1a de 1467, quando os camponeses galegos se ergueram contra seus senhores e destru\u00edram seus castelos.<\/b> Foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XIV e uma das suas fun\u00e7\u00f5es era servir como ponto de preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a no Caminho de Santiago. Tem uma enorme torre de tr\u00eas andares, cercada por um muro grosso com quatro torres nas laterais. Embora estivesse quase virando ru\u00ednas, nos \u00faltimos anos um grande investimento foi feito para restaur\u00e1-lo e, hoje, d\u00e1 para visit\u00e1-lo \u2014 embora o <a aria-label=\"Visite o site Concellopalasderei para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.concellopalasderei.es\/node\/95\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hor\u00e1rio de visita<\/a> varie conforme a \u00e9poca. De bike, a gente chega em meia hora (8,5 km) at\u00e9 o castelo, por um caminho favor\u00e1vel. No mapa da etapa a gente marca onde fica o castelo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Em Palas tamb\u00e9m h\u00e1 outro grande exemplo de arquitetura rom\u00e2nica, que se soma \u00e0 longa lista dos que vimos hoje: a igreja de Vilar de Donas.<\/b> Dizem que ela pode ter feito parte de um grupo mon\u00e1stico fundado por mulheres e, depois, mais ligado \u00e0 Ordem de Santiago. Alguns dos seus cavaleiros mais importantes est\u00e3o enterrados aqui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-salvador-.jpg\" alt=\"Igreja de Vilar de Donas na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2494\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-salvador-.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-salvador--300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-de-san-salvador--768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Vilar de Donas (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sa\u00edmos de Palas por uma pista inc\u00f4moda, com muitas pedras, que pode nos obrigar a levantar da selim para preservar a integridade das nossas n\u00e1degas. Depois de cruzar a N-547 por uma faixa de pedestres, seguimos por uma pista asfaltada perto da estrada, que volta a encontrar a rodovia depois de poucos metros. Da\u00ed a trilha pedonal segue por uma cal\u00e7ada ou por alguma pista asfaltada perto da estrada, que logo desvia para entrar no povoado de Carballal. Na sa\u00edda, as placas jacobeias indicam o cruzamento da estrada nacional para passar a uma trilha de cascalho no acostamento esquerdo, que, depois de poucos metros, abandona a rodovia para entrar no bosque.<\/p>\n\n\n\n<p>Se de Carballal voc\u00ea seguir pela N-547, vai direto a O Coto (km 55,5), o limite provincial entre Lugo e A Coru\u00f1a. No caso de ter chovido, a gente evita um trecho que pode ser bem chato pelo piso barrento ou de pedra natural (bem escorregadia), mas que \u00e9 um dos mais bonitos desta etapa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-xulian.jpg\" alt=\"Igreja de San Xuli\u00e1n do Cami\u00f1o na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2495\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-xulian.jpg 800w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-xulian-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-san-xulian-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de San Xuli\u00e1n do Cami\u00f1o (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As trilhas levam primeiro a San Xuli\u00e1n do Cami\u00f1o (km 50), onde d\u00e1 para ver uma igreja rom\u00e2nica de nave \u00fanica e grande \u00e1bside semicircular sem divis\u00f5es. Pelo asfalto, cruzamos o rio Pambre e, em seguida, entramos em Pontecampa\u00f1a (km 51), de onde come\u00e7a um trecho bacana em que seguimos por caminhos entre \u00e1rvores e por trechos de rochas naturais, que temos que enfrentar com paci\u00eancia, porque talvez seja preciso descer da bike para evitar quedas.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente chega a Casanova (km 52) e, pouco depois, a Porto de Bois, de onde a trilha se junta \u00e0 pequena estrada LU-4001 para seguir at\u00e9 O Coto, por onde tamb\u00e9m passa a N-547. <b>Neste ponto mudamos de prov\u00edncia para entrar naquela que vai ser a \u00faltima que vamos visitar no Caminho de Santiago, A Coru\u00f1a.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>A trilha pedonal volta a se afastar da estrada nacional para passar por O Leboreiro, um povoado mencionado no Codex Calixtino com o nome de Campus Leporarius (\u201c<i>Morro das lebres<\/i>\u201d).<\/b> Tem uma grande tradi\u00e7\u00e3o jacobea e, no s\u00e9culo XII, tinha um hospital para peregrinos. Do n\u00facleo, chamam a aten\u00e7\u00e3o a sua igreja e o <i>cabazo<\/i> que se conserva em frente a ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Um <i>cabazo<\/i> \u00e9 um h\u00f3rreo \u2014 dependendo da regi\u00e3o da Gal\u00edcia, os h\u00f3rreos recebem nomes diferentes, como <i>piorno<\/i>, <i>cabana<\/i> ou <i>paneira<\/i> \u2014 menos elaborado. Como s\u00e3o feitos de vime e palha, n\u00e3o restam muitos antigos hoje em dia, e esse \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o \u2014 ainda que reabilitada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-leboreiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-leboreiro.jpg\" alt=\"Igreja de Santa Mar\u00eda em O Leboreiro na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2496\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-leboreiro.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-leboreiro-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-leboreiro-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-leboreiro-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Santa Mar\u00eda em O Leboreiro (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>A igreja de Santa Mar\u00eda de O Leboreiro \u00e9 de transi\u00e7\u00e3o rom\u00e2nico-g\u00f3tica.<\/b> Na porta principal h\u00e1 uma talha da Virgem segurando o Menino, que est\u00e1 relacionada a uma lenda da localidade. Dizem que a escultura da Virgem guardada dentro do templo foi encontrada por milagre em uma fonte pr\u00f3xima, motivo pelo qual esta igreja foi constru\u00edda para abrig\u00e1-la. Toda noite a escultura se deslocava para outros lugares e voltava para a fonte onde tinha sido encontrada, at\u00e9 que um escultor local gravou essa imagem no t\u00edmpano da porta e a escultura da Virgem ficou para sempre em seu lugar. <b>Se voc\u00ea tiver a chance de entrar na igreja, na Tournride recomendamos, porque, al\u00e9m da talha, d\u00e1 para ver os murais coloridos impressionantes que se preservam no muro norte.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de deixar O Leboreiro, passamos por Disicabo e entramos num parque industrial que pertence a Melide, onde se tentou tornar o percurso mais agrad\u00e1vel aos peregrinos, construindo um parque com \u00e1rvores em sua homenagem \u2014 embora a imagem ainda n\u00e3o seja totalmente inspiradora.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de cruzar o parque industrial, a estrada e a trilha pedonal se separam de novo para visitar o \u00faltimo povoado desta etapa, a pitoresca aldeia de Furelos (km 58,5), nas margens do rio hom\u00f4nimo.<\/b> O caminho at\u00e9 l\u00e1 \u00e9 pelo monte, que, como em trechos anteriores, vai virar um grande atoleiro se tiver chovido naquele dia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A entrada em Furelos \u00e9 feita por uma ponte medieval dromed\u00e1ria, com quatro grandes arcos. \u00c9 a maior e mais bem preservada da Idade M\u00e9dia no Caminho Franc\u00eas na Gal\u00edcia.<\/b> Depois de cruz\u00e1-la, atravessamos o povoado pela sua rua principal empedrada, que passa ao lado de uma igreja dedicada a San Juan. Embora a origem seja medieval, fica claro que ela tem v\u00e1rias adi\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de passar por Furelos falta muito pouco para chegar ao fim da etapa. \u00c9 s\u00f3 seguir por uma pista que intercala cascalho e asfalto para chegar a Melide, onde d\u00e1 para curtir uma boa por\u00e7\u00e3o de <i>pulpo \u00e1 feira<\/i> e descansar para a grande emo\u00e7\u00e3o que nos espera amanh\u00e3: a chegada a Santiago de Compostela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-medieval-furelos.jpg\" alt=\"Ponte medieval de Furelos na etapa de Sarria a Melide de bicicleta\" class=\"wp-image-2497\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-medieval-furelos.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-medieval-furelos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-medieval-furelos-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-medieval-furelos-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ponte medieval de Furelos (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-sarria-a-melide-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Etapas do Caminho Franc\u00eas de bicicleta<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 1: Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/saint-jean-pied-de-port-a-roncesvalles-de-bicicleta\/\">De Saint Jean Pied de Port a Roncesvalles de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 2: De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-roncesvalles-a-pamplona-de-bicicleta\/\">De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 3: De Pamplona a Estella de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-pamplona-a-estella-de-bicicleta\/\">De Pamplona a Estella de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a 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