{"id":32478,"date":"2026-04-19T19:17:13","date_gmt":"2026-04-19T18:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tournride.com\/?p=32478"},"modified":"2026-04-19T19:17:14","modified_gmt":"2026-04-19T18:17:14","slug":"de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta\/","title":{"rendered":"Etapa 10: De Astorga a Ponferrada de bicicleta"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados t\u00e9cnicos da etapa<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia at\u00e9 Santiago: <\/b><\/span>256 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dist\u00e2ncia da etapa: <\/b><\/span>54 km<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Tempo estimado: <\/b><\/span>5 &#8211; 6 horas<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00ednima: <\/b><\/span>510 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Altitude m\u00e1xima:<\/b><\/span> 1052 m<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Dificuldade:<\/b> <\/span>Alta<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #308ec5;\"><b>Lugares de interesse:<\/b> <\/span>Castrillo de los Polvazares, Rabanal del Camino, Cruz de Ferro, Molinaseca, Ponferrada<\/li>\n\n\n\n<li><b><span style=\"color: #308ec5;\">Itiner\u00e1rio no Google Maps: <\/span><\/b>Para ver o percurso no Google Maps clique <a aria-label=\"Ver o mapa detalhado da etapa: Etapa 10: De Astorga a Ponferrada de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.google.es\/maps\/@42.5051296,-6.5745754,10z\/data=!3m1!4b1!4m2!6m1!1s12yNLaIhfoDR__TJPviIfx6F9x2M?hl=es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/E10-Astorga-Ponferrada.jpg\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3300\" height=\"2230\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/E10-Astorga-Ponferrada.jpg\" alt=\"Mapa da etapa 10 do Caminho Franc\u00eas de bicicleta de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2239\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/E10-Astorga-Ponferrada.jpg 3300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/E10-Astorga-Ponferrada-300x203.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/E10-Astorga-Ponferrada-768x519.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/E10-Astorga-Ponferrada-1024x692.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3300px) 100vw, 3300px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>De Astorga a Ponferrada de bicicleta \u00e9 a d\u00e9cima etapa do Caminho Franc\u00eas, e tem uma dificuldade maior do que as anteriores. <b>Em compensa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea atravessa paisagens espetaculares e visita um dos marcos mais ic\u00f4nicos do Caminho: a Cruz de Ferro (1502 m)<\/b>. A LE-142 \u00e9 a nossa espinha dorsal durante praticamente toda a jornada, com trilhas pedonais paralelas em muitos trechos. Como em alguns pontos esses caminhos ficam perigosos, recomendamos evitar as setas jacobeias e seguir pela rodovia. A gente analisa cada trecho em detalhe mais abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sa\u00edda de Astorga a subida \u00e9 cont\u00ednua, mas suave, sobretudo nos primeiros 20 km. Ao chegar em Rabanal del Camino, a rampa fica mais firme at\u00e9 a Cruz de Ferro. S\u00e3o cerca de 8,6 km com inclina\u00e7\u00f5es m\u00e9dias entre 4 e 5,5%.<\/p>\n\n\n\n<p><b>De Astorga a Manjar\u00edn, as trilhas pedonais ainda s\u00e3o razo\u00e1veis para ciclistas, embora em alguns pontos seja necess\u00e1rio descer da bike. De Manjar\u00edn a Molinaseca, recomendamos fortemente ir pela rodovia<\/b>, especialmente nos trechos antes de El Acebo de San Miguel e em Molinaseca \u2014 ali as trilhas ficam muito perigosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela rodovia, voc\u00ea curte vistas incr\u00edveis e s\u00f3 precisa prestar aten\u00e7\u00e3o ao tr\u00e2nsito, porque aparecem algumas curvas e o tr\u00e1fego \u00e9 de m\u00e3o dupla. A descida \u00e9 forte, entre 3,5 e 14%.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Se voc\u00ea seguir as instru\u00e7\u00f5es certas, n\u00e3o tem motivo para come\u00e7ar esta etapa com medo do que vem pela frente.<\/b> \u00c9 uma das jornadas mais especiais do Caminho, porque leva a ambientes naturais espetaculares \u2014 e basta pegar os itiner\u00e1rios alternativos em alguns pontos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Abaixo damos mais detalhes do percurso. E, como sempre, na Tournride a gente deseja o melhor do Caminho a voc\u00ea.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/amanecer-cruz-ferro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1389\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/amanecer-cruz-ferro.jpg\" alt=\"Amanhecer na Cruz de Ferro na etapa de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2219\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/amanecer-cruz-ferro.jpg 2048w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/amanecer-cruz-ferro-300x203.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/amanecer-cruz-ferro-768x521.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/amanecer-cruz-ferro-1024x695.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Amanhecer na Cruz de Ferro (Foto cedida por Gus Taf no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Perfil e rotas principais da etapa<\/h3>\n\n\n\n<p>Sa\u00edmos de Astorga pela rua San Pedro, que leva a uma rotat\u00f3ria onde atravessamos a N-VI e pegamos a rodovia que vai nos acompanhar durante toda a etapa: a LE-142. Pelo acostamento ou pela pista de concreto paralela, cruzamos a A-6 por uma passagem superior em 1,7 km e, em mais cerca de 1,5 km, chegamos a Murias de Rechivaldo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na entrada de Murias de Rechivaldo, o caminho jacobeu vira \u00e0 esquerda e abandona a LE-142. Como a trilha \u00e9 larga e de piso firme, d\u00e1 para ir por qualquer dos dois lados.<\/b> Se voc\u00ea seguir s\u00f3 pela estrada, passa por Castrillo de los Polvazares, um povoado-rua curioso declarado Conjunto Hist\u00f3rico-Art\u00edstico em 1980 e considerado um dos lugares mais bonitos da Maragater\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Do cruzamento da LE-142 com o caminho de sa\u00edda de Murias de Rechivaldo at\u00e9 Rabanal del Camino, d\u00e1 para ir por uma estrada local estreita ou pela trilha de saibro paralela a ela.<\/b> O perfil continua muito simples, com uma descida quase impercept\u00edvel \u2014 a inclina\u00e7\u00e3o normal n\u00e3o passa de 3%.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de Rabanal, a trilha jacobeia deixa a LE-142 pela esquerda e cruza a rodovia de novo 1 km depois. Recomendamos fazer esse trecho pela estrada<\/b>, porque no final aparecem degraus e o piso \u00e9 muito pedregoso.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Daqui em diante, a rampa endurece com m\u00e9dia de 5%. Seguindo pela rodovia, chegamos primeiro a Foncebad\u00f3n (km 26).<\/b> Ao ver a placa de entrada da vila, as setas jacobeias mandam sair da estrada para atravessar o povoado. Nesse caso, <b>as trilhas que cruzam Foncebad\u00f3n e percorrem 1,2 km cercadas de montanhas s\u00e3o largas e d\u00e1 para pedalar perfeitamente.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Voltando para a rodovia, seguimos subindo por mais 600 m at\u00e9 chegar \u00e0 m\u00edtica Cruz de Ferro, onde \u2014 seguindo a tradi\u00e7\u00e3o jacobeia \u2014 cada peregrino deixa aos p\u00e9s dela uma pedra que carregou durante toda a peregrina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Cruz-de-Ferro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Cruz-de-Ferro.jpg\" alt=\"Cruz de Ferro, marco ic\u00f4nico da etapa de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2220\" style=\"width:767px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Cruz-de-Ferro.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Cruz-de-Ferro-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Cruz-de-Ferro-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cruz de Ferro (Foto cedida por Rub\u00e9n Ojeda na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Da Cruz de Ferro a Manjar\u00edn, onde fica a Encomienda Templaria de Tom\u00e1s \u2014 um dos personagens mais famosos do Caminho Franc\u00eas \u2014, s\u00e3o apenas 2,3 km pelo acostamento ou pela trilha de terra \u00e0 direita.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de Manjar\u00edn come\u00e7a uma das descidas mais intensas de todo o Caminho Franc\u00eas. S\u00e3o cerca de 17,5 km at\u00e9 Molinaseca.<\/b> A trilha pedonal acompanha a LE-142, mas em alguns pontos se afasta por caminhos largos onde d\u00e1 para se perder entre as montanhas. <b>H\u00e1 ciclistas que insistem em seguir pelos tra\u00e7ados jacobeus, mas na Tournride recomendamos fortemente fazer esta parte da etapa pela rodovia.<\/b> Mesmo para ciclistas experientes e com boa t\u00e9cnica, em certos momentos a gente divide a trilha com caminhantes, o que pode gerar acidentes. Algumas trilhas s\u00e3o estreitas, com piso pedregoso, rampa forte e, muitas vezes, beirando precip\u00edcios. Um combinado arriscado.<\/p>\n\n\n\n<p>A LE-142 atravessa El Acebo de San Miguel e continua descendo com m\u00e9dia pr\u00f3xima de 9% negativos, passando pelo norte de Riego de Ambr\u00f3s at\u00e9 chegar a Molinaseca (km 45,7 da etapa). <b>Fazer esse trecho pela rodovia pode ser uma experi\u00eancia incr\u00edvel, porque as vistas s\u00e3o espetaculares.<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/anochecer-en-el-acebo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/anochecer-en-el-acebo.jpg\" alt=\"Entardecer em El Acebo na etapa de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2223\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/anochecer-en-el-acebo.jpg 960w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/anochecer-en-el-acebo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/anochecer-en-el-acebo-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Entardecer em El Acebo. Foto cedida por Jorge Ga\u00f1\u00e1n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Ao chegar a Molinaseca, atravessamos o rio Meruelo pela bela ponte de pedra do povoado e seguimos pela rodovia ou pela trilha paralela at\u00e9 Ponferrada.<\/b> Na entrada de Ponferrada, a trilha pedonal segue por uma cal\u00e7ada bem larga.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Chegar ao centro de Ponferrada \u00e9 muito simples<\/b>: o caminho leva direto \u00e0 grande avenida do Castelo e, quando a gente v\u00ea a ponte cruzando o rio Sil, vira \u00e0 direita para passar junto ao majestoso castelo da cidade e desembocar na Plaza del Ayuntamiento.<\/p>\n\n\n\n<p><b>No geral, a etapa \u00e9 complicada, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma das mais lembradas pelos peregrinos de bicicleta.<\/b> S\u00f3 recomendamos extremo cuidado na descida de Manjar\u00edn a Molinaseca e levar equipamentos refletivos e de ilumina\u00e7\u00e3o se o tempo piorar, para n\u00e3o ter sustos com carros na LE-142.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Calle-principal-del-acebo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Calle-principal-del-acebo.jpg\" alt=\"Sombra de peregrino na rua principal de El Acebo\" class=\"wp-image-2224\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Calle-principal-del-acebo.jpg 960w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Calle-principal-del-acebo-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Calle-principal-del-acebo-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sombra de peregrino em El Acebo. Foto cedida por Jorge Ga\u00f1\u00e1n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><b>Dicas pr\u00e1ticas<\/b><\/h3>\n\n\n\n<p><b>Se voc\u00ea come\u00e7a a sua jornada em Astorga, na Tournride ajudamos voc\u00ea a chegar:<\/b><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>De \u00f4nibus: Astorga \u00e9 o centro de um bom entroncamento de estradas (A-6, AP-71, N-VI). A <a aria-label=\"Visite o site Alsa para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.alsa.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alsa<\/a> conecta com todo o Norte da pen\u00ednsula e tamb\u00e9m com as capitais do Leste e do Sul.<\/li>\n\n\n\n<li>De trem: Astorga tem conex\u00f5es diretas com a Gal\u00edcia (Ferrol, A Coru\u00f1a e Vigo), Madri, Barcelona, Pa\u00eds Basco (Bilbao, Ir\u00fan) e outras cidades de Castela e Le\u00e3o pelos regionais. Para mais informa\u00e7\u00f5es, veja o <a aria-label=\"Visite o site Renfe para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.renfe.com\/es\/es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site da Renfe<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Lembre que na Tournride <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Bicicletas\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/aluguel-de-bicicletas-caminho-de-santiago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">deixamos as bicicletas no seu alojamento em Le\u00f3n ou Astorga se voc\u00ea come\u00e7ar por a\u00ed<\/a>, e podemos <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Bicicletas\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/aluguel-de-bicicletas-caminho-de-santiago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">levar sua bagagem extra para que ela espere voc\u00ea no fim do Caminho<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Para pegar a credencial em Astorga<\/b>, o mais f\u00e1cil \u00e9 ir ao albergue da <a aria-label=\"Visite o site Caminodesantiagoastorga para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"http:\/\/www.caminodesantiagoastorga.com\/?modulo=30\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Asociaci\u00f3n del Camino de Santiago de Astorga<\/a>, que fornece a credencial e fica bem perto da Plaza Mayor.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sobre o itiner\u00e1rio, <b>na Tournride recomendamos escolher a rodovia de Rabanal a Foncebad\u00f3n<\/b> e tamb\u00e9m o trecho entre <b>Manjar\u00edn e Molinaseca<\/b>. No resto do percurso, v\u00e1 pela op\u00e7\u00e3o que voc\u00ea preferir.<\/li>\n\n\n\n<li><b>Cuidado com o tempo ruim. Recomendamos consultar a previs\u00e3o do tempo antes de pedalar.<\/b> O trecho entre Rabanal del Camino e Manjar\u00edn \u00e9 famoso pelo clima frio de montanha, com muita neve, vento e tempestades fortes.<\/li>\n\n\n\n<li>H\u00e1 muitos povoados com todos os servi\u00e7os, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o precisa carregar tantos mantimentos \u2014 a n\u00e3o ser no ver\u00e3o, quando o calor \u00e9 forte.<\/li>\n\n\n\n<li><b>Hoje, mais do que nunca, \u00e9 importante levar o alforje bem ajustado para manter a bicicleta est\u00e1vel.<\/b><\/li>\n\n\n\n<li>Em menos de 5 km a partir de Astorga chegamos a Castrillo de los Polvazares. A rodovia principal n\u00e3o passa por l\u00e1, mas \u00e9 s\u00f3 um desvio simples e curto. \u00c9 um povoado ideal para tomar o caf\u00e9 da manh\u00e3 \u2014 d\u00e1 para demorar bastante no caminho, tem todos os servi\u00e7os e um charme especial.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><b>Roteiro detalhado e patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-art\u00edstico<\/b><\/h3>\n\n\n\n<p>A etapa de hoje \u00e9 de transi\u00e7\u00e3o. Sa\u00edmos da capital da Maragater\u00eda e seguimos em perfil plano at\u00e9 Rabanal del Camino, passando por pequenos povoados antigos de tropeiros onde a arquitetura popular est\u00e1 bem preservada. Dali em diante, tudo muda: o perfil endurece, as paisagens ficam verdes, e a gente percebe que entrou em El Bierzo. Os p\u00e1ramos \u00e1ridos de Le\u00f3n ficam para tr\u00e1s!<\/p>\n\n\n\n<p>Pedalando pelos montes de Le\u00f3n, passamos por um dos pontos mais reconhec\u00edveis do Caminho Franc\u00eas: a Cruz de Ferro. Come\u00e7a a\u00ed uma descida vertiginosa, em que as vistas espetaculares do entorno fazem companhia, e passamos por povoados pequenos e encantadores como El Acebo de San Miguel.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de cruzar a magn\u00edfica ponte medieval de Molinaseca, estamos a um passo do fim da etapa: Ponferrada, onde recomendamos um passeio tranquilo para aproveitar a capital do Bierzo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Bom caminho!<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-de-leon-antes-de-molinaseca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-de-leon-antes-de-molinaseca.jpg\" alt=\"Vista dos montes de Le\u00f3n antes da descida a Molinaseca\" class=\"wp-image-2226\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-de-leon-antes-de-molinaseca.jpg 960w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-de-leon-antes-de-molinaseca-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/monta\u00f1as-de-leon-antes-de-molinaseca-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista dos montes de Le\u00f3n antes da descida a Molinaseca. Foto cedida por Jorge Ga\u00f1\u00e1n.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><b>Sa\u00edmos de Astorga com perfil tranquilo (por enquanto) rumo a Rabanal del Camino<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>A sa\u00edda de Astorga \u00e9 bem mais simples do que as das cidades anteriores, como Pamplona, Burgos ou Le\u00f3n.<\/b> Da catedral, pegamos a rua Porter\u00eda, que sai bem em frente. Virando na primeira \u00e0 direita, seguimos pela rua San Pedro at\u00e9 uma curva \u00e0 esquerda que nos leva a atravessar a N-VI por uma passagem pedonal. Do outro lado vemos a LE-142, por onde deixamos Astorga.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Antes de cruzar a A-6 por uma passagem superior, passamos perto do desvio para Valdeviejas. Logo depois aparece a capela do Ecce Homo. Esse monumento tem uma placa na porta que diz <i>&#8220;La Fe, fuente de salud&#8221;<\/i> (A f\u00e9, fonte de sa\u00fade), em v\u00e1rias l\u00ednguas.<\/b> A frase faz refer\u00eancia a uma lenda antiga que se passa na pr\u00f3pria capela.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da capela havia antigamente um po\u00e7o onde os peregrinos saciavam a sede. Conta-se que o filho de uma peregrina caiu nele; ao ver que a \u00e1gua subia cada vez mais, ela suplicou ao Ecce Homo at\u00e9 que a crian\u00e7a sa\u00edsse. Por causa do milagre, mudaram a dedica\u00e7\u00e3o do templo, que antes era a San Roque.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ecce Homo \u00e9 o Jesus sofrente, submetido a diferentes torturas antes da crucifica\u00e7\u00e3o. Quando P\u00f4ncio Pilatos o mostrou \u00e0 multid\u00e3o depois de tortur\u00e1-lo, alguns textos dizem que ele exclamou <i>&#8220;\u00a1Ecce Homo!&#8221;<\/i> (&#8220;Eis o homem!&#8221;). Quando se quer destacar a humanidade de Deus, \u00e9 assim que ele costuma ser representado: como um homem que sofre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ermita-ecce-homo-valdeviejas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ermita-ecce-homo-valdeviejas.jpg\" alt=\"Capela do Ecce Homo em Valdeviejas\" class=\"wp-image-2227\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ermita-ecce-homo-valdeviejas.jpg 1600w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ermita-ecce-homo-valdeviejas-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ermita-ecce-homo-valdeviejas-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ermita-ecce-homo-valdeviejas-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capela do Ecce Homo em Valdeviejas (Foto cedida por Rub\u00e9n Ojeda na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Depois de cruzar a A-6 por uma passagem elevada, seguimos pelo acostamento da rodovia ou pela trilha paralela e chegamos a Murias de Rechivaldo (km 3,5).<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Saindo da capital da Maragater\u00eda, passamos agora por diferentes povoados da regi\u00e3o a caminho de Foncebad\u00f3n. Murias de Rechivaldo, assim como Castrillo de los Polvazares (que d\u00e1 para visitar se continuarmos pela LE-142 para o norte em menos de 2 km), \u00e9 um antigo povoado de tropeiros. Aqui moravam os comerciantes que transportavam mercadorias dos portos da pen\u00ednsula at\u00e9 o interior. Boa parte dessa arquitetura ainda est\u00e1 bem preservada, em especial em Castrillo \u2014 declarado Conjunto Hist\u00f3rico-Art\u00edstico e considerado o povoado de maior charme da Maragater\u00eda. O cal\u00e7amento de pedra do s\u00e9culo XVII continua em bom estado dentro do n\u00facleo, feito na \u00e9poca justamente para facilitar a passagem dos tropeiros.<\/p>\n\n\n\n<p><b>As constru\u00e7\u00f5es de Murias e Castrillo seguem o mesmo padr\u00e3o das casas populares da Maragater\u00eda.<\/b> S\u00e3o feitas de alvenaria de pedra, com marcos de portas e janelas pintados e grandes port\u00f5es de duas folhas, pensados para os tropeiros guardarem as carro\u00e7as com seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castrillo-de-los-polvazares.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castrillo-de-los-polvazares.jpg\" alt=\"Castrillo de los Polvazares na Maragater\u00eda\" class=\"wp-image-2228\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castrillo-de-los-polvazares.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castrillo-de-los-polvazares-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castrillo-de-los-polvazares-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Castrillo de los Polvazares (Foto cedida por Juantiagues no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Na Tournride incentivamos voc\u00ea a visitar Castrillo de los Polvazares, um povoado cheio de charme que fica a um pulo de bicicleta.<\/b> J\u00e1 em Murias de Rechivaldo, o mais impressionante \u00e9 a igreja de San Esteban, com uma espadana em forma de p\u00f3rtico com escadas onde, muitas vezes, as cegonhas fazem ninho.<\/p>\n\n\n\n<p>Se formos por Castrillo de los Polvazares, \u00e9 preciso voltar \u00e0 LE-142 e, em cerca de 1,3 km, virar \u00e0 direita para pegar a LE-6304. <b>Aparecem ent\u00e3o tr\u00eas tra\u00e7ados paralelos: a estrada LE-6304 (m\u00e3o dupla), uma trilha de saibro (pedonal para peregrinos) e uma trilha agr\u00edcola de terra avermelhada. D\u00e1 para ir por qualquer uma, em perfil quase plano, at\u00e9 Santa Catalina de Somoza, em apenas 2 km.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Santa Catalina de Somoza \u00e9 outro povoado antigo de tropeiros, com arquitetura popular semelhante. Al\u00e9m disso, tem uma grande tradi\u00e7\u00e3o jacobeia, refletida na sua configura\u00e7\u00e3o urbana \u2014 o Caminho \u00e9 a rua principal e funciona como espinha dorsal da vila.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Um dos personagens mais queridos e especialistas no Caminho Franc\u00eas \u00e9 natural de Santa Catalina de Somoza: Bienvenido Merino.<\/b> H\u00e1 cerca de 30 anos ele esculpe em madeira souvenirs artesanais para peregrinos enquanto conversa com quem chega, contando hist\u00f3rias jacobeias. Conheceu alguns dos peregrinos mais famosos, como Paulo Coelho, a quem convidou para tomar algo dentro de casa. Meses depois, quando o escritor brasileiro publicou o seu romance <i>&#8220;O Peregrino de Compostela&#8221;<\/i>, Bienvenido recebeu um exemplar pelo correio. E, em algumas edi\u00e7\u00f5es do livro, a foto da capa \u00e9 a porta azul da casa de Bienvenido, com as conchas de vieira que ele vende penduradas na porta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/puerta-de-bienvenido-merino-en-santa-catalina-de-somoza.jpg\" alt=\"Porta da casa de Bienvenido Merino em Santa Catalina de Somoza\" class=\"wp-image-2229\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/puerta-de-bienvenido-merino-en-santa-catalina-de-somoza.jpg 480w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/puerta-de-bienvenido-merino-en-santa-catalina-de-somoza-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Porta da casa de Bienvenido em Santa Catalina de Somoza<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Seguindo pela LE-6304, em 4 km chegamos a El Ganso, pequeno povoado da Maragater\u00eda.<\/b> Depois de atravess\u00e1-lo, em mais ou menos 4 km cruzamos um desvio para Rabanal Viejo. A poucos metros dali ficava uma das \u00e1rvores mais conhecidas do Caminho Franc\u00eas, o &#8220;Roble del Peregrino&#8221; (o Carvalho do Peregrino), que resistiu por d\u00e9cadas at\u00e9 uma tempestade arranc\u00e1-lo em 2013. A gente n\u00e3o est\u00e1 brincando quando avisa, nas dicas da etapa, que o tempo pode ser duro aqui!<\/p>\n\n\n\n<p><b>Logo depois, \u00e0 esquerda da estrada, aparece a capela de la Vera Cruz, do s\u00e9culo XVIII, que hoje fica ao lado do cemit\u00e9rio. Passando perto dela, chegamos a Rabanal del Camino (km 20).<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Como o pr\u00f3prio nome sugere, Rabanal del Camino \u00e9 passagem de peregrinos h\u00e1 s\u00e9culos e, hoje, com o renascimento do Caminho Franc\u00eas, foi restaurado e se tornou um lugar muito acolhedor. A arquitetura popular segue os padr\u00f5es da Maragater\u00eda e alguns alojamentos ocupam essas antigas casas com grandes p\u00e1tios centrais.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Os Templ\u00e1rios tiveram muita presen\u00e7a em Rabanal del Camino, usando o povoado como base pr\u00e9via ao seu centro nevr\u00e1lgico em Ponferrada.<\/b> Tentavam proteger melhor os peregrinos, porque no alto dos montes de Le\u00f3n havia muitos ladr\u00f5es e animais selvagens. A igreja paroquial da vila \u00e9 testemunha dessa presen\u00e7a templ\u00e1ria: dedicada a Nuestra Se\u00f1ora de la Asunci\u00f3n, foi promovida pela ordem no s\u00e9culo XII e \u00e9 um dos poucos templos rom\u00e2nicos que sobreviveram em Le\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa da localiza\u00e7\u00e3o e dos servi\u00e7os, Rabanal virou um centro jacobeu importante na Idade M\u00e9dia. Aymeric Picaud o usou como parada de pernoite na sua nona etapa, como menciona no <i>Codex Calixtinus<\/i>; conta-se tamb\u00e9m que Filipe II passou a noite em uma das casas da &#8220;Calle Real&#8221; (da\u00ed o nome da rua) quando foi em peregrina\u00e7\u00e3o a Compostela.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ver a parte antiga de Rabanal del Camino \u00e9 preciso sair da LE-142, porque a rodovia contorna o povoado pelo sul, em cota mais baixa. O primeiro caminho leva direto \u00e0 Calle Real.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-rabanal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-rabanal.jpg\" alt=\"Igreja de Nuestra Se\u00f1ora de la Asunci\u00f3n em Rabanal del Camino\" class=\"wp-image-2230\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-rabanal.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-rabanal-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iglesia-rabanal-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igreja de Nuestra Se\u00f1ora de la Asunci\u00f3n em Rabanal del Camino (Foto cedida por Rub\u00e9n Ojeda na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><b>Coroamos o Monte Irago na Cruz de Ferro e come\u00e7amos a descida a Manjar\u00edn<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de Rabanal del Camino, paisagem e perfil mudam: a primeira fica mais verde e o segundo mais \u00edngreme.<\/b> Ainda assim, a subida n\u00e3o \u00e9 muito dura \u2014 a n\u00e3o ser que esteja ventando forte ou chovendo.<\/p>\n\n\n\n<p>A trilha pedonal vai da direita \u00e0 esquerda da rodovia, em cotas diferentes. O melhor aqui \u00e9 usar o acostamento direito da LE-142, porque a trilha pode ficar bem estreita e o piso n\u00e3o \u00e9 dos melhores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entrar em Foncebad\u00f3n, a gente precisa virar \u00e0 esquerda por uma trilha de saibro que aparece depois da placa de boas-vindas; caso contr\u00e1rio, d\u00e1 para contornar o povoado pelo norte. O caminho de sa\u00edda que reconecta com a rodovia n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel, mesmo que seja poss\u00edvel pedalar por ele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/vista-de-foncebad\u00f3n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"742\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/vista-de-foncebad\u00f3n.jpg\" alt=\"Vista de Foncebad\u00f3n no inverno, a caminho da Cruz de Ferro\" class=\"wp-image-2231\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/vista-de-foncebad\u00f3n.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/vista-de-foncebad\u00f3n-300x217.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/vista-de-foncebad\u00f3n-768x557.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista de Foncebad\u00f3n no inverno (Foto cedida por Jorge Ga\u00f1\u00e1n na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Ainda hoje, quando visitamos Foncebad\u00f3n, d\u00e1 para perceber como este n\u00facleo urbano est\u00e1 tentando renascer das cinzas, como uma verdadeira f\u00eanix.<\/b> O povoado surgiu no s\u00e9culo XI, quando um eremita chamado Gaucelmo se instalou ali e construiu um hospital de peregrinos e uma igreja. A regi\u00e3o era perigosa, pelo clima duro e pela inseguran\u00e7a da estrada. Em troca da ajuda que oferecia aos caminhantes, Afonso VI lhe concedeu a posse dessas terras. Com o passar dos s\u00e9culos, o n\u00facleo cresceu gra\u00e7as ao com\u00e9rcio dos tropeiros e ao fluxo jacobeu, mas com a industrializa\u00e7\u00e3o e o decl\u00ednio das peregrina\u00e7\u00f5es ficou muito dif\u00edcil continuar vivendo em um lugar como Foncebad\u00f3n. <b>Por isso, nos anos 60 todo mundo saiu e a vila ficou desabitada.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Os peregrinos que fizeram o Caminho nos anos 70 e 80 contam que n\u00e3o era um lugar agrad\u00e1vel para pernoitar, porque havia c\u00e3es abrigados nas casas ainda de p\u00e9 que atacavam os peregrinos para tomar a comida. Agora d\u00e1 para entender bem por que os peregrinos medievais levavam o cajado como ferramenta insepar\u00e1vel! <b>Hoje, com o renascimento do Caminho Franc\u00eas, h\u00e1 casas restauradas e Foncebad\u00f3n volta a ter vida oferecendo servi\u00e7os para peregrinos, tornando-se mais acolhedora a cada ano.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Deixando Foncebad\u00f3n para tr\u00e1s, subimos pela LE-142 por 2 km com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 4% at\u00e9 chegar \u00e0 Cruz de Ferro, um dos marcos mais emblem\u00e1ticos do Caminho Franc\u00eas, no alto do Monte Irago. Dali se descortinam vistas impressionantes do entorno.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Diz-se que a Cruz de Ferro foi colocada ali no s\u00e9culo XI por Gaucelmo, o eremita de Foncebad\u00f3n, que a fixou sobre um grande mastro de madeira para que fosse vista de longe e guiasse os peregrinos na \u00faltima parte da subida aos Montes de Le\u00f3n. Hoje, a cruz original est\u00e1 no Museo de los Caminos de Astorga, sediado no Pal\u00e1cio Gaud\u00ed, do qual falamos na <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 9: De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-leon-a-astorga-de-bicicleta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">etapa anterior<\/a>.<\/b> A que vemos hoje no alto \u00e9 uma c\u00f3pia exata, sobre um mastro de 5 m cercado por milhares de pedras que os peregrinos trazem de todos os cantos do mundo desde o in\u00edcio do Caminho s\u00f3 para deix\u00e1-las ali.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/foncebadon.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"805\" height=\"1240\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/foncebadon.jpg\" alt=\"Foncebad\u00f3n a caminho da Cruz de Ferro\" class=\"wp-image-2232\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/foncebadon.jpg 805w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/foncebadon-195x300.jpg 195w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/foncebadon-768x1183.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/foncebadon-665x1024.jpg 665w\" sizes=\"auto, (max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foncebad\u00f3n (Foto cedida por Paul Quayle)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Na verdade, a Cruz de Ferro \u00e9 um cruzeiro \u2014 <i>cruceiro<\/i>, em galego: um monumento que vamos ver em cada percurso a partir da entrada na Gal\u00edcia.<\/b> A tradi\u00e7\u00e3o de erguer <i>cruceiros<\/i> tem ra\u00edzes celtas \u2014 acreditava-se que as almas dos mortos vagavam pelos caminhos e, por isso, as fam\u00edlias deixavam oferendas para eles ali. Muitas vezes as oferendas eram pedras; os lugares onde se acumulavam muitas eram chamados <i>milladoiros<\/i>. Com a conquista romana essa tradi\u00e7\u00e3o sobreviveu \u2014 na Gal\u00edcia e nas Ast\u00farias aparecem muitos mili\u00e1rios com inscri\u00e7\u00f5es aos Lares Viales (deuses dos caminhos, como Merc\u00fario). Quando o cristianismo se tornou oficial, esses ritos dos cruzamentos continuaram e, para tirar a conota\u00e7\u00e3o pag\u00e3, foram erguidas cruzes latinas nos mesmos pontos.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A Cruz de Ferro pode ser considerada, ent\u00e3o, um <i>cruceiro<\/i> com um enorme <i>milladoiro<\/i> ao redor \u2014 e, por causa das pedras acumuladas, \u00e9 tamb\u00e9m uma prova de como os caminhos jacobeus podem ser concorridos. A for\u00e7a transmitida pela imagem de tantas pedras e esperan\u00e7as deixadas ali ao longo dos s\u00e9culos faz deste marco um lugar muito especial.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Depois da Cruz de Ferro, a gente prefere continuar pela rodovia, em leve descida, at\u00e9 Manjar\u00edn. No passado ali existia um povoado com hospital de peregrinos, mas hoje s\u00f3 restam as funda\u00e7\u00f5es das casas, vis\u00edveis dos dois lados da estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em p\u00e9 segue apenas um dos albergues mais inconfund\u00edveis do Caminho: a Encomienda Templaria de Manjar\u00edn, tocada por Tom\u00e1s Rodr\u00edguez. Sentindo-se parte da tradi\u00e7\u00e3o templ\u00e1ria, ele est\u00e1 instalado ali h\u00e1 anos, oferecendo apoio em troca de um leite com biscoito e \u00e1gua. At\u00e9 poucos anos atr\u00e1s o lugar n\u00e3o tinha luz nem \u00e1gua encanada, mesmo depois da instala\u00e7\u00e3o de dois pain\u00e9is solares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/manjar\u00edn.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/manjar\u00edn.jpg\" alt=\"Manjar\u00edn na descida depois da Cruz de Ferro\" class=\"wp-image-2234\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/manjar\u00edn.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/manjar\u00edn-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/manjar\u00edn-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/manjar\u00edn-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Manjar\u00edn (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><b>Mergulhamos em El Bierzo, um para\u00edso natural, at\u00e9 descer a Molinaseca<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Depois de Manjar\u00edn come\u00e7a uma das descidas mais duras do Caminho, que a gente precisa fazer pela rodovia. Estamos oficialmente em El Bierzo, e as vistas impressionantes do entorno nos acompanham durante toda a jornada.<\/b> Quem imaginaria que, apenas 30 km atr\u00e1s, a gente cruzava as estepes e p\u00e1ramos de Le\u00f3n!<\/p>\n\n\n\n<p><b>A chegada a El Acebo de San Miguel \u00e9 especialmente \u00edngreme. Este pequeno povoado, com um charme enorme, \u00e9 o primeiro que vamos visitar.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>El Acebo fica na encosta da montanha, com a rodovia como rua principal. Pequenas casas de pedra com telhado escuro oferecem vistas espetaculares e nos recebem com piscinas, bares e restaurantes.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Na sa\u00edda de El Acebo h\u00e1 um monumento de ferro no formato de uma bicicleta unida a um cajado.<\/b> \u00c9 uma homenagem a Heinrich Krause, um peregrino alem\u00e3o que, em 1988, caiu de um penhasco com a sua bicicleta exatamente neste ponto quando seguia para Santiago pelas trilhas jacobeias tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os caminhantes acompanham pelo acostamento esquerdo da estrada at\u00e9 que o caminho pedonal cruza a LE-142, primeiro pela direita e depois pela esquerda. <b>Deixamos as setas para tr\u00e1s e seguimos pelo asfalto at\u00e9 chegar a Riego de Ambr\u00f3s. A rodovia contorna o povoado pelo norte e em cota mais alta.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Em Riego de Ambr\u00f3s d\u00e1 para visitar a capela de San Sebasti\u00e1n, com a sua fonte ao lado, e a par\u00f3quia de Santa Mar\u00eda Magdalena, que tem um belo ret\u00e1bulo do s\u00e9culo XVIII. Os peregrinos a p\u00e9 saem do povoado por um caminho de pedras e lascas de ard\u00f3sia. <b>Esse trecho \u00e9 impratic\u00e1vel para ciclistas<\/b>, ent\u00e3o, se voc\u00ea entrar em Riego de Ambr\u00f3s, o melhor \u00e9 voltar \u00e0 LE-142 para seguir pela rodovia habitual.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Riego-de-ambros.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Riego-de-ambros.jpg\" alt=\"Riego de Ambr\u00f3s na descida de El Bierzo\" class=\"wp-image-2235\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Riego-de-ambros.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Riego-de-ambros-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Riego-de-ambros-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Riego de Ambr\u00f3s (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Depois de 5 km descendo chegamos a Molinaseca, cujo monumento mais famoso \u00e9 a Ponte de Pedra sobre o rio Meruelo.<\/b> Muitos caminhantes, depois da descida pesada das montanhas do Bierzo, encontram nessa \u00e1gua refrescante o al\u00edvio de que os p\u00e9s cansados precisavam.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Logo depois da entrada de Molinaseca, \u00e0 beira da estrada, vemos a capela de Nuestra Se\u00f1ora de las Angustias.<\/b> Conta-se que j\u00e1 havia uma capela ali no s\u00e9culo XI, embora o que vemos hoje tenha sido constru\u00eddo entre os s\u00e9culos XVI e XX. A sua cabeceira se apoia t\u00e3o bem na montanha que, de fato, faz parte dela. A espadana alta no centro da fachada oeste precisou ser constru\u00edda em 1931 como contrapeso, porque a for\u00e7a da montanha podia destruir o templo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguindo pela estrada chegamos \u00e0 Ponte de Pedra, conhecida como &#8220;Puente de los Peregrinos&#8221;<\/b>. Acredita-se que a origem seja romana, embora isso n\u00e3o esteja comprovado. H\u00e1 fontes medievais que registram a sua exist\u00eancia desde o s\u00e9culo XII. Hoje ela tem sete arcos de \u00e9pocas e estilos diferentes, fruto de v\u00e1rias amplia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez do outro lado da ponte, a gente se joga na vida da Calle Real de Molinaseca, onde est\u00e3o todos os servi\u00e7os que voc\u00ea pode precisar. As ruas desembocam de novo na LE-142. Estamos quase chegando em Ponferrada, mas, para quem prefere parar em povoados pequenos e curtir a paz do campo, Molinaseca pode ser uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Puente-de-molinaseca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Puente-de-molinaseca.jpg\" alt=\"Ponte medieval de Molinaseca sobre o rio Meruelo\" class=\"wp-image-2236\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Puente-de-molinaseca.jpg 1280w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Puente-de-molinaseca-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Puente-de-molinaseca-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Puente-de-molinaseca-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ponte de Molinaseca (Foto cedida por Jos\u00e9 Antonio Gil Mart\u00ednez na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><b>\u00daltimos quil\u00f4metros at\u00e9 Ponferrada<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Saindo de Molinaseca seguimos pela LE-142, com perfil muito mais simples, quase plano.<\/b> Em 5 km cruzamos a ponte sobre o rio Boeza e, logo depois, as setas jacobeias indicam um desvio \u00e0 esquerda para pegar um caminho que desemboca na avenida del Castillo, j\u00e1 no centro urbano de Ponferrada. A mesma avenida tamb\u00e9m \u00e9 alcan\u00e7ada seguindo direto pela rodovia sem fazer o desvio \u2014 \u00e9 quest\u00e3o de gosto (a estrada est\u00e1 perfeitamente adequada para ciclistas).<\/p>\n\n\n\n<p>Continuando pela avenida del Castillo chegamos \u00e0 ponte sobre o rio Sil e, \u00e0 direita, surge diante da gente o monumental Castillo Templario de Ponferrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Se cruzarmos a ponte, entramos na parte mais moderna da cidade; se ficarmos deste lado, d\u00e1 para contemplar o castelo e a Plaza del Ayuntamiento.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Bem-vindo(a) a Ponferrada!<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Castillo-ponferrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"669\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Castillo-ponferrada.jpg\" alt=\"Castelo Templ\u00e1rio de Ponferrada no fim da etapa de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2237\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Castillo-ponferrada.jpg 1000w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Castillo-ponferrada-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Castillo-ponferrada-768x514.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Castelo de Ponferrada (Foto cedida por Alejandro Bolado na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ponferrada \u00e9 uma cidade dividida em duas pelo majestoso rio Sil<\/h3>\n\n\n\n<p>Na margem leste fica a zona monumental, com a maior parte do patrim\u00f4nio medieval da cidade e os diferentes museus. Na margem oeste est\u00e1 a parte mais moderna, organizada como \u00e1rea de expans\u00e3o urbana, onde ficam o setor industrial, hot\u00e9is e escrit\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><b>O tamanho e o car\u00e1ter monumental dos pontos de interesse transformam a capital de El Bierzo num fim perfeito para a etapa. Propomos um passeio a p\u00e9 de 12 minutos, em menos de 1 km, em que voc\u00ea vai encontrar todas as pistas para conhecer este enclave e entender como chegou ao que \u00e9 hoje. <a aria-label=\"Visite o site Drive.google para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=1KEgpvdj_k7C2re9VDZtKvY2TC18&amp;usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Aqui voc\u00ea pode ver o mapa do passeio<\/a>.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Mal podemos esperar para voc\u00ea curtir a capital do Bierzo, uma regi\u00e3o natural \u00e0 beira do rio Sil, onde tudo o que est\u00e1 ligado \u00e0 sua denomina\u00e7\u00e3o de origem \u00e9 sin\u00f4nimo de qualidade e bom of\u00edcio.<\/p>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><b>Quer conhecer melhor Ponferrada?<\/b><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Panor\u00e1mica-de-Ponferrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3968\" height=\"2232\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Panor\u00e1mica-de-Ponferrada.jpg\" alt=\"Vista panor\u00e2mica de Ponferrada, fim da etapa de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2244\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Panor\u00e1mica-de-Ponferrada.jpg 3968w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Panor\u00e1mica-de-Ponferrada-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Panor\u00e1mica-de-Ponferrada-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Panor\u00e1mica-de-Ponferrada-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3968px) 100vw, 3968px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista panor\u00e2mica de Ponferrada (Foto cedida por Jos\u00e9 Luis Filpo Cabana na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><b>Tudo come\u00e7ou com a &#8220;<i>pons-ferrata<\/i>&#8220;, uma ponte de ferro para peregrinos jacobeus.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que existam ind\u00edcios de que houve algum tipo de assentamento \u00e0s margens do Sil nos Tempos do Ferro e no per\u00edodo romano, n\u00e3o h\u00e1 documento nem fonte que confirme isso.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, documentos que mostram claramente como, em 1082, o bispo de Astorga mandou construir uma ponte sobre o rio Sil para facilitar a travessia dos peregrinos. <b>Na ponte foram colocadas correntes de ferro que impediam a passagem de quem n\u00e3o pagasse o ped\u00e1gio; da\u00ed o nome &#8220;<i>pons-ferrata<\/i>&#8221; (ponte de ferro). Outros pesquisadores acreditam que o nome vem, na verdade, do refor\u00e7o de ferro colocado na estrutura.<\/b> Na margem oeste, depois de atravessar a ponte, formou-se no s\u00e9culo seguinte um pequeno povoado ao redor de uma igreja dedicada a San Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A outra margem do rio ficou desabitada at\u00e9 que Fernando II, na segunda metade do s\u00e9culo XII, construiu uma pequena fortaleza sobre um promont\u00f3rio, junto \u00e0 margem do Sil. Nos seus arredores come\u00e7ou a crescer outro povoado e, em 1178, o rei entregou essa parte do territ\u00f3rio \u00e0 Ordem do Templo.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 contamos, as travessias pelos montes de Le\u00f3n eram uma parte perigosa do Caminho, pelo clima duro, pelo relevo variado e pelos muitos ladr\u00f5es escondidos na vegeta\u00e7\u00e3o fechada. Os templ\u00e1rios, respons\u00e1veis por proteger os peregrinos, ampliaram a fortaleza para ter controle total da \u00e1rea. <b>Em 1211, o sucessor de Fernando II, Afonso IX, cedeu a cidade ao Mestre da Ordem do Templo em Ponferrada, que passou a deter o poder completo.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Como tudo o que envolve os templ\u00e1rios, o mandato deles em <i>pons-ferrata<\/i> est\u00e1 cheio de lendas milagrosas e feitos imposs\u00edveis. Atribuem a eles, por exemplo, a descoberta da escultura da Virgen del Bierzo (a &#8220;morenica&#8221;) no tronco de um carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos s\u00e9culos seguintes foram erguidas muralhas ao redor da cidade e os templ\u00e1rios constru\u00edram um poder importante naquela regi\u00e3o. Mas, como j\u00e1 vimos nas <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 7: De Burgos a Carri\u00f3n de los Condes de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-burgos-a-carrion-de-los-condes-de-bicicleta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">etapas anteriores<\/a>, a supremacia templ\u00e1ria acabou em desgra\u00e7a. Vistos pela monarquia e pela Igreja de Roma como uma amea\u00e7a \u00e0 autoridade, uma enrascada entre reis e papas terminou com a aboli\u00e7\u00e3o da Ordem do Templo em 1312, a golpes de assassinatos e expropria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Com os cavaleiros templ\u00e1rios fora de cena, os maiores beneficiados em Ponferrada foram as grandes fam\u00edlias aristocr\u00e1ticas da regi\u00e3o: Castela e Gal\u00edcia.<\/b> Na \u00e1rea de Le\u00f3n, os Osorio, que, como vimos na <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 9: De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-leon-a-astorga-de-bicicleta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">etapa anterior<\/a>, detinham o poder de Astorga, assumiram por um curto per\u00edodo o controle da fortaleza de Ponferrada. Na Gal\u00edcia, a fam\u00edlia dos Condes de Lemos, instalada em Monforte, tamb\u00e9m controlou o castelo em algumas fases dos s\u00e9culos XV e XVI.<\/p>\n\n\n\n<p><b>As v\u00e1rias disputas de poder entre o Conde de Lemos e o seu filho, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, acabaram numa grande batalha dentro do castelo. Os Reis Cat\u00f3licos aproveitaram a instabilidade e declararam a fortaleza como propriedade real.<\/b> Colocaram um corregedor em Ponferrada para governar em nome deles, e assim a cidade se manteve organizada at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, quando cresceu muito dentro e fora das muralhas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo XX, a cidade se transformou completamente gra\u00e7as \u00e0 chegada da industrializa\u00e7\u00e3o. As minas pr\u00f3ximas de carv\u00e3o e ferro foram exploradas com maquin\u00e1rio pesado e, em 1949, foi inaugurada uma usina t\u00e9rmica.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 64 mil pessoas vivem em Ponferrada, que todos os dias recebe \u2014 como j\u00e1 faz h\u00e1 s\u00e9culos \u2014 peregrinos que cruzam o Sil para seguir o Caminho a Compostela.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que voc\u00ea conhece a hist\u00f3ria de Ponferrada\u2026 quer descobrir os seus monumentos mais importantes?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/barrio-antiguo-ponferrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"3000\" height=\"2000\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/barrio-antiguo-ponferrada.jpg\" alt=\"Bairro antigo de Ponferrada ao fim da etapa de Astorga a Ponferrada\" class=\"wp-image-2245\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/barrio-antiguo-ponferrada.jpg 3000w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/barrio-antiguo-ponferrada-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/barrio-antiguo-ponferrada-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/barrio-antiguo-ponferrada-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3000px) 100vw, 3000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bairro antigo de Ponferrada (Foto cedida por Gabriel Fern\u00e1ndez no Flickr sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><b>Come\u00e7amos pelo centro nevr\u00e1lgico: o Castelo Templ\u00e1rio<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Como resultado das v\u00e1rias amplia\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, o castelo que d\u00e1 para visitar hoje em Ponferrada ocupa uma \u00e1rea equivalente a oito campos de futebol.<\/b> D\u00e1 para passar um bom tempo l\u00e1 dentro! Al\u00e9m do tamanho, o que mais impressiona \u00e9 o excepcional estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Explicamos como chegar, porque \u00e9 imposs\u00edvel passar por Ponferrada sem visit\u00e1-lo. <b>S\u00e3o mais de 8.000 m\u00b2, com muralhas defensivas duplas e triplas, torres de diferentes formatos, barbac\u00e3s e muralhas gigantes, tudo em volta de um enorme p\u00e1tio interno.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, o castelo \u00e9 a uni\u00e3o de dois grandes projetos. O primeiro castelo tem base na constru\u00e7\u00e3o templ\u00e1ria do s\u00e9culo XIII, apoiada no que Fernando II j\u00e1 havia levantado antes. Quando a Ordem do Templo foi abolida, Osorio construiu o chamado &#8220;Castillo Viejo&#8221; (Castelo Velho) em uma parte dispon\u00edvel; depois, o Conde de Lemos ampliou o conjunto e criou uma fortaleza-pal\u00e1cio chamada &#8220;Castillo Nuevo&#8221; (Castelo Novo). A parte norte, portanto, \u00e9 a \u00fanica que sobrou das constru\u00e7\u00f5es originais do s\u00e9culo XII.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o conjunto poligonal do castelo estava cercado por um fosso, exceto no lado voltado para o rio. Depois de passar pela porta principal, de alvenaria e ladeada por duas grandes torres fortificadas, entramos no p\u00e1tio e, dali, d\u00e1 para admirar a enorme Torre de Homenagem, estrutura principal do castelo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castillo-ponferrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"790\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castillo-ponferrada.jpg\" alt=\"Castelo de Ponferrada por dentro\" class=\"wp-image-2247\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castillo-ponferrada.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castillo-ponferrada-300x231.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/castillo-ponferrada-768x593.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><b>A partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX, o monumento se deteriorou \u2014 chegaram a usar pedras dele para construir outros im\u00f3veis e o p\u00e1tio virou \u00e1rea de pastagem. Em 1924, foi declarado Monumento Hist\u00f3rico-Art\u00edstico Nacional e, desde ent\u00e3o, est\u00e1 especialmente protegido.<\/b> Come\u00e7ou a\u00ed um processo de restaura\u00e7\u00e3o que terminou com a transforma\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio em museu. Para hor\u00e1rios, pre\u00e7os e informa\u00e7\u00f5es atualizadas, <a aria-label=\"Visite o site Pt.wikipedia para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Castelo_de_Ponferrada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">veja a ficha da Wikip\u00e9dia sobre o Castelo de Ponferrada<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><b>Fazemos um tour pelos museus e conhecemos a padroeira do Bierzo<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Em frente \u00e0 entrada do castelo de Ponferrada fica a igreja de San Andr\u00e9s.<\/b> \u00c9 relativamente nova (s\u00e9c. XVII) e guarda, l\u00e1 dentro, uma imagem de Cristo que antes ficava em uma das capelas do castelo \u2014 da\u00ed o nome Cristo de la Fortaleza. Tem uma \u00fanica nave e, na cabeceira, um ret\u00e1bulo barroco com seis nichos de figuras, al\u00e9m da imagem do Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Seguindo pela rua pedonal Gil y Carrasco, que contorna o castelo, \u00e0 nossa esquerda vemos <a aria-label=\"Visite o site Museoradioponferrada para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.museoradioponferrada.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o posto de turismo<\/a> de Ponferrada e, \u00e0 direita, o Museu da R\u00e1dio.<\/b> A presen\u00e7a de um museu tem\u00e1tico t\u00e3o espec\u00edfico aqui se explica porque a cidade \u00e9 o ber\u00e7o de Luis del Olmo, um dos locutores de maior carreira da Espanha, que apresentou o programa mais longevo da hist\u00f3ria do r\u00e1dio espanhol \u2014 <i>Protagonistas<\/i>, com mais de 12.000 emiss\u00f5es. Neste antigo edif\u00edcio do s\u00e9culo XVII, conhecido como &#8220;Casa de los Escudos&#8221;, a cole\u00e7\u00e3o de receptores dele \u00e9 exposta junto a uma retrospectiva dos usos e modas do r\u00e1dio ao longo da hist\u00f3ria. Para hor\u00e1rios e pre\u00e7os, veja o <a aria-label=\"Visite o site Museoradioponferrada para mais informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/www.museoradioponferrada.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site do museu<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Museo-radio-ponferrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"673\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Museo-radio-ponferrada.jpg\" alt=\"Fachada principal do Museu da R\u00e1dio em Ponferrada\" class=\"wp-image-2248\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Museo-radio-ponferrada.jpg 1000w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Museo-radio-ponferrada-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Museo-radio-ponferrada-768x517.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fachada principal do Museu da R\u00e1dio (Foto cedida por Alejandro Bolado na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Continuamos subindo pela rua Gil y Carrasco, que come\u00e7a em frente \u00e0 fachada do museu. <b>Entramos ent\u00e3o na pra\u00e7a de la Virgen de la Encina, onde fica a igreja de mesmo nome.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p><b>A Virgen de la Encina \u00e9 a padroeira da regi\u00e3o de El Bierzo desde 1908. H\u00e1 v\u00e1rias lendas sobre como a imagem foi encontrada; a maioria remete aos templ\u00e1rios.<\/b> Uma delas diz que a imagem da Virgem foi trazida por San Toribio no s\u00e9culo V, quando ele foi em peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m (contamos a hist\u00f3ria dele na <a aria-label=\"Mais informa\u00e7\u00f5es sobre:  Etapa 9: De Le\u00f3n a Astorga de bicicleta\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/de-leon-a-astorga-de-bicicleta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">etapa anterior<\/a>). Quando virou bispo de Astorga, guardou a imagem na cidade; no s\u00e9culo IX, diante da amea\u00e7a mu\u00e7ulmana, o bispo da \u00e9poca a tirou dali e escondeu no tronco de um carvalho em alguma floresta. Seis s\u00e9culos depois, os templ\u00e1rios decidiram ampliar o castelo e precisavam de muita madeira. Em 8 de setembro, dia da Virgem, sa\u00edram \u00e0 procura e, ao cortar o tronco de uma azinheira, a imagem apareceu inteira diante deles, sem nenhum arranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><b>A imagem da Virgem \u00e9 exposta na cabeceira da bas\u00edlica, num nicho diante do ret\u00e1bulo-mor. A escultura que vemos \u00e9 do s\u00e9culo XVI, o mesmo s\u00e9culo em que o templo foi constru\u00eddo.<\/b> Antes havia uma igreja do fim do s\u00e9culo XII, mas, por ser pequena, decidiram demoli-la para erguer esta nova. A constru\u00e7\u00e3o foi conturbada \u2014 precisou parar v\u00e1rias vezes por epidemias e problemas administrativos \u2014 e levou quase dois s\u00e9culos para terminar, por isso o conjunto, ainda que harm\u00f4nico, traz influ\u00eancias do g\u00f3tico tardio, do renascimento inicial, do classicismo e at\u00e9 um toque de barroco galego.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Ponferrada-Basilica-de-Nuestra-Se\u00f1ora-de-la-Encina.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1333\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Ponferrada-Basilica-de-Nuestra-Se\u00f1ora-de-la-Encina.jpg\" alt=\"Bas\u00edlica de Nuestra Se\u00f1ora de la Encina em Ponferrada\" class=\"wp-image-2249\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Ponferrada-Basilica-de-Nuestra-Se\u00f1ora-de-la-Encina.jpg 1000w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Ponferrada-Basilica-de-Nuestra-Se\u00f1ora-de-la-Encina-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Ponferrada-Basilica-de-Nuestra-Se\u00f1ora-de-la-Encina-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bas\u00edlica de la Virgen de la Encina (Foto cedida por Zarateman na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><b>Subimos a rua del Reloj e paramos no Museo del Bierzo e na Torre del Reloj<\/b><\/h4>\n\n\n\n<p><b>Sa\u00edmos da plaza de la Virgen de la Encina pelo norte e entramos na rua del Reloj. Quase no final dela, antes da Plaza del Ayuntamiento, \u00e0 direita fica o Museo del Bierzo.<\/b><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo tendo sido projetado em 1966, a obra s\u00f3 come\u00e7ou em 1984 e foi conclu\u00edda 12 anos depois. O edif\u00edcio em que fica abrigava, no s\u00e9culo XVI, a casa do corregedor da cidade, autoridade nomeada pelo rei. <b>O principal objetivo do museu \u00e9 expor a hist\u00f3ria de Ponferrada e, em termos mais amplos, a hist\u00f3ria da regi\u00e3o de El Bierzo.<\/b> H\u00e1 pe\u00e7as desde o per\u00edodo paleol\u00edtico at\u00e9 o s\u00e9culo XX. \u00c0 tarde, abre s\u00f3 das 16h \u00e0s 18h; ent\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o tiver tempo \u00e0 tarde, pode entrar no dia seguinte a partir das 10h da manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois do museu, passamos sob um arco sobre o qual se ergue a Torre del Reloj. Esse arco \u00e9 a \u00fanica porta que sobrou das muralhas medievais que cercavam Ponferrada.<\/b> Sobre ele foram erguidos, a partir do s\u00e9culo XVI, dois corpos: o primeiro com o escudo de Filipe II e, em cima, o corpo com o rel\u00f3gio na parte superior. O terceiro corpo, com um sino, \u00e9 do s\u00e9culo seguinte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Torre-del-reloj-de-Ponferrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1365\" src=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Torre-del-reloj-de-Ponferrada.jpg\" alt=\"Torre del Reloj em Ponferrada\" class=\"wp-image-2250\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Torre-del-reloj-de-Ponferrada.jpg 1024w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Torre-del-reloj-de-Ponferrada-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.tournride.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Torre-del-reloj-de-Ponferrada-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Torre del Reloj (Foto cedida por Lancastermerrin na Wikimedia sob as seguintes <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by\/2.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Museo del Bierzo fica guardado o mecanismo original do rel\u00f3gio, do s\u00e9culo XVI. Infelizmente, n\u00e3o d\u00e1 para subir na torre \u2014 de onde, imaginamos, as vistas devem ser fant\u00e1sticas.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Depois de atravessar a antiga porta da muralha medieval chegamos \u00e0 Plaza del Ayuntamiento. Ali mesmo, ou nas ruas em volta, d\u00e1 para encontrar muitos restaurantes onde provar o melhor da gastronomia do Bierzo:<\/b> piment\u00f5es assados, vinho, castanhas, cerejas e por a\u00ed vai. Como prato principal, n\u00e3o d\u00e1 para perder o <i>botillo<\/i>, um embutido de porco temperado, recheado e defumado, servido cozido com batata, legumes ou hortali\u00e7as. Uma del\u00edcia perfeita para repor a energia!<\/p>\n\n\n\n<p><b>Se voc\u00ea n\u00e3o estiver com tanta fome e preferir caminhar mais um pouco, na Tournride sugerimos descer ao bairro da ponte para um passeio pela margem do rio Sil.<\/b> Para chegar l\u00e1, saia da Plaza del Ayuntamiento pela rua Sta. Beatriz de Silva e des\u00e7a pela rua la Calzada. Chega-se direto \u00e0 ponte, local onde se sup\u00f5e que ficava a <i>pons-ferrata<\/i> que deu nome \u00e0 cidade. Depois de cruz\u00e1-la, aparece a Plaza de San Pedro, onde ficava a igreja do primeiro assentamento medieval da \u00e1rea, alguns s\u00e9culos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Recomendamos voltar pela margem leste do rio Sil, cruzando a ponte del Castillo, para terminar no ponto de partida do passeio.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Amanh\u00e3 a gente vai dar um passo importante na peregrina\u00e7\u00e3o\u2026 entraremos na Gal\u00edcia!<\/b> Estamos cada vez mais perto do fim. Na Tournride, esperamos que voc\u00ea aproveite ao m\u00e1ximo a experi\u00eancia \u2014 e vamos continuar guiando voc\u00ea no seu Caminho Franc\u00eas de bicicleta.<\/p>\n\n\n\n<p><b>Bom caminho, peregrinos!<\/b><\/p>\n\n\n<div class=\"tournride-cta-container\">\n            <a class=\"tournride-cta-button\" href=\"https:\/\/www.tournride.com\/pt-br\/?lang=pt-br&#038;utm_source=blog&#038;utm_medium=contenido_web&#038;utm_campaign=de-astorga-a-ponferrada-de-bicicleta&#038;utm_content=pt-br\">Reserve sua bicicleta agora!<\/a>\n        <\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados t\u00e9cnicos da etapa De Astorga a Ponferrada de bicicleta \u00e9 a d\u00e9cima etapa do Caminho Franc\u00eas, e tem uma dificuldade maior do que as anteriores. Em compensa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea atravessa paisagens espetaculares e visita um dos marcos mais ic\u00f4nicos do Caminho: a Cruz de Ferro (1502 m). 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