{"id":32494,"date":"2026-04-19T19:33:55","date_gmt":"2026-04-19T18:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tournride.com\/?p=32494"},"modified":"2026-04-19T19:33:56","modified_gmt":"2026-04-19T18:33:56","slug":"de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta\/","title":{"rendered":"Etapa 11: De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados t\u00e9cnicos da etapa<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia at\u00e9 Santiago: <\/b><\/span>202 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia da etapa: <\/b><\/span>52 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Tempo estimado: <\/b><\/span>5 &#8211; 7 horas<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00ednima: <\/b><\/span>480 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00e1xima:<\/b><\/span> 1302 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dificuldade:<\/b> <\/span>Muito alta<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Lugares de interesse:<\/b> <\/span>Cacabelos, Villafranca del Bierzo, O Cebreiro<\/li>\n\n\n\n<li><b><span style=\"color: #308ec5;\">Itiner\u00e1rio no Google Maps: <\/span><\/b>Para ver o percurso no Google Maps clique <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 11: De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.6392193,-7.0886186,10z\/data=!3m1!4b1!4m2!6m1!1s1kcRVZa1EjSDGFvH7Kqn47e4IShU?hl=es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Etapa-11.jpg\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3359\" height=\"1995\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Etapa-11.jpg\" alt=\"Mapa da etapa de Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta no Caminho Franc\u00eas\" class=\"wp-image-2409\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Etapa-11.jpg 3359w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Etapa-11-300x178.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Etapa-11-768x456.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Etapa-11-1024x608.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3359px) 100vw, 3359px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta \u00e9 a d\u00e9cima primeira etapa do Caminho Franc\u00eas, e tem duas partes bem diferentes. <b>A primeira vai da sa\u00edda de Ponferrada at\u00e9 Las Herrer\u00edas (km 44); nesse trecho a trilha pedonal pode ser feita perfeitamente de bike.<\/b> Voc\u00ea atravessa o Valle del Bierzo por caminhos largos de terra, rodovias locais e pistas de concreto. Tamb\u00e9m d\u00e1 para ir pela estrada, pela LE-713 at\u00e9 Villafranca del Bierzo e depois pela N-VI e a NA-006A at\u00e9 Las Herrer\u00edas.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A segunda parte come\u00e7a em Las Herrer\u00edas, e a\u00ed \u00e9 a hora de mudar a marcha.<\/b> Para quem n\u00e3o cruzou os Pireneus, a subida de bike at\u00e9 O Cebreiro vai ser, sem d\u00favida, a rampa mais dura de todo o Caminho Franc\u00eas. H\u00e1 sinaliza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para ciclistas, porque alguns trechos ficam muito complicados. S\u00f3 recomendamos ir pelo tra\u00e7ado tradicional se voc\u00ea for ciclista experiente. Em geral, \u00e9 muito melhor fazer o percurso inteiro pela estrada: primeiro pela CV-125\/1 at\u00e9 La Laguna, e depois por uma pista asfaltada que cruza a fronteira em uma altitude maior do que a trilha pedonal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Hora de reduzir a marcha e ir com calma\u2026 Hoje a gente atravessa os Ancares!<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ancares.jpg\" alt=\"Os Ancares na etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2412\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ancares.jpg 800w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ancares-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ancares-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os Ancares (Foto cedida por Anlopelope no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Perfil e rota principal da etapa<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><b>A sa\u00edda de Ponferrada pode ficar um pouco longa, como costuma acontecer nas cidades.<\/b> Por isso, na Tournride a gente prop\u00f5e uma variante mais simples pela estrada. Basta cruzar o puente del Castillo e pegar a segunda sa\u00edda na rotat\u00f3ria da Plaza Portales. Seguindo reto pela Avenida Asturias, voc\u00ea cruza mais cinco rotat\u00f3rias e passa por baixo da N-VI. Na rotat\u00f3ria depois da passagem inferior, vire \u00e0 esquerda \u2014 \u00e9 assim que se chega a Columbrianos. Se voc\u00ea preferir ir pelo tra\u00e7ado jacobeu tradicional, siga o tra\u00e7o verde em <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 11: De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.6392193,-7.0886186,10z\/data=!3m1!4b1!4m2!6m1!1s1kcRVZa1EjSDGFvH7Kqn47e4IShU?hl=es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nosso mapa da etapa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em Columbrianos, voc\u00ea tem que virar \u00e0 esquerda por uma rua que sai na diagonal, logo antes da passagem pedonal que atravessa a rodovia no meio da vila.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguimos por pistas asfaltadas at\u00e9 chegar a Camponaraya (km 7).<\/b> Pela estrada que atravessa a vila, passamos por alguns galp\u00f5es industriais e, depois de cruzar uma rotat\u00f3ria, pegamos uma via de concreto \u00e0 esquerda, que leva ao fim da rodovia, ao lado de uma adega.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma inclina\u00e7\u00e3o bem leve, seguimos por essa via de concreto, deixando uma \u00e1rea de descanso atr\u00e1s, \u00e0 esquerda. Cruzamos a A-6 por uma passagem superior e, depois, fazemos um trecho muito bonito de quase 3 km por uma pista de terra larga entre vinhedos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim chegamos a Cacabelos (km 16), que atravessamos de leste a oeste para sair pela ponte de pedra sobre o rio C\u00faa. A ponte leva direto \u00e0 LE-713, que a gente segue em leve subida at\u00e9 Pieros, um povoado pequeno \u00e0 direita da rodovia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Continuamos pela LE-713 depois de sair de Pieros e, em cerca de 2 km, a estrada fica cheia de sinaliza\u00e7\u00f5es mistas. Algumas indicam uma bifurca\u00e7\u00e3o \u00e0 direita, outras mandam seguir reto.<\/b> S\u00e3o duas op\u00e7\u00f5es diferentes para chegar a Villafranca del Bierzo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Se voc\u00ea segue pela direita, continua subindo por uma pista asfaltada durante 300 metros e, depois, passa para uma pista de terra larga \u00e0 esquerda. Esse perfil \u00e9 bem comprido, com pequenos \u201cpulos\u201d, at\u00e9 Valtuille de Arriba \u2014 e dali, em dire\u00e7\u00e3o sudoeste, por caminhos de terra e cascalho, chega-se a Villafranca del Bierzo.<\/li>\n\n\n\n<li>Se voc\u00ea segue reto, continua pela LE-713 durante 2 km em descida, at\u00e9 um desvio \u00e0 direita em formato de trilha (preste aten\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o tem placa!). Depois de 1,5 km por essa trilha, chega-se ao ponto de jun\u00e7\u00e3o das duas rotas, na entrada de Villafranca del Bierzo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><b>Qualquer uma das duas op\u00e7\u00f5es pode ser feita de bike. A primeira troca a rodovia por uma paisagem mais natural, mas o perfil \u00e9 irregular e o piso \u00e9 de terra. Pela estrada, voc\u00ea faz 2 km tranquilos at\u00e9 o desvio, e como a altitude \u00e9 baixa quase n\u00e3o precisa pedalar forte.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-bierzo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1536\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-bierzo.jpg\" alt=\"Vinhedos do Bierzo na etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2416\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-bierzo.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-bierzo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-bierzo-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vi\u00f1edos-bierzo-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vinhedos do Bierzo (Foto cedida por malditofriki no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Em Villafranca del Bierzo (km 24) a din\u00e2mica da etapa muda bastante. O perfil segue sendo muito razo\u00e1vel at\u00e9 Las Herrer\u00edas (km 44), mas n\u00e3o se passa mais por vias secund\u00e1rias ou trilhas \u2014 vai pela N-VI.<\/b> A trilha pedonal segue por um caminho estreito \u00e0 esquerda da estrada asfaltada, mas d\u00e1 para ir pelo acostamento. A N-VI tem pouco tr\u00e1fego hoje em dia, porque a A-6 \u00e9 a via mais usada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a A-6 tamb\u00e9m vai nos acompanhar durante todo o trajeto at\u00e9 a subida dos Ancares. Vamos cruz\u00e1-la v\u00e1rias vezes por baixo do seu enorme viaduto. <b>Passamos por quatro povoados pela N-VI: Pereje (km 29), Trabadelo (33,5) e La Portela de Valcarce (38). Depois de passar pelo grande posto de servi\u00e7o de La Portela de Valcarce, pegamos o desvio \u00e0 esquerda da N-VI, que indica Vega de Valcarce. Deixamos a nacional \u00e0 direita e pegamos a regional (N-006A), que passa bem na beira do rio Valcarce.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo pela N-006A, passamos por Ambasmestas (km 39) e Vega de Valcarce (40,5). <b>A regional desemboca de novo na N-VI, e \u00e9 a\u00ed que se entra em Ruitel\u00e1n (42,5).<\/b> Depois de cruzar Ruitel\u00e1n, seguimos por mais 200 metros pela nacional, mas depois de algumas curvas j\u00e1 se v\u00ea a sinaliza\u00e7\u00e3o do desvio \u00e0 esquerda pela CV-125\/1, por onde se entra em Las Herrer\u00edas.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Que comece a parte boa! A gente coloca o maior pinh\u00e3o e as menores coroas e se prepara para encarar a parte mais dura do Caminho Franc\u00eas, junto com o cruce de los Pirineos.<\/b> Uma coisa \u00e9 certa: toda a paisagem desta etapa vai ficar para sempre na sua mem\u00f3ria, \u00e9 um ambiente natural que mostra tons diferentes em cada \u00e9poca do ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro.jpg\" alt=\"Subida a O Cebreiro na etapa de Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" class=\"wp-image-2418\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Subida a O Cebreiro (Foto cedida por Miguel Vicente Mart\u00ednez Juan no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Pela CV-125\/1, uma pista asfaltada em bom estado, come\u00e7amos a subir de Las Herrer\u00edas com rampas em torno de 10%.<\/b> Em 2 km se chega a um ponto onde aparece uma marca\u00e7\u00e3o pintada no ch\u00e3o, com sinaliza\u00e7\u00e3o diferente para pedestres e ciclistas. A gente tem que seguir reto, sem pegar a trilha de terra. <b>O percurso fica mais longo, mas com piso melhor \u2014 e, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, tem rampas menos acentuadas do que a trilha pedonal.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguindo pela estrada, com rampas entre 7 e 25%, chegamos a um ponto onde a rodovia se bifurca. Aqui voc\u00ea escolhe entre seguir reto e entrar em La Faba (km 47,5) ou virar \u00e0 direita para ir direto a La Laguna (km 50).<\/b> Lembre-se: se decidir ir a La Faba, vai ter que pegar a trilha pedonal depois para chegar a La Laguna. Ela \u00e9 mais pedal\u00e1vel que a anterior, mas \u00e9 estreita, com piso pedregoso e rampas m\u00e9dias de 15%. S\u00f3 lendas como John Tomac subiriam o percurso inteiro sem descer da bike!<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em Laguna de Castilla a gente se despede de Castilla y Le\u00f3n \u2014 este \u00e9 o \u00faltimo povoado que visitamos nessa comunidade. Talvez por isso o nome ficou gravado na sua topon\u00edmia!<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de La Laguna, as setas jacobeias indicam que a gente tem que seguir uma trilha que sai \u00e0 esquerda da pista asfaltada.<\/b> Os caminhantes fazem os \u00faltimos 900 metros de subida por essa trilha, at\u00e9 chegar ao marco provincial com a Gal\u00edcia, marcado por um grande moj\u00f3n com o s\u00edmbolo do Caminho. <b>A trilha \u00e9 bem larga, mas o piso \u00e9 complicado. Para a gente \u00e9 muito mais f\u00e1cil seguir reto pela pista asfaltada.<\/b> Se voc\u00ea quiser ver o marco da fronteira, d\u00e1 para deixar a bike e fazer um trechinho de 100 metros para descer at\u00e9 ele e voltar logo em seguida.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois desse ponto, s\u00f3 faltam 1 km para o final da etapa: O Cebreiro.<\/b> Essa vila linda e tradicional recebe a gente com a melhor sopa reconstituinte do mundo. Se o Popeye tivesse conhecido o caldo galego, nunca teria provado espinafre!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1303\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/palloza-cebreiro.jpg\" alt=\"Palloza em O Cebreiro, fim da etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2419\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/palloza-cebreiro.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/palloza-cebreiro-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/palloza-cebreiro-768x489.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/palloza-cebreiro-1024x652.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Palloza em O Cebreiro (Foto cedida por Jim Anzalone no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Conselhos pr\u00e1ticos<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>Ponferrada \u00e9 o ponto de partida do Caminho para muitos ciclistas \u2014 \u00e9 a dist\u00e2ncia m\u00ednima para conseguir a Compostela! Se voc\u00ea decidir come\u00e7ar o Caminho em Ponferrada, a gente te ajuda a chegar l\u00e1:<\/b><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00d4nibus: Ponferrada \u00e9 ponto de passagem da A-6, a autoestrada que conecta a Gal\u00edcia com Madri. \u00c9 um ponto muito importante de tr\u00e1fego rodovi\u00e1rio, ent\u00e3o n\u00e3o tem dificuldade para chegar de \u00f4nibus. Para ver todas as conex\u00f5es de Ponferrada voc\u00ea pode consultar <a aria-label=\"Visite o site Checkmybus para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.checkmybus.es\/ponferrada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Checkmybus<\/a>, embora a empresa que oferece mais hor\u00e1rios e itiner\u00e1rios seja a <a aria-label=\"Visite o site Alsa para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.alsa.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alsa<\/a>.<\/li>\n\n\n\n<li>Trem: h\u00e1 v\u00e1rias conex\u00f5es de trem, porque Ponferrada \u00e9 um entroncamento ferrovi\u00e1rio importante. Se voc\u00ea quer mais velocidade, tem que ir at\u00e9 Le\u00f3n, mas n\u00e3o vai ter dificuldade para achar uma boa rota. O melhor \u00e9 consultar o <a aria-label=\"Visite o site Renfe para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.renfe.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site da Renfe<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 aeroporto em Ponferrada; o mais pr\u00f3ximo fica em Le\u00f3n. N\u00e3o esque\u00e7a que voc\u00ea tamb\u00e9m pode usar empresas como <a aria-label=\"Visite o site Blablacar para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.blablacar.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blablacar<\/a> para compartilhar carro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, voc\u00ea j\u00e1 sabe que na Tournride deixamos as bikes no dia anterior ao in\u00edcio da sua viagem, no seu alojamento em Ponferrada (ou na loja SEUR, que fica <a aria-label=\"Visite o site Goo.gl para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/goo.gl\/maps\/RtvAzJQZkbn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>, mas lembre que ela fecha nos fins de semana). Tamb\u00e9m podemos <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Transferencia De Bagagem\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/gestao-de-reservas\/transferencia-de-bagagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">levar sua bagagem extra at\u00e9 o final do Caminho<\/a>, para voc\u00ea n\u00e3o ter que carregar peso a mais!<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>A sa\u00edda pedonal de Ponferrada pode ficar complicada<\/b> (rota verde no nosso mapa da Tournride). Recomendamos seguir o itiner\u00e1rio que desenhamos para simplificar, e que inclu\u00edmos na rota vermelha.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>Em Ponferrada come\u00e7a um Caminho jacobeu declarado oficialmente em 2016: El Camino de Invierno (o Caminho de Inverno).<\/b> Por causa das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas muito duras na regi\u00e3o dos Ancares e de Lugo, esse itiner\u00e1rio \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para entrar na Gal\u00edcia quando est\u00e1 nevando forte. Ele vai em dire\u00e7\u00e3o sul e entra pela Ourense, passando pela maravilhosa \u00e1rea da Ribeira Sacra. Conecta-se com a V\u00eda de la Plata (que come\u00e7a em Sevilla) em A Laxe, muito perto de Santiago de Compostela.<\/li>\n\n\n\n<li>Se voc\u00ea faz essa rota no ver\u00e3o, lembre-se que de Las Herrer\u00edas at\u00e9 La Laguna de Castilla n\u00e3o vai encontrar nenhum tipo de servi\u00e7o, porque provavelmente n\u00e3o vai passar por La Faba. <b>\u00c9 muito importante levar \u00e1gua com voc\u00ea durante a subida!<\/b><\/li>\n\n\n\n<li>Esta etapa \u00e9 feita na maior parte do tempo por rodovias nacionais ou regionais. Isso ajuda a manter uma boa velocidade sem nenhum tipo de perigo, porque elas n\u00e3o t\u00eam muito tr\u00e1fego. Mesmo assim, sempre recomendamos usar os elementos de seguran\u00e7a adequados e tomar as medidas preventivas necess\u00e1rias.<\/li>\n\n\n\n<li><b>Aqui vai um resumo das recomenda\u00e7\u00f5es para subir O Cebreiro de bike:<\/b> 1) Preste aten\u00e7\u00e3o ao itiner\u00e1rio para ciclistas que marcamos no <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 11: De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.6392193,-7.0886186,10z\/data=!3m1!4b1!4m2!6m1!1s1kcRVZa1EjSDGFvH7Kqn47e4IShU?hl=es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mapa<\/a>, que \u00e9 diferente do pedonal.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea deve subir bem devagar; n\u00e3o h\u00e1 nenhuma rampa suave onde d\u00ea para ir mais lento, ent\u00e3o se for\u00e7ar demais no come\u00e7o, o final pode virar agonia. Se manter uma subida constante, voc\u00ea chega sem problema.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><b>O Cebreiro \u00e9 um lugar muito pequeno para final de etapa. Mesmo tendo muitos servi\u00e7os para peregrinos, no ver\u00e3o voc\u00ea pode encontrar muita gente.<\/b> Nesse caso, saiba que em Li\u00f1ares (3 km mais adiante, seguindo o mesmo caminho) tem um albergue. Ele n\u00e3o tem muitas vagas, ent\u00e3o se quer garantir, d\u00e1 para subir at\u00e9 Piedrafita do Cebreiro. N\u00e3o pertence exatamente ao Caminho Franc\u00eas, mas tem muito mais servi\u00e7os e fica a cerca de 3,5 km a mais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Itiner\u00e1rio detalhado e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-art\u00edstico<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Nesta etapa de Ponferrada a O Cebreiro combinamos o percurso por uma paisagem natural de beleza extrema, como o Valle del Bierzo e a subida aos Ancares, com a passagem por povoados cheios de charme e patrim\u00f4nio jacobeu, como Cacabelos ou Villafranca del Bierzo, \u201ca pequena Compostela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo caminho, tamb\u00e9m visitamos v\u00e1rias aldeias rurais onde as pessoas, a gastronomia e a arquitetura popular v\u00e3o mudando aos poucos, deixando as ra\u00edzes castelhanas para tr\u00e1s e ficando mais parecidas com o que a Gal\u00edcia nos reserva.<\/p>\n\n\n\n<p>Terminamos em O Cebreiro, uma vila onde, segundo a lenda, est\u00e1 guardado o Santo Graal \u2014 um s\u00edmbolo muito importante, presente na bandeira da Gal\u00edcia. Em O Cebreiro, certamente vamos encontrar um lugar para descansar entre suas grandes pallozas e paisagens maravilhosas\u2026 Todo mundo quer aproveitar os p\u00f4r do sol e os amanheceres!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><strong>Bem-vindo \u00e0 Gal\u00edcia, faltam s\u00f3 150 km para Santiago!<\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-real-o-cebreiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-real-o-cebreiro.jpg\" alt=\"Igreja de Santa Maria la Real em O Cebreiro, etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2420\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-real-o-cebreiro.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-real-o-cebreiro-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santa-maria-real-o-cebreiro-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Santa Maria la Real em O Cebreiro (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Ponferrada a Cacabelos\u2026 ponte a ponte, a gente se deixa levar pela correnteza!<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Para sair de Ponferrada temos duas op\u00e7\u00f5es.<\/b> A mais f\u00e1cil \u00e9 ir pelo Puente del Castillo e, ao chegar \u00e0 rotat\u00f3ria, pegar a segunda sa\u00edda para seguir reto por mais 5 rotat\u00f3rias. Depois de passar por baixo da N-VI, vemos outra rotat\u00f3ria e, virando \u00e0 esquerda, j\u00e1 entramos em Columbrianos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 a rota tradicional e, por isso, n\u00e3o tem sinaliza\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Na Tournride a gente prop\u00f5e esse caminho porque sabe que sair de uma cidade grande pode ser confuso de bike. <b>Mas, se voc\u00ea preferir o tra\u00e7ado exatamente jacobeu, tamb\u00e9m mostramos como fazer.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda tradicional atravessa o Puente de la Puebla e depois vira \u00e0 direita pela Av. Huertas del Sacramento, que termina em uma rotat\u00f3ria. A gente vira \u00e0 direita e cruza a pr\u00f3xima rotat\u00f3ria, deixando \u00e0 direita o Museu de la Energ\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p><b>O Museu de la Energ\u00eda, tamb\u00e9m chamado de \u201cLa F\u00e1brica de la Luz\u201d, \u00e9 um espa\u00e7o educativo e cient\u00edfico sobre a produ\u00e7\u00e3o de energia.<\/b> Fica no pr\u00e9dio onde foi constru\u00edda a primeira central t\u00e9rmica de toda a Espanha. Anos depois, uma pesquisa provou que durante a cerim\u00f4nia de inaugura\u00e7\u00e3o, em 1949, houve uma tentativa de atentado com o objetivo de matar Franco. Nos anos 70 a central fechou e foi constru\u00edda outra, chamada Compostilla II, bem ao lado do Sil e t\u00e3o pr\u00f3xima da primeira, que ainda funciona hoje.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/museo-de-la-energia.jpg\" alt=\"Museu de la Energ\u00eda em Ponferrada, etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2421\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/museo-de-la-energia.jpg 800w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/museo-de-la-energia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/museo-de-la-energia-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Museu de la Energ\u00eda (Foto cedida por Ene.Museo no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Deixamos o museu \u00e0 direita e viramos \u00e0 esquerda na rotat\u00f3ria, entrando em Compostilla.<\/b> Embora existam ind\u00edcios de ocupa\u00e7\u00e3o anterior, o povoado surgiu a partir da constru\u00e7\u00e3o de casas feita pela Endesa para os trabalhadores da central t\u00e9rmica. O nome deriva de Compostela, o que prova que \u00e9 uma passagem jacobeia. No centro da vila h\u00e1 uma igreja paroquial do s\u00e9culo XX, cercada por um parque.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao sair de Compostilla pela rua Cabo de Finisterre, cruzamos a N-VI por uma passagem subterr\u00e2nea e depois viramos \u00e0 esquerda para chegar a Columbrianos. Na Rua Real, vamos nos juntar aos peregrinos que decidiram sair de Ponferrada pela rota mais simples, que propomos na Tournride.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Columbrianos \u00e9 uma localidade com cerca de 1400 habitantes dedicados principalmente \u00e0 agricultura \u2014 especialmente flores, vinho e alface.<\/b> O Caminho n\u00e3o cobre toda a localidade: desvia pelo centro urbano e continua a oeste pela rua San Blas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por uma pista de concreto entre terras de cultivo passamos por Fuentes Nuevas e, em poucos metros, chegamos \u00e0 rua principal de Camponaraya (que se conecta \u00e0 LE-713).<\/p>\n\n\n\n<p><b>Camponaraya \u00e9 o resultado da uni\u00e3o de dois povoados diferentes: Campo e Naraya \u2014 este \u00faltimo o mais antigo. Se uniram no s\u00e9culo XV, quando Naraya j\u00e1 tinha hospitais para peregrinos.<\/b> Seguindo pela rua principal, cruzamos uma rotat\u00f3ria e, na pr\u00f3xima, pegamos uma rua de concreto que sai \u00e0 esquerda, logo ao lado de uma adega. Subimos em uma rampa m\u00e9dia at\u00e9 chegar a um cruzamento superior da A-6 e desembocamos em uma pista de terra confort\u00e1vel e bem larga, entre vinhedos.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a de ambiente \u00e9 muito agrad\u00e1vel: a gente deixa o tr\u00e1fego para tr\u00e1s e atravessa os bel\u00edssimos vinhedos do Bierzo. O caminho sobe e desce v\u00e1rias vezes, mas \u00e9 suave. Cruzamos a rodovia com cuidado e, por uma pista de concreto, entramos em Cacabelos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Cacabelos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"686\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Cacabelos.jpg\" alt=\"Cacabelos na etapa de Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" class=\"wp-image-2425\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Cacabelos.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Cacabelos-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Cacabelos-768x515.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cacabelos (Foto cedida por Rufino Lasaosa no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Cacabelos (km 16) \u00e9 um dos maiores centros que visitamos hoje. Deixamos \u00e0 direita a sede do Consejo Regulador da D.O. de El Bierzo e, pela rua Santa Mar\u00eda, entramos no enclave monumental, cujo centro nevr\u00e1lgico fica \u00e0 direita do rio C\u00faa.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Embora existam poucos vest\u00edgios de assentamentos do Paleol\u00edtico na margem do rio, a funda\u00e7\u00e3o da Cacabelos que conhecemos hoje tem origem romana. Era chamada de Bergidum Flavium, mas, depois da queda do Imp\u00e9rio e do desaparecimento do reino visigodo, o territ\u00f3rio ficou quase despovoado. No s\u00e9culo X a vila aparece pela primeira vez com o nome de Cacabelos, embora a origem da topon\u00edmia ainda n\u00e3o seja clara.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Cacabelos tem a curiosidade hist\u00f3rica de ter estado, do s\u00e9culo XII ao XIX, sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do arcebispo de Santiago de Compostela.<\/b> Antes, essa posi\u00e7\u00e3o pertencia \u00e0 diocese de Astorga, mas em 1108 Diego Gelm\u00edrez, arcebispo de Santiago e grande promotor da catedral, mandou construir a igreja de Santa Mar\u00eda em Cacabelos \u2014 o que deixou o bispo de Astorga furioso, porque estava mexendo no territ\u00f3rio dele. No fim, o rei deu raz\u00e3o a Gelm\u00edrez\u2026 Naquele momento, o arcebispo de Compostela tinha muito poder!<\/p>\n\n\n\n<p><b>A igreja de Santa Mar\u00eda ainda est\u00e1 de p\u00e9 e fica ao lado da plaza mayor, no centro da vila.<\/b> Ainda conserva a abside rom\u00e2nica, mas o resto \u00e9 do s\u00e9culo XVI. A torre, bem imponente, no meio da fachada, \u00e9 do s\u00e9culo XX, mas foi constru\u00edda seguindo as formas rom\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na mesma rua Santa Mar\u00eda tamb\u00e9m passamos pela capela de San Roque. O templo foi dedicado a esse santo no s\u00e9culo XVI, por causa da grande epidemia que Cacabelos sofreu naquela \u00e9poca \u2014 aparentemente, o santo tinha propriedades de prote\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a.<\/b> O templo abriga o Museo Parroquial de Cacabelos, que exibe arte sacra do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n\n\n\n<p>A rua pedonal desemboca na ponte sobre o rio C\u00faa. H\u00e1 provas de que na \u00e9poca medieval j\u00e1 existia uma ponte no mesmo lugar, o que tornou Cacabelos uma parada obrigat\u00f3ria no Caminho de Santiago.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de cruz\u00e1-la, seguimos em frente deixando o albergue municipal \u00e0 direita. Ele tem uma configura\u00e7\u00e3o curiosa, porque \u00e9 organizado em quartos para duas pessoas no p\u00e1tio da igreja de la Virgen de las Angustias, cercando o templo completamente.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Deixamos Cacabelos para tr\u00e1s seguindo pela LE-713 em subida suave. J\u00e1 passamos os primeiros 16 km da etapa entre a ponte de Ponferrada e a de Cacabelos; entre vinhedos vamos chegar a Villafranca e, depois, a margem do rio Valcarce vai nos guiar direto at\u00e9 a fronteira com a Gal\u00edcia\u2026 Estamos quase l\u00e1, peregrinos!<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-cacabelos.jpg\" alt=\"Ponte de Cacabelos na etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2426\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-cacabelos.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-cacabelos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/puente-cacabelos-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ponte de Cacabelos (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>De Cacabelos a Villafranca del Bierzo, \u201ca pequena Compostela\u201d<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Depois de 2 km em subida, chegamos a Pieros, um povoado pequeno \u00e0 direita da rodovia. Saindo da vila, s\u00f3 200 m depois, vemos um desvio \u00e0 direita e v\u00e1rias sinaliza\u00e7\u00f5es pintadas na rodovia.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Como o tra\u00e7ado tradicional segue o curso da LE-713 \u2014 que para caminhantes pode ser desconfort\u00e1vel e perigoso \u2014 surgiu essa rota alternativa. Ela se desvia pelo norte, passando por Valtuille de Arriba, e depois se conecta de novo ao caminho tradicional antes de entrar em Villafranca.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Os dois caminhos s\u00e3o totalmente pedal\u00e1veis; a diferen\u00e7a de dist\u00e2ncia \u00e9 de apenas 1,5 km.<\/b> O que passa pelo desvio \u00e9 mais longo e, portanto, um pouco mais dif\u00edcil. Sobe durante alguns metros e depois segue por caminhos de terra e cascalho, com um perfil cheio de pulinhos intermitentes e suaves. O da rodovia \u00e9 muito mais simples, porque depois do desvio a LE-713 segue em descida durante 2 km at\u00e9 uma trilha \u00e0 direita que conecta com a rota alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Poucos metros depois de se reunir novamente, a pista de terra vira uma pista de concreto, que pegamos para entrar em Villafranca del Bierzo.<\/b> Esse lugar deve seu nascimento e desenvolvimento ao Caminho de Santiago e \u00e0 proximidade com a Gal\u00edcia (da qual fez parte durante muito tempo) \u2014 o que faz com que suas tradi\u00e7\u00f5es e festas populares deixem as ra\u00edzes leonesas para tr\u00e1s e fiquem mais parecidas com as galegas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que a Ordem de Cluny criou um mosteiro no s\u00e9culo XI entre essas montanhas para ajudar os peregrinos, outras ordens come\u00e7aram a fazer o mesmo, e o lugar acabou tendo muitos hospitais e servi\u00e7os: farm\u00e1cias, templos, leprosarios, lojas etc. De fato, aqui se estabeleceram muitos <i>comerciantes e empres\u00e1rios francos<\/i> \u2014 da\u00ed vem o nome: \u201c<i>villa francorum<\/i>\u201d. Os monges de Cluny tamb\u00e9m foram os primeiros a plantar uva nesta \u00e1rea, um produto caracter\u00edstico e distintivo do Bierzo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Assim que entramos na vila, vemos \u00e0 esquerda a igreja de Santiago. Desde o s\u00e9culo XII, este templo tem o privil\u00e9gio de ser o \u00fanico, junto com a catedral de Santiago, que pode conceder o Jubileu.<\/b> Peregrinos doentes que n\u00e3o conseguem chegar a Santiago recebem o perd\u00e3o aqui, e sua peregrina\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada conclu\u00edda \u2014 por isso chamam Villafranca de \u201ca pequena Compostela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-villafranca.jpg\" alt=\"Igreja de Santiago em Villafranca del Bierzo na etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2427\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-villafranca.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-villafranca-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/iglesia-santiago-villafranca-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Santiago em Villafranca del Bierzo (Foto cedida por Javier Perez no Flickr sob as seguintes <em><a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a><\/em>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A igreja \u00e9 dedicada ao ap\u00f3stolo e tem arquitetura simples: uma \u00fanica nave coberta por ab\u00f3bada de ber\u00e7o e complementada por uma abside semicircular que se abre s\u00f3 em tr\u00eas v\u00e3os. <b>Essa simplicidade contrasta com a enorme qualidade escult\u00f3rica das suas portas, especialmente a Puerta del Perd\u00f3n.<\/b> Assim como a da catedral de Compostela, essa porta s\u00f3 abre nos anos jubilares para os peregrinos doentes que a cruzam. Uma coisa \u00e9 certa: \u00e9 preciso ter percorrido no m\u00ednimo 150 km para ganhar a indulg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguindo reto pela rua de pedra, com piso desconfort\u00e1vel para ciclistas, encontramos a fachada do Castillo del Bierzo.<\/b> Essa constru\u00e7\u00e3o quadrangular, feita principalmente de alvenaria, foi constru\u00edda no s\u00e9culo XVI e foi concebida como um pal\u00e1cio fortificado. Tem quatro torres, onde est\u00e3o esculpidos os bras\u00f5es da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo pela rodovia contornamos o castelo e viramos \u00e0 direita. Logo depois, uma placa indica o desvio para uma ladeira pedonal que leva ao centro hist\u00f3rico da vila.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Por essa rua de pedra passamos pela frente da C\u00e2mara Municipal do Bierzo e do Convento dos Padres Pa\u00fales.<\/b> Esses religiosos chegaram ao convento em 1899 (antes ele era habitado por jesu\u00edtas), mas h\u00e1 7 anos abandonaram o edif\u00edcio por falta de demanda para seus estudos seminaristas. Desde ent\u00e3o, \u00e9 gerido pela C\u00e2mara de Villafranca. Em uma das suas alas fica o Museo de Ciencias Naturales, com esp\u00e9cies dissecadas, principalmente aves. Parte do edif\u00edcio tamb\u00e9m funciona como albergue para peregrinos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Continuamos pela rua Alameda Baja, deixando os belos jardins da avenida \u00e0 direita. Depois de fazer a curva \u00e0 esquerda, vemos a Colegiata de Santa Mar\u00eda de Cluniaco.<\/b> Esse edif\u00edcio monumental \u00e9 fruto da superposi\u00e7\u00e3o de amplia\u00e7\u00f5es desde o s\u00e9culo XII, quando os monges de Cluny se instalaram neste vale entre montanhas para fundar um ponto de apoio aos peregrinos \u2014 a origem de Villafranca del Bierzo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ordem de Cluny, que surgiu na Fran\u00e7a, criou uma rede de mosteiros para fomentar a peregrina\u00e7\u00e3o e ajudar os caminhantes na viagem a Santiago, com o apoio da coroa. A rede de grandes centros que eles criaram transformou a peregrina\u00e7\u00e3o jacobeia no que ela \u00e9 hoje, e funcionou como centros difusores do rom\u00e2nico \u2014 fazendo, pela primeira vez, um estilo arquitet\u00f4nico ser usado em toda a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o resta nada dessa f\u00e1brica rom\u00e2nica inicial no convento, porque no s\u00e9culo XIV a peregrina\u00e7\u00e3o entrou em um momento de deteriora\u00e7\u00e3o e o lugar foi abandonado. Dois s\u00e9culos depois, decidiu-se transformar o mosteiro em colegiada, reconstruindo-o por completo. Por isso, o edif\u00edcio monumental que vemos hoje \u00e9 do Renascimento, e se destaca a variedade das coberturas usadas nos diferentes espa\u00e7os do templo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Deixando a Colegiata para tr\u00e1s, seguimos pela rua e cruzamos a ponte sobre o rio Burbia, saindo de Villafranca del Bierzo.<\/b><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Seguimos pela N-VI at\u00e9 a margem do Valcarce e chegamos ao p\u00e9 dos Ancares, em Las Herrer\u00edas<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de Villafranca, a trilha pedonal segue o curso da N-VI por um caminho de concreto. Para a gente vai ser muito mais confort\u00e1vel seguir pelo acostamento da rodovia. Vamos cobrir os quil\u00f4metros rapidinho, e o perfil \u00e9 muito simples!<\/b> Desde que a autoestrada foi constru\u00edda, a nacional n\u00e3o tem muito tr\u00e1fego e passa pelas grandes encostas do Bierzo, um verdadeiro mar verde. No outono d\u00e1 para ver as \u00e1rvores pintadas de v\u00e1rias cores, do amarelo ao vermelho e verde\u2026 Um espet\u00e1culo da natureza!<\/p>\n\n\n\n<p>Na sa\u00edda de Villafranca, a estrada faz uma curva \u00e0 esquerda para conectar com a N-VI. Bem no ponto de jun\u00e7\u00e3o, \u00e0 direita, a artista Raquel Montero desenvolveu no final de 2016 sua interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica <a aria-label=\"Visite o site Raquelmontero para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.raquelmontero.com\/instalacion-el-bosque-azul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cEl bosque azul\u201d<\/a>. Em uma \u00e1rea que tinha sido queimada em 2015, ela pintou as \u00e1rvores escuras com um azul forte, transformando uma paisagem desolada em algo m\u00e1gico.<\/p>\n\n\n\n<p><b>J\u00e1 na N-VI, seguimos pelo acostamento direito durante 3 km at\u00e9 chegar a Pereje, um povoado pequeno com um bar aberto. Para entrar na vila tem que sair na entrada, sen\u00e3o a gente passa direto.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguimos por mais 4,5 km at\u00e9 Trabadelo, um povoado com cerca de 400 habitantes.<\/b> Se escutarmos algu\u00e9m falando, vamos perceber o qu\u00e3o perto estamos da fronteira, porque muitos falam galego. Esta parte do Bierzo tem a hist\u00f3ria muito ligada \u00e0 Gal\u00edcia \u2014 e voc\u00ea vai sentir isso cada vez mais \u00e0 medida que se aproxima da comunidade independente do ap\u00f3stolo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de Trabadelo \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o, porque logo depois de passar sob o viaduto da A-6 temos que pegar uma trilha de terra que nos leva de volta \u00e0 N-VI. Se formos r\u00e1pido demais, passamos direto do desvio!<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pereje.jpg\" alt=\"Pereje na etapa de Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta\" class=\"wp-image-2429\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pereje.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pereje-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pereje-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pereje-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pereje (Foto cedida por Bill Bereza no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>De volta \u00e0 nacional, cruzamos de novo o viaduto da A-6 e passamos em frente ao posto de servi\u00e7o de Valcarce.<\/b> Esse \u00e9 um ponto de parada m\u00edtico para caminhoneiros e motoristas no trajeto da Gal\u00edcia ao centro da Espanha; est\u00e1 aberto h\u00e1 muitos anos, servindo a todo mundo que para por ali. Na parte de baixo tem uma loja com produtos t\u00edpicos do Bierzo, onde se compram verdadeiras iguarias.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de passar pelo posto de servi\u00e7o, vemos \u00e0 esquerda da N-VI La Portela de Valcarce.<\/b> Essa vila se chama assim porque no passado funcionava como uma esp\u00e9cie de \u201cporta\u201d que se abria ou fechava aos viajantes para cobrar (ou n\u00e3o) um imposto aos donos daquelas terras. Alfonso VI acabou suprimindo esses ped\u00e1gios ao ver que havia muitos abusos, porque esse ponto era chave para a comunica\u00e7\u00e3o do noroeste com o resto da pen\u00ednsula.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Voltamos \u00e0 N-VI e, alguns metros depois, \u00e9 hora de prestar aten\u00e7\u00e3o. Temos que abandonar a N-VI pegando o desvio \u00e0 esquerda que indica \u201cVega de Valcarce\u201d.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>Trocamos a via nacional pela regional. Pela N-006A, uma estrada bem menos transitada que segue o curso do rio Valcarce, continuamos at\u00e9 Ruitel\u00e1n, passando por v\u00e1rios povoados jacobeus.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>O primeiro que visitamos \u00e9 Ambasmestas, um povoado tranquilo que tem uma f\u00e1brica de conservas e uma queijaria bem antiga, do final do s\u00e9culo XIX. Depois continuamos at\u00e9 Vega de Valcarce.<\/b> Essa vila \u00e9 a maior que vamos encontrar at\u00e9 o fim da etapa. Se voc\u00ea ainda n\u00e3o comprou nada para comer ou n\u00e3o tem \u00e1gua suficiente, recomendamos parar em alguma das lojas para se abastecer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-medium is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vega-valcarce-300x225.jpg\" alt=\"Vega de Valcarce na etapa de Ponferrada a O Cebreiro\" class=\"wp-image-2431\" style=\"width:451px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vega-valcarce-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vega-valcarce.jpg 718w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vega de Valcarce (Foto cedida por calafellvalo no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>A vila de Vega de Valcarce \u00e9 ladeada por dois castelos, sendo o de Serrac\u00edn o mais importante.<\/b> Fica em altitude mais alta, entre as montanhas que se erguem \u00e0 margem do rio Valcarce. O nome vem do conde que o possu\u00eda, chamado Sarracino. Foi provavelmente constru\u00eddo no s\u00e9culo X, embora a maior parte do que resta hoje seja do s\u00e9culo XIV e n\u00e3o esteja inteiramente preservada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Vega de Valcarce tamb\u00e9m h\u00e1 um antigo moinho no rio, restaurado h\u00e1 pouco tempo. \u00c9 do s\u00e9culo XIX e tem s\u00f3 um piso. Ainda conserva a maquinaria que se movia gra\u00e7as \u00e0 corrente de \u00e1gua que passava embaixo do pr\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00edmos de Vega de Valcarce pela pista de concreto at\u00e9 desembocar na N-VI. Em poucos metros chegamos a Ruitel\u00e1n, que tem a rodovia como rua principal. A igreja de San Juan fica nessa rua, com constru\u00e7\u00e3o inicial do s\u00e9culo XIII restaurada no XVIII.<\/p>\n\n\n\n<p><b>O mais especial da igreja de San Juan \u00e9 a capela de San Froil\u00e1n, \u00e0 direita da principal.<\/b> Segundo a lenda, esse santo terminou os estudos religiosos no s\u00e9culo IX e teve uma crise espiritual. Decidiu se retirar para uma caverna nas montanhas do Bierzo para viver como eremita \u2014 e, ali\u00e1s, acredita-se que a localiza\u00e7\u00e3o atual da capela \u00e9 onde ficava sua caverna natural. Depois de um longo per\u00edodo de isolamento, San Froil\u00e1n resolveu provar sua conex\u00e3o com Deus enchendo a boca com brasas. Como n\u00e3o se queimou, decidiu encerrar o retiro e dedicou muitos anos a pregar pela regi\u00e3o do Bierzo e da Gal\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixamos Ruitel\u00e1n para tr\u00e1s pela N-VI e, em cerca de 900 metros, a rodovia faz uma curva bem fechada \u00e0 direita. Antes de chegar, temos que abandonar a nacional por uma pista de concreto que aparece \u00e0 esquerda, seguindo a margem do rio. Em menos de 500 metros chegamos a Las Herrer\u00edas\u2026 Esse \u00e9 o nosso ponto de partida para a subida a O Cebreiro!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Entramos nos Ancares\u2026 a gente tem que subir O Cebreiro de bike<\/b><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Las Herrer\u00edas \u00e9 um povoado bonito, de configura\u00e7\u00e3o alongada, ao p\u00e9 das montanhas, na margem esquerda do rio das Lamas.<\/b> Entramos na vila cruzando o rio por uma ponte de origem romana, de um \u00fanico arco, restaurada h\u00e1 pouco. Las Herrer\u00edas deve seu desenvolvimento e o nome nada original \u00e0 sua tradi\u00e7\u00e3o de ferreiros. <b>No passado havia quatro forjas neste lugar, que trabalhavam com metais das montanhas mais pr\u00f3ximas, o que tornou o local um importante ponto de com\u00e9rcio.<\/b> Uma delas foi preservada com todas as ferramentas no pr\u00e9dio chamado A Casa do Ferreiro.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de Las Herrer\u00edas j\u00e1 d\u00e1 para notar que a inclina\u00e7\u00e3o aumenta de forma razo\u00e1vel. Come\u00e7amos a subir agora!<\/b> O piso nos acompanha: \u00e9 uma pista de concreto em bom estado (CV-125\/1). Na sa\u00edda da vila a pista se bifurca em duas e temos que seguir pela direita, em dire\u00e7\u00e3o a La Faba. Um quil\u00f4metro depois, o caminho pedonal e o cicl\u00e1vel se separam, com sinaliza\u00e7\u00f5es pintadas diferentes no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A gente tem que continuar pela pista de concreto, que vai aumentando a rampa.<\/b> N\u00e3o h\u00e1 rampas planas nem trechos de descanso na subida. \u00c9 constante at\u00e9 chegar a La Faba; a inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa que varia, com trechos entre 7% e 25%. O melhor \u00e9 ajustar coroas e pinh\u00f5es e tentar manter uma velocidade lenta mas constante na subida. Se for\u00e7armos demais nos primeiros quil\u00f4metros, pode ser que no final a gente tenha que descer da bike.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro-2.jpg\" alt=\"Subida a O Cebreiro, final da etapa de Ponferrada a O Cebreiro de bike\" class=\"wp-image-2432\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro-2.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/subida-o-cebreiro-2-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Subida a O Cebreiro (Foto cedida por Miguel Vicente Mart\u00ednez Juan no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Poucos carros cruzam essa rodovia, ent\u00e3o o tr\u00e2nsito n\u00e3o deve atrapalhar. Subimos durante 2 km, at\u00e9 aparecer um desvio bem fechado \u00e0 direita.<\/b> As placas no concreto recomendam aos ciclistas virar \u00e0 direita para ir direto a La Laguna, sem parar em La Faba \u2014 e aqui na Tournride a gente aconselha fazer o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea ignorar a recomenda\u00e7\u00e3o e seguir reto, uma curva fechada leva a La Faba; e, dali, a \u00fanica sa\u00edda \u00e9 seguir pelas trilhas pedonais ou voltar ao mesmo ponto do desvio. A trilha pedonal \u00e9 inclinada, com piso perigoso e tamb\u00e9m bem largo, ent\u00e3o \u00e9 bem prov\u00e1vel que voc\u00ea tenha que descer da bike e empurr\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Se pegar o desvio fechado \u00e0 direita, continuamos subindo pela pista CV-125\/1. A rampa vai suavizando aos poucos, mas o cansa\u00e7o que j\u00e1 temos tamb\u00e9m pesa. Em cerca de 3,5 km chegamos a Laguna de Castilla, \u00faltimo povoado dessa comunidade. Estamos a 1165 metros de altitude e faltam s\u00f3 2,5 km para chegar a O Cebreiro e entrar em Lugo. Se quiser, voc\u00ea pode aproveitar as vistas espetaculares dessa pequena vila de apenas 25 habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Assim que a gente sai de La Laguna, um moj\u00f3n jacobeu indica o desvio para uma trilha de terra e pedra que aparece \u00e0 esquerda. Apesar de n\u00e3o haver sinaliza\u00e7\u00f5es diferentes desta vez, recomendamos seguir pela pista de concreto.<\/b> A trilha de terra que marca a passagem da fronteira tem piso muito ruim, com pedras grandes, e mesmo sendo bem larga n\u00e3o tem nenhum tipo de prote\u00e7\u00e3o para evitar quedas pela encosta da montanha. Se continuarmos pela estrada, fazemos o mesmo itiner\u00e1rio em paralelo, mas em altitude maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de alguns quil\u00f4metros chegamos \u00e0 fronteira. Na pista n\u00e3o h\u00e1 nenhuma sinaliza\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 uma pequena trilha que leva ao caminho pedonal, onde h\u00e1 um grande moj\u00f3n marcando o limite provincial com os s\u00edmbolos do Caminho. Se quiser, voc\u00ea pode descer da bike para v\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouqu\u00edssimos metros depois, finalmente entramos em O Cebreiro. Nesse ponto a gente percebe a mudan\u00e7a radical de paisagens, arquiteturas e pessoas que experimentamos em uma \u00fanica etapa\u2026 Bem-vindo \u00e0 Gal\u00edcia!<\/p>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-ponferrada-a-o-cebreiro-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Etapas do Caminho Franc\u00eas de bicicleta<\/b><\/span><\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 1: Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/saint-jean-pied-de-port-a-roncesvalles-de-bicicleta\/\">De Saint Jean Pied de Port a Roncesvalles de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 2: De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-roncesvalles-a-pamplona-de-bicicleta\/\">De Roncesvalles a Pamplona de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 3: De Pamplona a Estella de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-pamplona-a-estella-de-bicicleta\/\">De Pamplona a Estella de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 4: De Estella a Logro\u00f1o de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-estella-a-logrono-de-bicicleta\/\">De Estella a Logro\u00f1o de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 5: De Logro\u00f1o a Santo Domingo de la Calzada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-logrono-a-santo-domingo-de-la-calzada-de-bicicleta\/\">De Logro\u00f1o a Santo Domingo de la Calzada de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 6: De Santo Domingo de la Calzada a Burgos de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-santo-domingo-de-la-calzada-a-burgos-de-bicicleta\/\">De Santo Domingo de la Calzada a Burgos de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 7: De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-burgos-a-carrion-de-los-condes-de-bicicleta\/\">De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 8: De Carri\u00f3n de los Condes a Le\u00f3n de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-carrion-de-los-condes-a-leon-de-bicicleta\/\">De Carri\u00f3n de los Condes a Le\u00f3n de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 9: De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-leon-a-astorga-de-bicicleta\/\">De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 10: De Astorga a Ponferrada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta\/\">De Astorga a Ponferrada de bicicleta<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><b>De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta<\/b><\/li>\n<\/ol>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados t\u00e9cnicos da etapa De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta \u00e9 a d\u00e9cima primeira etapa do Caminho Franc\u00eas, e tem duas partes bem diferentes. A primeira vai da sa\u00edda de Ponferrada at\u00e9 Las Herrer\u00edas (km 44); nesse trecho a trilha pedonal pode ser feita perfeitamente de bike. Voc\u00ea atravessa o Valle del Bierzo por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32489,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rank_math_title":"De Ponferrada a O Cebreiro: Etapa 11","rank_math_description":"De Ponferrada a O Cebreiro de bicicleta: etapa 11 do Caminho Franc\u00eas, 52 km pelo Bierzo e entrada na Gal\u00edcia por Villafranca del Bierzo.","rank_math_focus_keyword":"de ponferrada a o cebreiro","rank_math_canonical_url":"","rank_math_facebook_title":"","rank_math_facebook_description":"","rank_math_facebook_image":"","rank_math_twitter_title":"","rank_math_twitter_description":"","rank_math_twitter_image":"","rank_math_twitter_card_type":"","rank_math_twitter_use_facebook":"","rank_math_robots":["index"],"rank_math_advanced_robots":[],"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[4561],"tags":[],"class_list":["post-32494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-etapas-do-caminho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32494"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32496,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32494\/revisions\/32496"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}