{"id":32518,"date":"2026-04-19T19:53:11","date_gmt":"2026-04-19T18:53:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tournride.com\/?p=32518"},"modified":"2026-04-19T19:53:12","modified_gmt":"2026-04-19T18:53:12","slug":"de-o-cebreiro-a-sarria-de-bicicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-o-cebreiro-a-sarria-de-bicicleta\/","title":{"rendered":"Etapa 12: De O Cebreiro a Sarria de bicicleta"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados t\u00e9cnicos da etapa<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia at\u00e9 Santiago: <\/b><\/span>150 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia da etapa: <\/b><\/span>variante por San Xil 40 km \/ variante por Samos 46 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Tempo estimado: <\/b><\/span>5 &#8211; 7 horas<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00ednima: <\/b><\/span>450 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00e1xima:<\/b><\/span> 1339 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dificuldade:<\/b> <\/span>M\u00e9dia<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Lugares de interesse:<\/b> <\/span>Triacastela, Samos, Sarria<\/li>\n\n\n\n<li><b><span style=\"color: #308ec5;\">Itiner\u00e1rio no Google Maps: <\/span><\/b>Para ver o percurso no Google Maps clique <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 12: De O Cebreiro a Sarria de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.7639383,-7.2748333,13.58z\/data=!4m2!6m1!1s1RaVLq0e6lglkVHqDel3EECKWJSI?hl=es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-o-cebreiro-a-sarria-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Estapa12.jpg\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3486\" height=\"2317\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Estapa12.jpg\" alt=\"Mapa da etapa de O Cebreiro a Sarria de bicicleta no Caminho Franc\u00eas\" class=\"wp-image-2445\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Estapa12.jpg 3486w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Estapa12-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Estapa12-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Estapa12-1024x681.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3486px) 100vw, 3486px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>De O Cebreiro a Sarria de bicicleta \u00e9 a etapa em que a gente sente uma mudan\u00e7a profunda de comunidade. <b>Voc\u00ea deixa Castilla y Le\u00f3n para tr\u00e1s e entra na Gal\u00edcia: caminhos \u201cquebra-pernas\u201d, dezenas de aldeias pequenas e imers\u00e3o total no verde rural.<\/b> N\u00e3o vai encontrar grandes cidades at\u00e9 chegar a Santiago, mas hoje a gente termina em Sarria, onde h\u00e1 todos os servi\u00e7os que voc\u00ea pode precisar.<\/p>\n\n\n\n<p>O percurso de hoje come\u00e7a com uma descida bem marcada saindo de O Cebreiro, alternada com dois trechos em formato de pequenos \u201cpulos\u201d. A partir do Alto do Poio o perfil \u00e9 de descida cont\u00ednua at\u00e9 Triacastela.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Em Triacastela voc\u00ea precisa escolher itiner\u00e1rio, porque h\u00e1 duas variantes.<\/b> A tradicional, mais curta e direta (embora com perfil mais complicado), \u00e9 a de San Xil, pelo norte. A variante sul \u00e9 6,5 km mais longa, mas vale a pena pelo desvio, porque d\u00e1 para visitar o mosteiro de Samos, um dos conjuntos mon\u00e1sticos mais imponentes da Gal\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas linhas a seguir contamos em detalhe tudo sobre esta etapa de o cebreiro a sarria\u2026 A Tournride te deseja bom caminho!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1536\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1.jpg\" alt=\"Caminho Franc\u00eas na Gal\u00edcia, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2453\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/de-sarria-a-melide-1-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caminho Franc\u00eas na Gal\u00edcia (Foto cedida por tunante80 no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Perfil e rota principal da etapa<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Esta etapa de o cebreiro a sarria tem um primeiro trecho comum, de O Cebreiro at\u00e9 Triacastela. Em Triacastela o Caminho se bifurca e volta a se juntar 5,5 km antes de chegar a Sarria, em Aguiada.<\/p>\n\n\n\n<p><b>At\u00e9 Triacastela voc\u00ea pode escolher entre as trilhas pedonais ou seguir pelo tra\u00e7ado da LU-633.<\/b> D\u00e1 para pegar a estrada assim que estiver em O Cebreiro (na parte norte do povoado); ela leva direto, passando por todas as aldeias da etapa. O perfil pelas trilhas pedonais \u00e9 mais constante, com menos \u201cpulos\u201d. Mesmo assim, desde a sa\u00edda de O Cebreiro temos que subir primeiro ao Alto de San Roque e depois ao do Poio (1339 m, ponto mais alto do Caminho Franc\u00eas na Gal\u00edcia). Do Alto do Poio descemos at\u00e9 Triacastela, primeiro com suavidade e depois com rampas de at\u00e9 17%.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Se voc\u00ea for de O Cebreiro a Triacastela de bike pelas trilhas pedonais, quase com certeza vai ter que descer da bike e empurr\u00e1-la em algum ponto, sobretudo nas duas primeiras subidas aos altos. O piso \u00e9 bem pedregoso em muitos trechos, tanto na subida quanto na descida.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>O itiner\u00e1rio pedonal sai da pista asfaltada ao lado do albergue municipal. Ele leva a uma trilha estreita que depois desemboca numa pista florestal larga e, em poucos metros, na LU-633, para entrar em Li\u00f1ares (3,2 km). Por uma trilha paralela \u00e0 rodovia seguimos avan\u00e7ando at\u00e9 chegar ao Alto de San Roque e, mais tarde, at\u00e9 Hospital da Condesa (5,7 km). <b>Poucos metros depois de passar por Hospital da Condesa o percurso se separa de novo da LU-633 para passar por Padornelo e subir ao Alto do Poio, mas na Tournride a gente recomenda fazer este trecho pela estrada.<\/b> A rampa final da subida tem uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 13% e est\u00e1 coberta por pedras soltas grandes.<\/p>\n\n\n\n<p>Do Alto do Poio (8,5 km) a trilha pedonal \u00e9 de pedra, n\u00e3o muito larga, e acompanha a LU-633 em paralelo. Depois de passar por Fonfr\u00eda (12 km) a estrada e a trilha se separam pouco antes de chegar a O Biduedo. <b>Os tra\u00e7ados jacobeus que conectam O Biduedo (14,3 km), Filloval (17,3 km), Ramil e Triacastela (21,1 km) t\u00eam piso de terra e, \u00e0s vezes, pedra, mas s\u00e3o perfeitamente pedal\u00e1veis.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corredoira-ramil-triacastela.jpg\" alt=\"Corredoira de Ramil a Triacastela, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2360\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corredoira-ramil-triacastela.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corredoira-ramil-triacastela-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corredoira-ramil-triacastela-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/corredoira-ramil-triacastela-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Corredoira de Ramil a Triacastela (Foto cedida por Gus Taf no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Em Triacastela o Caminho se bifurca at\u00e9 chegar a Aguiada: voc\u00ea pode ir por San Xil (14 km de rota) ou por Samos (20,5 km de rota).<\/b> A rota por San Xil tem um perfil mais complicado que a de Samos e, na primeira metade, n\u00e3o tem op\u00e7\u00e3o de ir pela estrada \u2014 \u00e9 s\u00f3 por trilhas. A bifurca\u00e7\u00e3o fica no fim da rua principal de Triacastela, com duas placas indicando o desvio.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>A rota por San Xil<\/b> vira para o norte por uma pista de concreto que sai da LU-633 indicando \u201cSan Xil\u201d e leva at\u00e9 A Balsa com rampa m\u00e9dia de 8%. O trecho de l\u00e1 at\u00e9 San Xil (25,8 km) \u00e9 feito por trilhas com piso complicado e v\u00e1rios \u201cpulos\u201d, embora d\u00ea para evitar tudo isso seguindo pela pista de concreto anterior. De San Xil a inclina\u00e7\u00e3o fica suave at\u00e9 o Alto de Riocabo, o ponto mais alto desta variante (890 m).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Da\u00ed em diante o Caminho entra no bosque e vira descida cont\u00ednua, primeiro com rampa de 4% at\u00e9 Mont\u00e1n (28,9 km) e depois um pouco mais constante, mas com \u201cpulos\u201d marcados, passando por Fontearcuda (29,6 km), Furela (31,5 km) e Pint\u00edn (32,8 km). O primeiro trecho entre o Alto de Riocabo e Mont\u00e1n \u00e9 feito por um caminho onde temos que tomar muito cuidado, porque h\u00e1 um trecho de pedras grandes que forma uma esp\u00e9cie de escada natural. D\u00e1 para evitar seguindo pela estrada at\u00e9 o cruzamento com a LU-5602, que vai direto a Sarria passando por todas as aldeias desta etapa.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>A rota por Samos<\/b> se pega virando \u00e0 esquerda em Triacastela e tem um perfil muito mais simples (a altitude m\u00e1xima \u00e9 de 592 m). A LU-633 acompanha a maior parte do itiner\u00e1rio, passando por todas as aldeias at\u00e9 Teigu\u00edn, aldeia seguinte a Samos. Em Teigu\u00edn, a estrada segue para oeste, direto a Sarria, mas a trilha pedonal deixa a rodovia para se conectar com o norte do Caminho de San Xil.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na primeira parte do percurso, de Triacastela a San Cristovo (24,9 km), os peregrinos a p\u00e9 acompanham a gente pelo acostamento da LU-633. Antes de entrar em San Cristovo a trilha se separa da estrada e volta a se conectar em Renche (26,6 km). Na sa\u00edda da aldeia se bifurca de novo, passando por Freituxe (28,4 km) e San Marti\u00f1o do Real (29,5 km). Se voc\u00ea for pela estrada, n\u00e3o passa por Freituxe. San Marti\u00f1o fica pertinho de Samos, que se deixa para tr\u00e1s pela LU-633. Depois de passar por Teigu\u00edn, uma sinaliza\u00e7\u00e3o jacobea leva a uma pista de concreto em subida que sai \u00e0 direita da rodovia. Se voc\u00ea pegar essa pista, vai passar por Pascais (33,9 km), Sivil (39,8 km) e Calvor at\u00e9 desembocar em Aguiada, onde d\u00e1 para seguir pela LU-5602 at\u00e9 chegar a Sarria. Se quiser encurtar o caminho, o melhor \u00e9 seguir pela LU-633 desde Teigu\u00edn at\u00e9 Sarria, evitando o desvio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"771\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/tramo-camino-san-xil.jpg\" alt=\"Trecho do Caminho por San Xil, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2361\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/tramo-camino-san-xil.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/tramo-camino-san-xil-300x226.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/tramo-camino-san-xil-768x578.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trecho do Caminho por San Xil (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Como voc\u00ea v\u00ea, esta etapa oferece muitas op\u00e7\u00f5es de itiner\u00e1rio, porque d\u00e1 para escolher o tempo todo entre ir pela trilha pedonal ou pela estrada, e ainda por cima temos duas rotas adicionais que voc\u00ea pode escolher quase no fim da etapa, com conex\u00f5es entre elas ou diretamente at\u00e9 Sarria.<\/b> Escolher um caminho \u00e9 uma decis\u00e3o pessoal e qualquer um deles vai virar uma lembran\u00e7a boa para a gente, porque todos atravessam um ambiente natural espetacular. A estrada tamb\u00e9m \u00e9 uma das mais bonitas do interior da comunidade \u2014 e um dos seus trechos \u00e9 o de maior altitude de toda a rede vi\u00e1ria da Gal\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como voc\u00eas costumam pedir conselhos sobre qual rota seguir, <b>deixamos aqui a rota que na Tournride recomendamos para combinar seguran\u00e7a com a visita aos povoados jacobeus<\/b> de maior patrim\u00f4nio, sempre priorizando as trilhas pedonais. Se o tempo estiver ruim ou houver excesso de peregrinos, a gente recomenda fazer a etapa pela estrada com os elementos de seguran\u00e7a adequados:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>O Cebreiro &#8211; Alto do Poio: LU-633<\/li>\n\n\n\n<li>Alto do Poio &#8211; Triacastela: trilha pedonal com cuidado redobrado<\/li>\n\n\n\n<li>Triacastela &#8211; Sarria:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Rota por San Xil. Siga a trilha pedonal at\u00e9 A Balsa. De l\u00e1 at\u00e9 Mont\u00e1n, pela estrada. De Mont\u00e1n a Sarria, pelas trilhas pedonais.<\/li>\n\n\n\n<li>Rota por Samos. Use as trilhas pedonais. De Teigu\u00edn fica mais f\u00e1cil seguir a LU-633, mas o Caminho jacobeu que conecta com Aguiada \u00e9 totalmente pedal\u00e1vel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-o-cebreiro-a-sarria-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Conselhos pr\u00e1ticos<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>Muitos peregrinos a p\u00e9 come\u00e7am o Caminho em O Cebreiro, mas poucos ciclistas fazem isso, porque o percurso total n\u00e3o chega \u00e0 dist\u00e2ncia m\u00ednima para receber a Compostela (s\u00e3o necess\u00e1rios pelo menos 200 km).<\/b> Mesmo assim, cada um decide conforme seu tempo e vontade \u2014 ent\u00e3o, como sempre, deixamos aqui as informa\u00e7\u00f5es de como chegar a O Cebreiro.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><b>Nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 \u00f4nibus (nem trem, nem avi\u00e3o!) que v\u00e1 direto a O Cebreiro.<\/b> O melhor \u00e9 ir at\u00e9 Piedrafita do Cebreiro, para onde a <a aria-label=\"Visite o site Alsa para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.alsa.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alsa<\/a> oferece v\u00e1rias conex\u00f5es desde Lugo e Santiago. Tamb\u00e9m est\u00e1 conectada a grandes cidades como Madri ou Barcelona, embora com menos frequ\u00eancia. Uma vez em Piedrafita, s\u00f3 d\u00e1 para pegar um t\u00e1xi ou ir a p\u00e9 at\u00e9 o povoado \u2014 s\u00e3o cerca de 3,5 km e o t\u00e1xi custa mais ou menos 10\u20ac.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, voc\u00ea j\u00e1 sabe que na Tournride <b>deixamos as bikes no dia anterior ao in\u00edcio da sua viagem<\/b>, no alojamento que voc\u00ea escolher em O Cebreiro. Tamb\u00e9m podemos <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Transferencia De Bagagem\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/gestao-de-reservas\/transferencia-de-bagagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">levar sua bagagem extra at\u00e9 o final do Caminho<\/a>, para voc\u00ea n\u00e3o ter que carregar peso a mais!<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>Cuidado para n\u00e3o se perder entre Triacastela e Samos.<\/b> N\u00e3o h\u00e1 muitas placas jacobeias verticais \u2014 na maior parte voc\u00ea vai seguir as setas amarelas. \u00c0s vezes essas setas est\u00e3o ligeiramente alteradas para fazer os peregrinos passarem por algumas lojas particulares. Al\u00e9m disso, na regi\u00e3o h\u00e1 provas de <i>trail running<\/i> e os organizadores marcam setas azuis nas \u00e1rvores para guiar os competidores \u2014 lembre-se que, para o Caminho, s\u00f3 valem as setas amarelas, seguimos as ra\u00edzes de Vali\u00f1a! D\u00e1 uma olhada no nosso <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 12: De O Cebreiro a Sarria de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.7639383,-7.2748333,13.58z\/data=!4m2!6m1!1s1RaVLq0e6lglkVHqDel3EECKWJSI?hl=es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mapa da etapa<\/a> antes de sair, ou imprima o mapa em PDF, e voc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 problemas.<\/li>\n\n\n\n<li><b>Se voc\u00ea for pelas trilhas pedonais, muito cuidado com os cruzamentos com a estrada \u2014 tem muitos!<\/b><\/li>\n\n\n\n<li>Como j\u00e1 avisamos na etapa anterior, <b>preste aten\u00e7\u00e3o ao clima<\/b>: ele muda muito e pode te fazer escolher outro itiner\u00e1rio, sobretudo quando est\u00e1 muito ventoso, chovendo ou com neve. <b>Se estiver chovendo ou nevando, ou se houver muito excesso de peregrinos, na Tournride recomendamos fazer toda a rota pela LU-633.<\/b><\/li>\n\n\n\n<li>Na Gal\u00edcia voc\u00ea vai encontrar aldeias pequenas a cada poucos quil\u00f4metros, ent\u00e3o <b>n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio carregar comida ou bebida extra.<\/b> Mesmo assim, alguns povoados desta etapa (especialmente os da rota de San Xil) n\u00e3o t\u00eam estabelecimentos que recebam peregrinos, porque s\u00e3o totalmente rurais. Por isso, em muitos deles voc\u00ea n\u00e3o vai encontrar nenhum tipo de servi\u00e7o.<\/li>\n\n\n\n<li>Se escolher a variante por Samos porque quer visitar o mosteiro, recomendamos consultar um dia antes os <a aria-label=\"Visite o site Abadiadesamos para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.abadiadesamos.com\/seccion\/116\/Porteria-y-Visitas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hor\u00e1rios de visita<\/a>, porque eles t\u00eam muitos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Itiner\u00e1rio detalhado e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-art\u00edstico<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><b>Assim como na etapa anterior, esta parte do Caminho Franc\u00eas combina um enorme interesse paisag\u00edstico e natural com a parada em algumas localidades monumentais de grande import\u00e2ncia patrimonial, como o mosteiro de Samos.<\/b> Pelo caminho, passamos por dezenas de pequenas aldeias rurais, uma configura\u00e7\u00e3o de povoamento muito t\u00edpica da Gal\u00edcia, onde no rural as pessoas vivem \u201cpertinho mas separadas\u201d. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a Gal\u00edcia tem 39% dos n\u00facleos de povoa\u00e7\u00e3o da Espanha, embora s\u00f3 5,8% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds viva aqui!<\/p>\n\n\n\n<p><b>A primeira parte da etapa, at\u00e9 Fonfr\u00eda, a gente faz pela parte mais alta da rede vi\u00e1ria galega, que atravessa os <a aria-label=\"Visite o site Ancares.info para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/ancares.info\/web\/index.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ancares<\/a>.<\/b> Essa fronteira natural e pol\u00edtica que atravessamos na etapa anterior foi declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO. Preserva sua natureza em todo o esplendor e, devido \u00e0 configura\u00e7\u00e3o complicada do terreno, sempre ficou em relativo isolamento, o que ajudou a preservar as tradi\u00e7\u00f5es e a arquitetura popular. A gente j\u00e1 p\u00f4de ver isso em O Cebreiro, com as suas pallozas e casas de granito e ard\u00f3sia, mas hoje vai ficar ainda mais evidente, porque vemos mais aldeias ao longe e passamos por algumas delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois seguimos para Sarria pelo limite norte da <a aria-label=\"Visite o site Serradocourel para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.serradocourel.es\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Serra do Courel<\/a>, uma das \u00e1reas naturais protegidas mais importantes da Gal\u00edcia. Cobre <b>mais de 21000 hectares, cheios de vales entre montanhas com bosque mediterr\u00e2neo e atl\u00e2ntico.<\/b> Vivem aqui dezenas de esp\u00e9cies, muitas tamb\u00e9m protegidas. H\u00e1 lobos (mas fica tranquilo, eles fogem dos humanos) e \u00e1guias-reais e mochos, embora cada vez sejam mais dif\u00edceis de ver. Antigamente havia ursos, mas hoje o habitat deles na Gal\u00edcia est\u00e1 reduzido aos Ancares.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Bem-vindo \u00e0 terra do ap\u00f3stolo!<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ancares.jpg\" alt=\"Os Ancares no in\u00edcio da etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2363\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ancares.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ancares-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ancares-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ancares-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ancares (Foto cedida por Oscar Gende Villar no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De O Cebreiro a Triacastela, o trecho de montanha perfeito<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Deixamos O Cebreiro para tr\u00e1s e, por trilha ou por estrada, chegamos em menos de 3 km a Li\u00f1ares, primeira aldeia da etapa.<\/b> Com menos de 70 habitantes, a maioria dedicada \u00e0 agricultura e \u00e0 pecu\u00e1ria, essa aldeia recebe os peregrinos com a igreja dedicada a San Esteban (Santo Estevo, em galego) que, segundo acreditam, foi fundada no s\u00e9culo VIII. No passado, essa par\u00f3quia dependia do importante mosteiro de Santa Mar\u00eda do Cebreiro, ao qual forneciam linho \u2014 e \u00e9 da\u00ed que vem o nome atual da aldeia.<\/p>\n\n\n\n<p>A trilha pedonal cruza Li\u00f1ares na sa\u00edda e segue por um caminho de pedra at\u00e9 chegar primeiro ao Alto de San Roque e depois ao Alto do Poio. \u00c9 um caminho \u201cquebra-pernas\u201d, com subidas e descidas cont\u00ednuas. Tamb\u00e9m d\u00e1 para ir pela LU-633.<\/p>\n\n\n\n<p><b>O Alto de San Roque (1275 m de altitude) \u00e9 marcado por uma imponente est\u00e1tua de bronze. O escultor galego Jos\u00e9 Mar\u00eda Acu\u00f1a a fez em 1993 e procurou refletir a dureza do Caminho que os peregrinos enfrentam nestes portos.<\/b> Vestido com roupa medieval jacobea, o peregrino segura o chap\u00e9u com uma m\u00e3o para o vento n\u00e3o lev\u00e1-lo, enquanto se apoia no bord\u00e3o para continuar subindo. As vistas do entorno a partir deste ponto s\u00e3o impressionantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"772\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/estatua-santiago.jpg\" alt=\"Est\u00e1tua do peregrino no Alto de San Roque, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2365\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/estatua-santiago.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/estatua-santiago-300x226.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/estatua-santiago-768x579.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Est\u00e1tua do peregrino (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>A partir desse ponto, a descida fica um pouco \u00edngreme pelas trilhas pedonais, embora pela estrada d\u00ea para baixar de forma mais suave. Passamos por Hospital da Condesa (km 5,7),<\/b> chamado assim porque no passado havia ali um hospital dedicado a atender peregrinos, possivelmente patrocinado por algum aristocrata.<\/p>\n\n\n\n<p>De Hospital da Condesa, a trilha pedonal segue por um caminho de cascalho paralelo ao acostamento direito da rodovia e se separa dela 800 metros depois, num desvio \u00e0 direita. Esse desvio leva a Padornelo e, dali, ao Alto do Poio, onde volta a passar pela LU-633. <b>Neste trecho da subida ao Alto do Poio recomendamos fazer pela estrada, porque o piso \u00e9 muito pedregoso e a rampa final \u00e9 bem dura \u2014 s\u00f3 300 m, mas com uma inclina\u00e7\u00e3o complicada.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>O Alto do Poio, com seus 1339 metros de altitude, \u00e9 o ponto mais alto que vamos pisar em toda a travessia pela Gal\u00edcia.<\/b> Oferece uma vista realmente impressionante de todas as montanhas ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p>Do Alto do Poio a Fonfr\u00eda s\u00e3o 4 km que os caminhantes fazem pelo acostamento esquerdo da estrada. A gente cobre esse trecho r\u00e1pido, porque o perfil \u00e9 praticamente plano.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Fonfr\u00eda (km 12) \u00e9 uma aldeia pequena cujo nome vem de \u201c<i>fonte fr\u00eda<\/i>\u201d (fonte fria, em galego), em refer\u00eancia \u00e0 \u00e1gua da nascente.<\/b> No caso, ainda vemos uma fonte na entrada da aldeia que leva \u00e1gua das montanhas do Re\u00f1adoiro.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de cobrir 1 km desde Fonfr\u00eda entramos no concelho de Triacastela, e a primeira aldeia que visitamos nessa parte \u00e9 O Biduedo (km 14,3)<\/b>, onde fica uma capela simples dedicada a San Pedro. Na zona de Lugo aparecem muitas b\u00e9tulas (\u201c<i>bidueiros<\/i>\u201d em galego) nas margens dos rios \u2014 e essa aldeia, no passado, tinha muitas. Da\u00ed vem o nome.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de O Biduedo o tra\u00e7ado da estrada e a trilha pedonal se afastam, e a trilha entra pelo monte. A maior parte do trecho \u00e9 pedal\u00e1vel, mas h\u00e1 momentos em que o piso tem lascas de pedra, ent\u00e3o recomendamos cautela.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Essa montanha foi, na Idade M\u00e9dia, cen\u00e1rio de uma tradi\u00e7\u00e3o bem simb\u00f3lica contada no C\u00f3dice Calixtino.<\/b> Dizem que, na d\u00e9cima primeira etapa do c\u00f3dice, que ia de Villafranca del Bierzo a Triacastela (Aymeric ia a cavalo, cobrindo grandes dist\u00e2ncias), os peregrinos deviam escolher uma pedra nessas montanhas de Triacastela e lev\u00e1-la consigo at\u00e9 Casta\u00f1eda, onde passariam j\u00e1 na sua etapa final, que ia de Palas a Compostela. Deveriam deix\u00e1-la em Casta\u00f1eda, nos fornos de cal da aldeia, onde se preparava a argamassa para construir a catedral. Assim, cada peregrino podia contribuir, a seu modo, para levantar A Casa de Santiago.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-triacastela-300x225.jpg\" alt=\"Vistas das montanhas de Triacastela na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2366\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-triacastela-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-triacastela.jpg 667w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vistas das montanhas de Triacastela (Foto cedida por Roc\u00edo Guerrero no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Passamos pela pequena aldeia de O Filloval (km 17,3) ou O Fillobal, ou como voc\u00ea quiser chamar, porque o nome da aldeia pode ser escrito com \u201cb\u201d ou com \u201cv\u201d, com ou sem artigo\u2026 Ningu\u00e9m tem certeza da forma correta, nem em galego nem em espanhol! Depois desse curioso ponto ortogr\u00e1fico, o Caminho cruza a LU-633 para atravessar Pasantes, do outro lado da rodovia. <b>Logo antes de entrar em Triacastela passamos por Ramil, um pequeno enclave rural que guarda um tesouro natural: um grande castanheiro centen\u00e1rio.<\/b> A idade exata desta \u00e1rvore ningu\u00e9m sabe, mas acredita-se que ela pode ter uns 800 anos!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/casta\u00f1o-de-ramil.jpg\" alt=\"Castanheiro de Ramil na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2367\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/casta\u00f1o-de-ramil.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/casta\u00f1o-de-ramil-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Castanheiro de Ramil (Foto cedida por Gus Taf no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em Ramil j\u00e1 estamos praticamente \u00e0 entrada do centro urbano de Triacastela, a que chegamos por uma trilha de terra entre \u00e1rvores e \u00e1reas com vegeta\u00e7\u00e3o. Depois de entrar em Triacastela, voc\u00ea vai perceber que, nesta aldeia jacobea, o impacto do Caminho de Santiago e a aflu\u00eancia de peregrinos \u00e9 muito forte, sobretudo se visitamos entre junho e setembro.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Essa aflu\u00eancia n\u00e3o \u00e9 novidade \u2014 a peregrina\u00e7\u00e3o j\u00e1 crescia nos s\u00e9culos XII e XIII, e Triacastela j\u00e1 tinha mais peregrinos do que habitantes.<\/b> De fato, contam que no C\u00f3dice Calixtino alguns hoteleiros de Compostela chegavam a Triacastela para convencer os peregrinos a ficarem em suas pousadas quando chegassem a Santiago. Prometiam ser os melhores e reservavam uma cama em troca de pagamento, mas muitas vezes, ao chegarem, os peregrinos descobriam que a hospedagem era ruim e n\u00e3o correspondia ao combinado, al\u00e9m de cobrarem mais por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>As tentativas de fraude n\u00e3o eram toleradas \u2014 havia at\u00e9 uma pris\u00e3o para peregrinos. Ali trancavam quem fingia ser caminhante para se aproveitar da boa-f\u00e9 das pessoas e conseguir esmolas, comida ou cama de gra\u00e7a. Esse pr\u00e9dio antigo hoje est\u00e1 quase em ru\u00ednas e d\u00e1 para v\u00ea-lo antes de entrar na Plaza Mayor.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Triacastela deve o nome, supostamente, \u00e0 exist\u00eancia de tr\u00eas fortes ou castelos na regi\u00e3o<\/b> (os historiadores n\u00e3o chegam a um acordo sobre isso). Algumas pessoas dizem que o top\u00f4nimo vem do fato de ter sido um passo rumo a Castilla.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"751\" height=\"500\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monumento-peregrino-triacastela.jpg\" alt=\"Monumento ao peregrino em Triacastela na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2368\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monumento-peregrino-triacastela.jpg 751w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monumento-peregrino-triacastela-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monumento ao peregrino em Triacastela (Foto cedida por Roc\u00edo Guerrero no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 claro \u00e9 que a tradi\u00e7\u00e3o jacobea \u00e9 grande, e isso se reflete no urbanismo \u2014 a rua principal coincide com o tra\u00e7ado do Caminho e tem nomes que n\u00e3o deixam d\u00favida: r\u00faa do Peregrino e r\u00faa Santiago. <b>Al\u00e9m disso, a igreja paroquial \u00e9 dedicada ao ap\u00f3stolo, e acredita-se que o antigo hospital de peregrinos possivelmente estivesse conectado a ela.<\/b> A \u00e1bside rom\u00e2nica do templo \u00e9 conservada, embora o resto seja barroco (s\u00e9c. XVIII), e no ret\u00e1bulo-mor h\u00e1 uma grande imagem de Santiago vestido de peregrino. Na torre est\u00e1 gravado um escudo com tr\u00eas torres de castelo, o que gerou a teoria de que o nome da aldeia vem dessa representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Triacastela \u00e9 um bom lugar para descansar e tomar algo nos v\u00e1rios estabelecimentos hoteleiros que h\u00e1 por aqui. Depois, \u00e9 s\u00f3 seguir reto pela rua principal e escolher qual rota pegar para chegar a Sarria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1944\" height=\"2592\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-triacastela.jpg\" alt=\"Igreja de Triacastela na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2370\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-triacastela.jpg 1944w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-triacastela-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-triacastela-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1944px) 100vw, 1944px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Triacastela (Foto cedida por Alejandro Moreno Calvo no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Triacastela a Sarria por San Xil<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>A rota de Triacastela a Samos nasceu s\u00e9culos atr\u00e1s pela influ\u00eancia do imponente mosteiro que h\u00e1 por ali, mas a de San Xil nasceu pelo uso do bom senso.<\/b> De bike, a l\u00f3gica das dist\u00e2ncias n\u00e3o \u00e9 o que mais pesa, mas a gente sente mesmo quando caminha 5 km a mais! Ainda mais quando se anda numa orografia dura como a galega!<\/p>\n\n\n\n<p>Por San Xil a gente demora menos e, assim como na rota de Samos, atravessa uma paisagem espetacular. <b>O perfil desta rota \u00e9 mais complicado que o de Samos, porque exige maior esfor\u00e7o f\u00edsico nas rampas iniciais at\u00e9 o Alto de Riocabo e mais capacidade t\u00e9cnica na descida (se fizermos pelas trilhas pedonais).<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Para escolher esta rota voc\u00ea precisa sair de Triacastela virando \u00e0 direita no fim da rua principal. Depois de cruzar a estrada, pegamos uma pista de concreto com setas amarelas e placas indicando \u201cSan Xil\u201d. Esse trecho do Caminho \u00e9 simples e nos leva a A Balsa em cerca de 2 km, primeira aldeia desta rota.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A Balsa \u00e9 uma pequena aldeia rural onde h\u00e1 uma capela dedicada a Nossa Senhora das Neves. A visita vai ser um prel\u00fadio do que vem pela frente at\u00e9 Sarria: aldeias cheias de cor, pequenas, que preservam sua ess\u00eancia rural e tradicional ao m\u00e1ximo e n\u00e3o costumam explorar comercialmente a visita de peregrinos.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>De A Balsa a San Xil a trilha pedonal \u00e9 complicada: com \u201cpulos\u201d e pisos de pedra e terra que ficam barrentos se tiver chovido (muito comum por aqui).<\/b> Se quiser evitar esta parte, d\u00e1 para sair de A Balsa e seguir pela estrada. Pelas trilhas pedonais a vis\u00e3o da natureza \u00e9 mais selvagem, mas pela estrada as vistas tamb\u00e9m s\u00e3o lindas e d\u00e1 para aproveit\u00e1-las um pouco mais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-triacastela-san-xil.jpg\" alt=\"Caminho de Triacastela a San Xil na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2371\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-triacastela-san-xil.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-triacastela-san-xil-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-triacastela-san-xil-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caminho de Triacastela a San Xil (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>San Xil (km 25,8) \u00e9 uma aldeia pequena sem servi\u00e7os, mas o top\u00f4nimo indica que possivelmente teve um passado jacobeu marcado. O santo a que a aldeia \u00e9 dedicada \u00e9 muito importante na Fran\u00e7a, sobretudo nos lugares por onde passa o Caminho de Santiago, ent\u00e3o provavelmente a conex\u00e3o entre o lugar e a peregrina\u00e7\u00e3o vem de longe.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A subida de San Xil ao Alto de Riocabo \u00e9 feita pela estrada.<\/b> N\u00e3o \u00e9 muito dura, mas o esfor\u00e7o da etapa anterior talvez tenha deixado um certo cansa\u00e7o e vai custar um pouco mais do que o normal. <b>O Alto de Riocabo marca uma mudan\u00e7a na din\u00e2mica do percurso, porque \u00e9 ali que come\u00e7a a descida at\u00e9 Sarria.<\/b> A trilha pedonal entra no bosque por \u201c<i>corredoiras<\/i>\u201d, caminhos de terra e pedra entre grandes carvalhos ou <i>\u201ccarballos\u201d<\/i>, como dizem os locais.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Alguns trechos desta descida s\u00e3o bem complicados, incluindo o peda\u00e7o com pedras grandes dispostas quase como uma escada.<\/b> Com chuva, elas ficam escorregadias e, como \u00e9 descida, temos que aplicar nossas melhores habilidades t\u00e9cnicas. <b>Se n\u00e3o for capaz disso, o melhor \u00e9 evitar o desvio no Alto de Riocabo e continuar pela pista de concreto.<\/b> A gente vai desembocar na LU-5602 e, a partir da\u00ed, seguir pela estrada at\u00e9 Sarria ou mudar para a trilha pedonal em algum dos v\u00e1rios cruzamentos entre as duas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/subida-alto-riocabo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"769\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/subida-alto-riocabo.jpg\" alt=\"Vistas da subida ao Alto de Riocabo na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2372\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/subida-alto-riocabo.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/subida-alto-riocabo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/subida-alto-riocabo-768x577.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vistas da subida ao Alto de Riocabo (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>A pr\u00f3xima aldeia onde podemos chegar, tanto por trilha como por estrada, \u00e9 Mont\u00e1n. O Caminho n\u00e3o entra mesmo na aldeia e, a partir daqui at\u00e9 Sarria, as trilhas s\u00e3o bem mais pedal\u00e1veis do que as que nos levaram desde Triacastela.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Se voc\u00ea quiser, d\u00e1 para fazer um desvio at\u00e9 a aldeia para ver a igreja de Santa Mar\u00eda de Mont\u00e1n.<\/b> O templo \u00e9 rom\u00e2nico, simples, feito de alvenaria e ard\u00f3sia, com p\u00f3rtico na entrada onde se abre uma pequena janela por cima. No interior, destaca-se a altura da nave, que por fora parece menor. O ret\u00e1bulo-mor \u00e9 neocl\u00e1ssico (s\u00e9c. XIX).<\/p>\n\n\n\n<p>Deixando Mont\u00e1n para tr\u00e1s, continuamos pedalando em leve descida at\u00e9 Fontearcuda (km 29,6) e, dali, uma trilha de terra leva a cruzar a LU-5602 e um rio. Depois, pedalamos mais 700 metros entre campos e voltamos a desembocar na rodovia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A estrada passa pelo meio de Furela (km 31,5) apenas 500 metros depois, e ao passar por ali j\u00e1 entramos no concelho de Sarria.<\/b> Nessa pequena aldeia sem servi\u00e7os h\u00e1 uma capela simples dedicada a San Roque, pintada de branco por fora e com campan\u00e1rio de espadana na fachada principal. Depois de contornar a capela, a trilha cruza novamente a estrada e o Caminho segue paralelo a ela, distanciando-se aos poucos at\u00e9 entrar em Pint\u00edn.<\/p>\n\n\n\n<p>De Pint\u00edn (km 32,8) a Aguiada vamos primeiro por concreto e depois por uma trilha dentro do bosque. O piso pode ficar um pouco complicado, porque \u00e9 pedregoso e, se chover, fica barrento. Se n\u00e3o for o caso, sempre d\u00e1 para seguir pela LU-5602. <b>Em Aguiada (km 34,7) nos reencontramos com os peregrinos que fizeram o Caminho pela rota de Samos e vamos percorrer os pr\u00f3ximos 5 km com eles at\u00e9 chegar a Sarria.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Aguiada \u00e9 uma aldeia pequena, com menos de 50 habitantes, que tem servi\u00e7os para peregrinos e uma pequena capela rural dedicada a Nuestra Se\u00f1ora de la Asunci\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p>De Aguiada, o Caminho segue permanentemente conectado \u00e0 LU-5602, ent\u00e3o, para n\u00f3s, \u00e9 muito mais confort\u00e1vel ir pelo acostamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-san-xil.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"769\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-san-xil.jpg\" alt=\"Trecho do Caminho por San Xil na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2374\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-san-xil.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-san-xil-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/camino-san-xil-768x577.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Trecho do Caminho por San Xil (Foto cedida por Fresco Tours no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Triacastela a Sarria por Samos<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Alguns peregrinos na Idade M\u00e9dia (pense na dificuldade da \u00e9poca para cobrir cada quil\u00f4metro!) decidiam aumentar a dist\u00e2ncia do seu Caminho s\u00f3 com o prop\u00f3sito de passar pelo maravilhoso conjunto mon\u00e1stico de Samos \u2014 esse lugar devia ter algo realmente especial!<\/p>\n\n\n\n<p><b>Muitos peregrinos a p\u00e9 escolhem a rota de San Xil para evitar ao m\u00e1ximo os trechos de concreto, porque esta rota tem bastante.<\/b> Para n\u00f3s, isso pode ser uma vantagem, porque d\u00e1 para ir pela estrada com pouco tr\u00e1fego depois de ter enfrentado a etapa dif\u00edcil do dia anterior, com um perfil mais simples que o de San Xil. Al\u00e9m disso, o tra\u00e7ado por concreto n\u00e3o bloqueia a vis\u00e3o da paisagem natural incr\u00edvel que nos cerca durante todo o percurso: \u00e1rvores centen\u00e1rias t\u00edpicas do bosque atl\u00e2ntico de ribeira, como carvalhos, castanheiros e b\u00e9tulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ir por esta rota temos que virar \u00e0 esquerda no fim da rua principal de Triacastela, passando pela prefeitura (Concello) e pela Plaza de la Diputaci\u00f3n. Depois, as setas indicam voltar \u00e0 LU-633. <b>Os primeiros 4 km, at\u00e9 San Cristovo do Real, s\u00e3o feitos pela estrada, em leve descida.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse trecho por concreto pode chamar sua aten\u00e7\u00e3o o fato de que algumas partes da estrada se encaixam entre paredes verticais altas de pedra. <b>Estamos atravessando o Desfiladero de Penapartida, um lugar que, segundo a lenda, surgiu durante a peregrina\u00e7\u00e3o da Virgem a Compostela.<\/b> Quando ela chegou a essa regi\u00e3o, encontrou uma enorme rocha bloqueando o caminho e chamou dois anjos que desceram do c\u00e9u trazendo um grande raio que partiu a rocha em duas, criando esse cen\u00e1rio natural que s\u00e9culos depois foi aproveitado para construir a estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Da estrada, um desvio \u00e0 direita leva a uma trilha de cascalho em rampa forte por onde entramos na aldeia de San Cristovo. Essa pequena aldeia, com menos de 35 habitantes, parece ter parado no tempo \u2014 preserva boa parte da arquitetura popular (embora alguns exemplos estejam mais bem conservados que outros). A igreja paroquial (s\u00e9c. XVII) chama aten\u00e7\u00e3o pelo ret\u00e1bulo-mor, uma joia <i>churrigueresca<\/i> escondida no rural galego. O rio Oribio passa pelo meio da aldeia e suas margens est\u00e3o cheias de \u00e1rvores grandes. Para sair da aldeia temos que cruzar o rio por uma ponte e, em seguida, nos embrenhar no bosque por <i>corredoiras<\/i> e trilhas largas entre as \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1536\" height=\"2048\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/casa-forte-lusio.jpg\" alt=\"Casa Forte Lus\u00edo na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2392\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/casa-forte-lusio.jpg 1536w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/casa-forte-lusio-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/casa-forte-lusio-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1536px) 100vw, 1536px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Casa Forte Lus\u00edo (Foto cedida por Xacobeo no Flickr sob as seguintes condi\u00e7\u00f5es)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Durante os pr\u00f3ximos 5,5 km, de San Cristovo a San Marti\u00f1o do Real, o Caminho atravessa a natureza em estado puro.<\/b> H\u00e1 trechos com bastante \u201cpulos\u201d e piso um pouco inst\u00e1vel. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o em que esse trecho n\u00e3o \u00e9 feito perfeitamente de bike \u00e9 quando chove muito.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Saindo da aldeia de San Cristovo passamos por um albergue p\u00fablico chamado Casa de Lus\u00edo, num antigo pazo do s\u00e9culo XVI cujo \u00faltimo propriet\u00e1rio cedeu \u00e0 comunidade beneditina de Samos. Essa, por sua vez, repassou-o \u00e0 Xunta de Galicia, que come\u00e7ou a restaur\u00e1-lo em 2007 para recuperar a fun\u00e7\u00e3o hospitaleira que tinha no passado.<\/b> Hoje, as antigas salas da resid\u00eancia est\u00e3o cheias de beliches e \u00e1reas de descanso para peregrinos, restauradas de forma moderna mas respeitando a configura\u00e7\u00e3o original e os elementos construtivos, como os arcos externos, o escudo (marcado com oito vieiras) ou a grande chamin\u00e9 c\u00f4nica, instalada no mesmo ponto onde antes ficava a cozinha. O antigo pazo \u00e9 cercado por uma quinta de 15 hectares, onde h\u00e1 est\u00e1bulos, um moinho, uma forja e uma capela.<\/p>\n\n\n\n<p>O albergue tamb\u00e9m tem \u00e1reas dedicadas a exposi\u00e7\u00f5es e museu. <b>A ideia principal foi instalar ali uma exposi\u00e7\u00e3o permanente sobre Vicente V\u00e1zquez Queipo de Llano, matem\u00e1tico, f\u00edsico e pol\u00edtico nascido neste pazo em 1804.<\/b> O mais conhecido do seu legado foi o desenvolvimento das t\u00e1buas de logaritmos ainda usadas hoje, que lhe renderam um pr\u00eamio da Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Paris em 1867.<\/p>\n\n\n\n<p>Em menos de 2 km chegamos a Renche por caminhos cobertos pelas folhas das copas das \u00e1rvores, onde a luz encontra espa\u00e7o para desenhar formas caprichosas, soltar nossa imagina\u00e7\u00e3o e nos transportar para um mundo fant\u00e1stico (n\u00e3o \u00e0 toa <i>El bosque animado<\/i> se inspirou nesse bosque galego).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/bosque-samos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/bosque-samos.jpg\" alt=\"Bosque que leva a Samos na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2393\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/bosque-samos.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/bosque-samos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/bosque-samos-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caminho no bosque que leva a Samos (Foto cedida por Luca Terzaroli no Flickr sob as seguintes condi\u00e7\u00f5es)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Renche (km 26,6) fica atualmente na beira da LU-633 e \u00e9 uma pequena aldeia rural que o Papa concedeu ao mosteiro de Samos no s\u00e9culo XVI, com a condi\u00e7\u00e3o de que os monges fossem at\u00e9 l\u00e1 todos os dias levando comida e vinho para os peregrinos.<\/b> A igreja \u00e9 dedicada ao ap\u00f3stolo, embora o maior atrativo seja, sem d\u00favida, o ambiente natural magn\u00edfico em que nos embrenhamos ao sair da aldeia para cobrir os pr\u00f3ximos 2 km at\u00e9 Freituxe.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste trecho de Renche a Freituxe o piso e o perfil mudam muito, porque h\u00e1 alguns descidas por terra, pedra ou cascalho. <b>Chegamos a Freituxe (km 28,4) em subida. N\u00e3o vamos encontrar muitos servi\u00e7os na aldeia e, depois de passar por ela, nos espera a parte mais complicada desta rota, sobretudo pelo piso, com pedras soltas grandes.<\/b> \u00c9 importante redobrar o cuidado e, se quisermos evit\u00e1-la, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o \u00e9 ir direto pela estrada de Renche a San Marti\u00f1o sem passar por Freituxe. Embora, nesse caso, seria uma pena perder este ambiente natural lindo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Em San Marti\u00f1o do Real (km 29,5) voltamos a estar na beira da LU-633. A gente se aproxima cada vez mais de Samos, mas talvez valha a pena fazer uma parada na igreja dedicada a San Mart\u00edn da aldeia, se voc\u00ea curte o rom\u00e2nico rural.<\/b> Assim como a de Mont\u00e1n, na rota de San Xil, os materiais s\u00e3o simples, de alvenaria e ard\u00f3sia, e a decora\u00e7\u00e3o \u00e9 escassa. Tamb\u00e9m tem p\u00f3rtico na entrada, que reflete a dureza do clima na regi\u00e3o, onde \u00e9 preciso ter abrigo para se proteger em caso de chuva ou neve.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sa\u00edda da aldeia, a trilha pedonal cruza a estrada por uma passagem inferior e, depois, uma placa e setas amarelas indicam o cruzamento (sem faixa para pedestres) da LU-5601. Por uma trilha entre \u00e1rvores, com piso irregular e perfil \u201cquebra-pernas\u201d, chegamos a Samos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Antes de entrar em Samos, o Caminho nos leva a um ponto mais alto, de onde d\u00e1 para apreciar vistas espetaculares do mosteiro antes de chegar ao destino.<\/b> De l\u00e1 descemos de forma pronunciada at\u00e9 o centro urbano. Se voc\u00ea for pela estrada, entra na aldeia pelo norte e as vistas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o boas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasteiro-samos.jpg\" alt=\"Vistas do mosteiro de Samos na etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2394\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasteiro-samos.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasteiro-samos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasteiro-samos-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasteiro-samos-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vistas do mosteiro de Samos na chegada \u00e0 aldeia (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em Samos (km 31), vamos encontrar todos os servi\u00e7os e d\u00e1 para fazer uma pausa para curtir o mosteiro maravilhoso, que tem quase 1500 anos de vida mon\u00e1stica, interrompida apenas por um curto per\u00edodo no s\u00e9culo XIX. <b>O mosteiro de San Juli\u00e1n de Samos teve muita influ\u00eancia pol\u00edtica, social e espiritual na sua regi\u00e3o mais pr\u00f3xima e em escala maior.<\/b> Por ali passaram intelectuais importantes e reis, alguns deles ligados \u00e0 peregrina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>As origens deste mosteiro remontam ao s\u00e9culo VI, quando San Mart\u00edn de Dumio promoveu o assentamento de um grupo de monges nesse lugar inexplorado entre montanhas.<\/b> San Mart\u00edn Dumiense foi um bispo e te\u00f3logo nascido na Hungria que, depois de visitar os Santos Lugares no Oriente, chegou a ser bispo de Braga. Sua influ\u00eancia foi t\u00e3o grande que conseguiu mudar a religi\u00e3o oficial dos suevos do arianismo para o catolicismo e estimulou as pessoas simples a abandonarem os cultos herdados da \u00e9poca romana e se aproximarem do cristianismo. Os mosteiros fundados sob suas ordens se regiam por regras de origem hispano-visigoda, como a desenvolvida por San Fructuoso um s\u00e9culo antes no Bierzo, ou a que San Isidoro escreveu em Sevilha. Ao longo dos s\u00e9culos, a Igreja decidiu unificar as regras, substituindo todas elas pela beneditina de Cluny, num processo que terminou no s\u00e9culo XII.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasterio-san-xulian-samos.jpg\" alt=\"P\u00e1tio do padre Feijo\u00f3 no mosteiro de Samos, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2395\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasterio-san-xulian-samos.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasterio-san-xulian-samos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/monasterio-san-xulian-samos-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1tio dedicado ao padre Feijo\u00f3 no mosteiro de Samos (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Essa mudan\u00e7a aconteceu em Samos no s\u00e9culo X, quando eliminaram a Regra de San Fructuoso pela regra beneditina do \u201c<i>ora et labora<\/i>\u201d.<\/b> Pela conex\u00e3o entre a reforma cluniacense e o Caminho de Santiago, e tamb\u00e9m pela liga\u00e7\u00e3o com a Coroa, o mosteiro foi ganhando cada vez mais import\u00e2ncia. <b>No s\u00e9culo XVI chegou seu momento de maior esplendor: nesse s\u00e9culo, oito futuros bispos e grandes intelectuais religiosos sa\u00edram das suas paredes.<\/b> Um deles foi o padre Benito Feijo\u00f3, que promoveu a ilustra\u00e7\u00e3o na Espanha e foi um dos primeiros a escrever ensaios na pen\u00ednsula, incluindo alguns controversos como <i>En defensa de las mujeres<\/i>, que reivindicava a igualdade num s\u00e9culo em que a situa\u00e7\u00e3o estava muito longe de ser igualit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><b>No s\u00e9culo XIX, o ambiente de paz e intelectualidade do mosteiro mudou drasticamente quando ele se transformou num hospital onde foram atendidos feridos durante a Guerra da Independ\u00eancia.<\/b> Mais tarde, com a Desamortiza\u00e7\u00e3o, os monges tiveram de sair do edif\u00edcio, mas puderam voltar ao lugar 24 anos depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, esse conjunto magn\u00edfico continua ocupado por monges que seguem \u201crezando e trabalhando\u201d, incluindo o servi\u00e7o <a aria-label=\"Visite o site Abadiadesamos para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.abadiadesamos.com\/seccion\/106\/Hospederia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">de hospedaria para peregrinos<\/a> dentro do mosteiro. Por se tratar de um monumento hist\u00f3rico-art\u00edstico, h\u00e1 um <a aria-label=\"Visite o site Abadiadesamos para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.abadiadesamos.com\/seccion\/116\/Porteria-y-Visitas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hor\u00e1rio para visitas tur\u00edsticas<\/a> que recomendamos consultar um dia antes para organizar a chegada a Samos quando estiver aberto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portada-san-xulian-samos.jpg\" alt=\"Fachada da igreja San Xuli\u00e1n de Samos, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2396\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portada-san-xulian-samos.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portada-san-xulian-samos-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/portada-san-xulian-samos-768x511.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fachada da igreja San Xuli\u00e1n de Samos (Foto cedida por Emilio no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Apesar das origens antigas, a maior parte do que vemos hoje vem do Renascimento e do Neoclassicismo (s\u00e9c. XV-XVIII), dos \u201ctempos de ouro\u201d do mosteiro.<\/b> \u00c9 curioso que, embora tudo tenha sido feito de forma monumental e com grandes dimens\u00f5es, ainda assim se procurou manter certa sobriedade. Por isso a decora\u00e7\u00e3o \u00e9 escassa. <b>Do conjunto, destacam-se principalmente quatro partes: a igreja, os claustros, a biblioteca e a chamada Capela do Cipreste.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>A fachada da igreja est\u00e1 sem duas torres que nunca chegaram a ser constru\u00eddas \u2014 por isso parece um pouco \u201cachatada\u201d. Tem uma escadaria externa que vale a pena guardar na mem\u00f3ria, porque vai lembrar a catedral de Compostela.<\/p>\n\n\n\n<p><b>No interior do mosteiro h\u00e1 quatro claustros \u2014 um deles \u00e9 o maior da Espanha.<\/b> \u00c9 dedicado ao padre Feijo\u00f3 e, no centro, uma grande escultura do artista Francisco Asorey, um dos renovadores da escultura do s\u00e9culo XX, representa o religioso segurando grandes livros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Claustro-de-las-nereidas.jpg\" alt=\"Claustro das Nereidas no mosteiro de Samos, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2397\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Claustro-de-las-nereidas.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Claustro-de-las-nereidas-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Claustro-de-las-nereidas-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Claustro das Nereidas no mosteiro de Samos (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>O outro claustro \u00e9 o das Nereidas, chamado assim porque uma fonte barroca no seu centro representa quatro ninfas mitol\u00f3gicas segurando uma ta\u00e7a.<\/b> Contam como anedota que um cantero do s\u00e9culo XVI decidiu pregar uma pe\u00e7a nos visitantes, gravando num hier\u00f3glifo a frase \u201cQue \u00e9 que voc\u00ea est\u00e1 olhando, bobo?\u201d numa das chaves dos arcos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A Capela do Cipreste fica um pouco separada do conjunto. \u00c9 bem mais antiga (s\u00e9c. IX) e o nome vem da \u00e1rvore centen\u00e1ria que se ergue monumentalmente ao lado de uma das paredes.<\/b> O cipreste traz uma marca preta caracter\u00edstica, resultado de um raio que caiu direto nele durante uma tempestade. A capela, nas suas origens, deve ter sido uma cela mon\u00e1stica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-del-cipres.jpg\" alt=\"Capela do Cipreste perto do mosteiro de Samos, etapa de o cebreiro a sarria\" class=\"wp-image-2398\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-del-cipres.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-del-cipres-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/capilla-del-cipres-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capela do Cipreste perto do mosteiro de Samos (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao sair de Samos, as setas do Caminho nos guiam para continuar pelo acostamento da estrada e, depois, por uma trilha entre o rio Sarria e a LU-633. A trilha se abre em alguns pontos, criando \u00e1reas de descanso \u00e0 beira do rio \u2014 \u00e9 um lugar muito bom para parar um pouco, se a gente n\u00e3o tiver feito isso em Samos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Pouco mais de 1 km depois de Samos veremos \u00e0 direita Teigu\u00edn (km 32,8), uma pequena aldeia \u00e0 beira da estrada. Depois de passar por ali, uma placa jacobea vertical indica um desvio em subida \u00e0 esquerda que deixa a LU-633 para entrar no bosque.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo o desvio, voltamos a nos juntar aos peregrinos da rota de San Xil em Aguiada, alternando trechos de terra com concreto enquanto seguimos o curso do Sarria. Se preferir ir um pouco mais direto, d\u00e1 para seguir pela LU-633. Em 9 km voc\u00ea chega ao fim da etapa, alternando subidas e descidas com poucos \u201cpulos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Se pegarmos o desvio, come\u00e7amos uma subida bem forte por concreto at\u00e9 Pascais (km 33,9) e, dali, descemos um pouco at\u00e9 ver um pequeno riacho onde fica a igreja de Santalla ou Santa Eulalia de Pascais<\/b>, outro exemplo de constru\u00e7\u00e3o rom\u00e2nica escondida no rural galego. De tudo o que foi feito no s\u00e9culo XII ainda se preservam a \u00e1bside, o muro norte e uma das portas; o resto \u00e9 barroco. O que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a qualidade do ret\u00e1bulo-mor; se voc\u00ea tiver a chance, vale a pena conferir.<\/p>\n\n\n\n<p>Contornamos a igreja por uma <i>corredoira<\/i> entre \u00e1rvores e chegamos a Gorolfe, onde voltamos a pegar uma pista de concreto que leva a atravessar o rio Sarria. Depois de cruz\u00e1-lo, continuamos alternando trilha e concreto para passar por Sivil (km 39,8), de onde ficamos bem perto de Calvor e nos juntamos aos outros peregrinos em Aguiada (km 41,5).<\/p>\n\n\n\n<p>De Aguiada temos, assim como na outra rota, 5,5 km at\u00e9 chegar a Sarria. D\u00e1 para cobri-los pela trilha pedonal, que na maior parte segue colada \u00e0 estrada, ou pedalar diretamente pela LU-5602.<\/p>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-o-cebreiro-a-sarria-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Etapas do Caminho Franc\u00eas de bicicleta<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 1: Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/saint-jean-pied-de-port-a-roncesvalles-de-bicicleta\/\">De Saint Jean Pied de Port a Roncesvalles de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 2: De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-roncesvalles-a-pamplona-de-bicicleta\/\">De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 3: De Pamplona a Estella de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-pamplona-a-estella-de-bicicleta\/\">De Pamplona a Estella de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 4: De Estella a Logro\u00f1o de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-estella-a-logrono-de-bicicleta\/\">De Estella a Logro\u00f1o de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 5: De Logro\u00f1o a Santo Domingo de la Calzada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-logrono-a-santo-domingo-de-la-calzada-de-bicicleta\/\">De Logro\u00f1o a Santo Domingo de la Calzada de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 6: De Santo Domingo de la Calzada a Burgos de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-santo-domingo-de-la-calzada-a-burgos-de-bicicleta\/\">De Santo Domingo de la Calzada a Burgos de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 7: De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-burgos-a-carrion-de-los-condes-de-bicicleta\/\">De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 8: De Carri\u00f3n de los Condes a Le\u00f3n de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-carrion-de-los-condes-a-leon-de-bicicleta\/\">De Carri\u00f3n de los Condes a Le\u00f3n de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 9: De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-leon-a-astorga-de-bicicleta\/\">De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 10: De Astorga a Ponferrada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta\/\">De Astorga a Ponferrada de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 11: De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta\/\">De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><b>De O Cebreiro a Sarria de bicicleta<\/b><\/li>\n<\/ol>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados t\u00e9cnicos da etapa De O Cebreiro a Sarria de bicicleta \u00e9 a etapa em que a gente sente uma mudan\u00e7a profunda de comunidade. 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